sábado, 31 de julho de 2010

Quem é o Espírito Santo?

Bem o texto abaixo foi elaborado a pedido de uma irmã, que certa vez me perguntou quem é o que o Espírito Santo? Dogma negado em algumas seitas como os TJs e outras comunidades eclesiais.

O Espírito Santo é Terceira pessoa da SS Trindade, é Deus com o Pai e como o Pai, assim como o Filho. Em ma unidade indivisível, não fora criado e já estava junto ao Pai desde antes do mundo cf. Gen 1,2 “A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” veja também a aparição de três presenças angélicas que fazem alusão a trindade e segundo o Genesis “O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia.” Gen 18 1-10, leia todo o texto;

Veja ainda sobre a atuação deste do Espírito de Deus no AT no caso Samuel “O Espírito do Senhor virá também sobre ti, profetizarás com eles e tornar-te-ás um outro homem” I Sm 10,6 veja também como Clama Davi “De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito” Sl 50,13, sobre a missão do Espirito Santo no NT profetiza Joel 3,1-2 “Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas”.

O Espírito Santo é Deus, pois tem os mesmos atributos de Deus. Vejas nas Sagradas Escrituras Por exemplo: santidade – em muitas passagens das Escrituras o adjetivo “santo” é acrescido ao nome do divino Espírito (Mc. 13:11; Tito 3:5); eternidade – (Hb. 9:14); onisciência – (I Cor. 2:10 e 11); onipotência – (em Lc 1:35, o Espírito Santo é chamado de “poder do Altíssimo”; confira, ainda, a palavra “poder” ligada ao Espírito em Is 11:2; Mq. 3:8; Luc. 4:14 e Atos 1:8); onipresença – (Sl. 139:7-12); Criador – (Gen. 1:2; Jó 33:4; Sl. 104:30 e Ez 37:14). Uma vez que só Deus tem esses atributos, e o Espírito Santo os tem, então ele é Deus, como Deus Pai e Deus Filho. Como expliquei no início veja o que o Apostolo Pedro disse sobre o Espírito de Deus (Atos 5:3 e 4).

O Espírito Santo é uma Pessoa. A vários atributos que as Sagradas Escrituras dão ao Espírito de Deus, Ele tem inteligência, pois “perscruta” ou investiga (I Cor. 2:10 e 11) e “ensina” (João 14:26 e I Cor. 2:13); apareceu sob forma de pomba cf. Lc 3, 22: tem vontade, pois distribui os dons “como Lhe apraz” (I Cor. 12:11); tem emoção, pois pode ser “contristado” (Is 63:10) ou “entristecido” (Ef 4:30). Ele fala (II Sam. 23:2 e Atos 13:2); ensina (João 14:26); guia (Rm. 8:14); convence (João 16:8); contende ou age (Gên. 6:3); testifica (Rm. 8:16); separa e envia (At 13:2); intercede (Rm. 8:26).

E vários são os testemunhos dos pais da Igreja a favor da doutrina sobre o Espírito Santo (pneumatologia) na Teologia, foi a Igreja católica que nós primeiros séculos através dos Concílios ecumênicos, aliados a reflexão dos Pais da Igreja ao longo de sua vidas que oficializou a doutrina da SS Trindade, nos escritos do período patristico, encontram-se testemunhos valiosíssimos desta nossa crença. Santo Inácio de Antioquia fala do Pai, do Filho e do Espírito Santo como sendo três pessoas às quais devemos respeito igual. Santo Irineu diz que "a Igreja, espalhada pelos Apóstolos até os confins do universo, crê em Deus Pai todo-poderoso, em Jesus Cristo, seu Filho, encarnado por nossa salvação e no Espírito Santo que falou pelos profetas". Claríssimas são, também, na sua conclusão, as palavras de Tertuliano: "O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito-Santo é Deus e Deus é cada um deles". já comumente aceita entre os primeiros cristãos e deixada pelos apóstolos aos seus sucessores, confirmada pelas Escrituras.

Assim professa o Credo Niceno-Constatinopolitano Oficial da Igreja Católica.


“Creio no Espírito † Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas”.

John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru 31 de julho de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Patrística seu valor para a Teologia.

O termo teológico Patrística aplica-se à era dos Padres da Igreja, sua época e suas Obras. Estende se para todo o trabalho a qual realizaram seja eles Dogmático, doutrinário, sistematizar, filosófico. Encontram-se entre as mais importantes figuras da Igreja, que por seu empenho e suas elaborações doutrinárias. Consolidou-se a doutrina da Igreja em seus aspectos fundamentais, vencem-se as heresias e as controvérsias doutrinárias que ameaçavam a integridade da fé e a continuidade da Igreja.

Foram homens movidos pela providência divina para auxiliar a Igreja em momentos difíceis, foram os verdadeiros Guardas do Deposito de fé, a Tradição.

Defenderam teses complexas que versavam sobre questões como: a divindade plena do Cristo, as duas naturezas de Sua Pessoa divina, sua união hipostática a maternidade divina de Maria, a sua virgindade perpétua, o primado de Pedro, o primado da Sé Romana, a necessidade universal da Graça, a Santíssima Trindade a qual brilhou a luz dos Padres Capadocios, os santíssimos sacramentos, entre muitas outras questões, a qual as Escrituras em sua base não respondem foram eles que quebraram a cabeça durante anos décadas através e pela luz das escrituras e da tradição foi também o ponto crucial tanto nestas resoluções quanto na escolha e na comprovação dos escritos canônicos que hoje compõem a Bíblia, esta mais antiga e salutar em que seus registros datados não contam Na oralidade a qual foram transmitidas pelos apóstolos à seus legítimos sucessores, sejam os Pais apostólicos ou os outros Bispos e Padres que os sucederam.

O objetivo desta seção é, portanto aprofundar os ensinamentos desses grandes teólogos da Igreja, e assim reverenciar as suas vidas e tudo o que fizeram pela fé católica.

A Literatura Patrística (Escritos dos Pais da Igreja) é de altíssima importância para o cristianismo, pois através deles é que podemos saber o que a Igreja primitiva pregava e qual foi à fé dos primeiros cristãos e se esta fé foi continuada podemos tirar a prova se o nosso cristianismo baseado nos ensinos e praticas dos cristãos primitivos a qual a fé e a doutrina foram guardadas pela Patrística.

A Literatura Patrística divide-se basicamente em 3 períodos:

Padres do Período Ante-Niceno - corresponde ao período anterior ao Grande Concílio Ecumênico de Nicéia (324 d.C). Geralmente compreende os escritos surgidos entre o I e Início do IV Séculos. Período Niceno - corresponde ao período entre os anos anteriores até alguns imediatamente posteriores ao Grande Concílio Ecumênico de Nicéia (324 d.C). Geralmente compreende os escritos surgidos entre o início do IV Século até o final deste. Período em que surgem os primeiros grandes sistemas de filosofia cristã. E do Helenismo cristã. Período Pós-Niceno - corresponde ao período que compreende entre o V ao VIII Séculos, reelaboram-se as doutrinas já formuladas e de cunho original (Boécio).

John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru, 30 de Julho de 2010.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Livrar o concílio Vaticano II das Confunções Pós-concíliar?

Por ocasião da ordenação presbiterial de cinco diáconos da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), Dom Guido Pozzo, secretário da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, proferiu em Wigratzbad (sede do seminário da FSSP na Europa) uma importante conferência.


A FSSP é uma família religiosa de direito pontifício, fundada em 1988 por sacerdotes tradicionalistas que não quiseram seguir Dom Lefebvre após a ordenação ilícita de quatro bispos.

Dom Pozzo mostrou como as supostas rupturas com o Concílio foram exageradas pela mídia sensacionalista. Para esclarecer as questões abordadas por Dom Pozzo em sua conferência, ZENIT entrevistou o padre Alfredo Morselli, pároco em Bolonha e especialista no assunto.

ZENIT: O secretário da Comissão Ecclesia Dei proferiu sua conferência no seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro. Qual o significado da escolha deste local?

Pe. Morselli: A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro está entre os mais belos frutos do diálogo da Igreja com o mundo tradicionalista. Enquanto muitos seminários estão vazios, definitivamente a FSSP não sofre com este problema. A maior parte de seus membros não conheceu pessoalmente Dom Lefebvre. Acolhidos por bispos de maior visão e mais obedientes, deram provas de sua capacidade de se integrar às diversas realidades diocesanas. Junto a tantas outras famílias de carisma análogo, constituem a prova viva de que a paz litúrgica – ou mesmo a coexistência na Igreja das duas formas de rito romano (Missa Gregoriana e o Novus Ordo Missae) – é não apenas possível como também muito frutífera.

ZENIT: Quais foram os principais assuntos tratados na conferência?

Pe. Morselli: Dom Pozzo quis abordar dois assuntos “quentes”: a unidade e a unicidade da Igreja católica, e da Igreja católica e as religiões referente à salavação; buscou demonstrar que “a questão crucial e o ponto verdadeiramente determinante na origem da disputa, da desorientação e da confusão não está no Concílio Vaticano II nem os ensinamentos objetivos contidos em seus documentos, mas sim em uma interpretação deste ensinamento”. Ele chamou tal interpretação de uma “ideologia para-conciliar, difundida principalmente por grupos intelectuais católicos neo-modernistas e por centros midiáticos de poder mundano secular”.

ZENIT: Por que justamente estes dois temas?

Pe. Morselli: Conforme reporta o blog Missa em Latim (http://blog.messainlatino.it/), “o interesse principal deste texto é que este (...) representa uma síntese das posições dos teólogos vaticanos empenhados nos colóquios com a Fraternidade São Pio X: na prática, os esclarecimentos doutrinais sobre alguns temas controversos do Concílio que Roma se dispôs a realizar”.

ZENIT: Qual foi a contribuição de Dom Pozzo?

Pe. Morselli: Sustentou que o único caminho católico para uma solução seria constituído pela hermenêutica da continuidade.Tentarei simplificar em poucas palavras: a ideologia para-conciliar afirma: “Que ótimo, após o Concílio a Igreja mudou!”; enquanto os tradicionalistas dizem: “Que desgraça, após o Concílio tudo mudou!”. As promessas do Salvador, porém, nos garantem que a Igreja jamais mudará em sua natureza. À tentação dos tradicionalistas, hoje se responde: “Quanto à crise e aos graves erros, vocês têm razão; eles são evidentes e não se pode negá-los; mas – atenção – eles não são intrínsecos ao Concílio! Trata-se de uma crise neo-modernista – crise esta que já se esboçava antes do Concílio, com a assim chamada Nouvelle Théologie e outras aberrações nos movimentos litúrgicos – grave, mas extrínseca aos documentos do Concílio”.

ZENIT: Dom Pozzo responde às objeções de alguns Tradicionalistas?

Pe. Morselli: Dom Pozzo conhece bem todo o panorama tradicionalista: em particular, responde à hipótese segundo a qual o Concílio, sendo pastoral e não dogmático, não seria vinculante no que se refere à sua aplicação: “Seria equivocado pensar que o caráter expositivo e pastoral dos Documentos do Concílio Vaticano II não impliquem também em uma doutrina que exige o comprometimento por parte dos fiéis segundo os diversos graus de autoridade das doutrinas propostas”.

Além disso, cumpre dizer que é infalível não apenas o que é definido, mas também tudo o que é continuamente proposto pelo Magistério: por exemplo, muitos são os teólogos que consideram infalível a encíclica Humanae Vitae, ainda que isto não esteja contido em nenhuma definição no sentido estrito. Os pontos considerados “quentes” do Concílio, examinados por Dom Pozzo, são continuamente citados reapresentados pelo magistério ordinário; de modo que não podem ser considerados opcionais.

ZENIT: A conferência de Dom Pozzo pode vir a influenciar positivamente o diálogo da Santa sé com a Fraternidade São Pio X?

Pe. Morselli: É bom sinal que finalmente tenha sido conferida aos tradicionalistas e suas instâncias uma grande dignidade, ainda que nem tudo vá como o Papa desejaria. E uma vez que quem discute são pessoas e não ideias abstratas, estou certo que a sabedoria e a caridade pastoral de Bento XVI e seus colaboradores trarão grandes frutos.

A nós cumpre apenas orar, nos sacrificar e trabalhar para que isto se dê o mais breve possível.

FONTE:

ROMA, quinta-feira, 29 de julho de 2010. LIVRAR O CONCÍLIO VATICANO II DAS CONFUSÕES PÓS-CONCÍLIO. (Entrevista com Pe. Alfredo Morselli, Paróco em Bolonha). Disponível em: http://www.zenit.org/article-25653?l=portuguese

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Desejo de Deus

“Sede Santos assim como vosso Pai Celeste é Santo.” Mt 5;48

Hoje podemos observar muitos cristãos em busca da santidade, mas embora que busquem viver, em muitos casos acabam se distanciando, por diversos fatores principalmente por causa do forte individualismo de nossos tempos, ou seja querem viver de sua maneira, ou como o mundo os molda, distorcendo o real significado da santidade e de sermos cristãos, como se santidade fosse algo impossível, e para chegar a ela tenha que ser triste, angustiado e sem vida.

Enfim sem vida, quando Deus deseja que tenhamos vida em abundância “Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que tenham em abundância.”cf. Jo 10,10;

Pois bem o verdadeiro convite de Deus para sermos Santos, é buscar seguir o caminho que Jesus viveu, seguindo seu estilo de vida. Como diz uma canção de Padre Zezinho: Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu, sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria e ao chegar ao fim do dia eu sei que dormiria muito mais feliz. Sabendo da Cruz que temos que carregar “Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me” Lc 9,23

Podemos ver também no Catecismo da Igreja Católica, o modo de termos uma vida regrada e feliz, estando em constante comunhão com Ele e com seus desígnios, vejamos.

“O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa da atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso: A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus; pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu criador” (CIC, nº 27)      

Mas quando buscamos viver enraizados segundo sua vontade e na intimidade dos Sacramentos, bebemos da fonte de água viva, assim alimentando nossa fé em Jesus Cristo verbo de Deus como podemos ver em colossenses, “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé.” Cl 2,7, e é esta fé que Deus anseia que busquemos, nos tornando capacitados segundo sua vontade.

E não devemos esquecer de nosso amado Deus, que nos concede tamanha esperança de sermos pessoas consagradas a seus planos e sua Igreja, filiadas ao seu amor, assim coroando nossa esperança este nosso Deus é capaz de fazer o impossível em nossas vidas,como podemos ver em Timóteo, “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo.” 1 Tm 4,10, pois é neste Deus vivo que encontramos refúgio, abrigando quem verdadeiramente somos.

O Catecismo da Igreja Católica também vem nos lembrar qual o meio de chegarmos a Deus, vejamos.

“Criado à imagem de Deus, chamado a conhecer e amar a Deus, o homem que procura Deus descobre certos caminhos de acesso ao conhecimento de Deus. Também se lhes chama provas da existência de Deus não no sentido das provas que as ciências naturais indagam mas no de argumentos convergentes e convincentes que permitem chegar a verdadeiras certezas.” (CIC nº 31).

Verdade e caminho ao céu obtemos através da única Igreja de Deus que é “coluna e sustentáculo da verdade” I Tm 3,15

Porém é este mesmo Deus que demonstra-nos que pela simplicidade de coração e amor ao próximo nós santificados, assim glorificamos o nome do Senhor Jesus com nosso testemunho, Pe. Pio de Pietrelcina vem nos falar, “Façamos o bem, enquanto temos tempo à nossa disposição. Assim, daremos glória ao nosso Pai Celeste, santificaremos nós mesmos e daremos bom exemplo aos outros”, pois quando glorificamos o nosso Deus e o tomamos como Senhor de nossas vidas, somos guiados pelo seu Espírito que concede fortifica e auxilia seus filhos com graças, pois fomos remidos pelo sangue de Jesus.


Aline Silva
Colaboradora do Apost. São Clemente Romano
Santa Cruz do Capibaribe 22 de Julho de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Grã-Bretanha prepara recepção do mais alto nível para visita de Bento XVI em Setembro.

Enquanto a Grã-Bretanha prepara uma recepção do mais alto nível para o Papa Bento XVI, a expectativa cresce, e os católicos se tornam cada vez mais conscientes da importância do papel desempenhado pela Igreja na sociedade britânica.

ZENIT entrevistou Dom Andrew Summersgill, coordenador da visita papal que se realizará entre 16 e 19 de setembro próximo. O bispo explica a importância do convite dirigido ao Papa por Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, e descreve como os católicos estão se preparando para a visita do Santo Padre.

ZENIT: Quais são as últimas novidades em relação aos preparativos para a visita de Bento XVI?

Dom Summersgill: A 2 de julho passado, a Santa Sé, o governo britânico e as conferências episcopais da Inglaterra, Escócia e País de Gales confirmaram os elementos principais da visita do Santo Padre de setembro. O programa detalhado deve ser publicado cerca de um mês antes da chegada do Papa Bento XVI.

Neste momento estamos definindo os locais em que serão realizados os principais eventos públicos com o Santo Padre: a Missa em Glasgow, a Missa de beatificação (do cardeal John Henry Newman) em Birmingham e a vigília em Londres.

Ao longo das últimas semanas, tivemos uma série de reuniões de planejamento com representantes da Santa Sé.

Estamos também preparando os detalhes junto ao governo britânico, às autoridades locais, à Comunhão Anglicana, com a polícia e os serviços de segurança.

ZENIT: Os veículos de comunicação têm destacado a atitude negativa de alguns grupos ateístas e secularistas em relação à visita de Bento XVI. Como definiria o clima nas paróquias e entre o público em geral frente à visita papal que se aproxima?

Dom Summersgill: Sim, de fato há grupos que questionam a visita do Santo Padre, dentre os quais alguns fazem objeção especificamente da visita ser tratada como uma visita de Estado – o mais alto nível de boas-vindas que o Reino Unido pode conceder a um visitante.

Há também aqueles que questionam elementos fundamentais do ensinamento da Igreja Católica, e que aproveitam a ocasião para manifestar suas posições.

Além disso, a Grã-Bretanha está atravessando um momento difícil em termos econômicos, e alguns têm levantado objeções em relação aos gastos envolvidos com a visita do Papa Bento XVI.

Devo dizer, porém, que estas atitudes contrastam com a atitude de boas-vindas da maior parte da sociedade, especialmente entre as diversas comunidades cristãs.

No último final de semana, tive a oportunidade de conversar com um professor que está organizando uma excursão de alunos para participar do encontro com os representantes da educação católica, que será celebrado no segundo dia da visita; tive contato ainda com diversos grupos de jovens que se organizam para representar suas paróquias durante a visita.

Recentemente, as conferência episcopais publicaram um livreto no qual respondem a uma série de questões referentes à visita. A página na internet do evento também é muito popular.

ZENIT: O Papa deixou clara em diversas ocasiões sua intenção de dialogar com toda a sociedade britânica, inclusive com os ateus. A seu ver, qual o significado desta visita para o público em geral?

Dom Summersgill: Uma das maneiras pela qual o público em geral se relaciona com o Papa é através da mídia. A forma com que o evento será noticiado tem, portanto, importância fundamental.

O arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, definiu a expectativa geral relativa à visita: que nossa sociedade seja capaz de compreender, com a visita do Papa Bento XVI, que a fé é uma bênção a ser redescoberta e não um problema a ser solucionado.

ZENIT: No que esta visita será diferente em relação à visita de João Paulo II de 1982?

Dom Summersgill: A visita do Papa João Paulo II foi uma visita pastoral aos católicos da Inglaterra, Escócia e País de Gales. Em 1982, todo o itinerário do Santo Padre foi concebido em função da celebração dos sacramentos. À época, a Guerra das Malvinas estava em curso e havia dúvidas se aquele seria de fato um momento oportuno.

Desta vez, o Papa Bento XVI vem para visitar a sociedade britânica como um todo, além, é claro, para celebrar a Eucaristia, e especialmente para a beatificação do cardeal John Henry Newman.

A visita de João Paulo II durou nove dias, e este esteve em mais locais do que Bento XVI terá oportunidade de conhecer durante sua breve visita. Em 1982, com exceção da visita à rainha, não houve os aspectos formais associados a uma típica visita de Estado.

A visita de João Paulo II foi também mais local; desta vez, a vista de Bento XVI estará centrada em quatro localidades: Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham, de modo que muitas viagens estarão envolvidas.

ZENIT: Esta visita tem um significado especial pelo fato do Papa vir em resposta a um convite da rainha. Poderia falar mais a respeito? Por que razão Sua Majestade a Rainha Elizabeth II escolheu este momento em particular para convidá-lo?

Dom Summersgill: A rainha é cristã praticante e claramente uma mulher de fé. Um convite para uma visita de Estado é única para o Chefe de Estado visitante, visto que não pode ser repetida. Por isso, estou certo de que se trata de um desejo pessoal da rainha – ainda que, em questões desta natureza, a rainha atue assessorada pelo governo.

O governo está comprometido em oferecer as boas-vindas ao Santo Padre na condição de líder espiritual de cerca de 10% da população britânica, bem como consolidar a cooperação em diversas áreas entre o governo e a Santa Sé, especialmente no que se refere ao combate à pobreza no mundo e a mútuos compromissos no âmbito da educação.

ZENIT: A visita papal que se aproxima tem atraído a atenção para a Igreja católica de uma maneira peculiar no Reino Unido. Poderia dizer algo sobre essa publicidade? Como a Igreja poderia fazer uso dessa publicidade para alcançar os não católicos?

Dom Summersgill: Espero que os preparativos para a visita e a própria visita em si mesma sejam ocasiões para que nós católicos recuperemos a confiança em nós mesmos e em nosso papel na sociedade britânica.

Por uma série de razões que prefiro não detalhar, não tem sido fácil nos últimos anos ser católico em nossos países, e acredito que a vista do Santo Padre será um momento muito importante.

Será também uma oportunidade para reconhecer as profundas mudanças ocorridas na Igreja do Reino Unido: somos uma Igreja muito diferente, em grande parte devido à imigração.

Será também um momento para proclamar a mensagem do Evangelho no âmbito público.

Por uma feliz coincidência, o domingo da chegada de Bento XVI coincidirá com nossa tradicional celebração da Home Mission Sunday, de forma que tudo parece se encaixar perfeitamente.

FONTE:

Genevieve Pollock: Grã-Bretanha prepara recepção do mais alto nível para Bento XVI (Entrevista com Dom Andrew Summersgill) Londres, terça-feira, 27 de julho de 2010 (ZENIT.org) – http://www.zenit.org/article-25628?l=portuguese

segunda-feira, 26 de julho de 2010

São João Bosco (Dom Bosco) Profecias sobre os tempos de Apostasia e Perseguição a Igreja Católica.

João Belchior Bosco, mais conhecido como (Dom Bosco) nasceu ao norte da Itália, em 1815. Em 1841 é ordenado sacerdote, iniciando-se uma bela careira, tendo sido ele o fundador da Ordem dos Salesianos. Faleceu em Turim aos 72 anos de idade. Em 1934 é canonizado pelo Papa Pio XI. Teve em vida vários sonhos proféticos e previsões, foi enaltecido pelo Espírito Santo com este Dom e afirmava “Embora a bondade de Deus tenha sido generosa para comigo, jamais pretendi conhecer ou realizar coisas sobrenaturais”.

Profecia dos plenilúnios:

“Quatrocentos dias após o mês das flores que terá duas luas cheias, a revolução será proclamada na Itália. Duzentos dias depois, o Papa será obrigado a deixar Roma e andará errante durante cem dias, depois do que regressará à sua capital e cantará em São Pedro o Te Deum de Salvação”.

Dom Bosco escreve que em 1870 se encontrou como que numa ‘realidade sobrenatural’, e ouviu uma voz que lhe informou fatos futuros. Eis algumas partes do que ouviu:

“[...] Agora a voz do céu é para o Pastor dos Pastores: ‘Tu estás na grande conferência com os teus assessores, mas o inimigo do bem não fica quieto um instante. Ele estuda e pratica todas as artes contra ti. Semeará a discórdia entre os teus assessores, criará inimigos entre os meus filhos. As potências do século vomitarão fogo e gostariam que as palavras fossem sufocadas na garganta dos guardiães da minha lei. Isso não acontecerá. [...] Que farei? Baterei nos pastores, dispensarei o rebanho para que os sentados na cadeira de Moisés procurem bons pastos e o rebanho, docilmente, ouça e se alimente. Mas sobre o rebanho e sobre os pastores pesará minha mão. A carestia e a peste farão com que as mães chorem o sangue dos filhos e dos maridos mortos em terra inimiga. E de ti, Roma, que será? Roma ingrata, Roma efeminada, Roma soberba. Tu chegaste a tal ponto que não procuras outra coisa, nem nada mais admiras em teu soberano senão o luxo, esquecendo que sua glória verdadeira está sobre o monte Gólgota. [...] Roma! [...] Eu irei a ti quatro vezes. Na primeira golpearei as tuas terras e os seus habitantes.

Na segunda, levarei a destruição e o extermínio até os teus muros. Não abres ainda os olhos? Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os defensores e ao comando do Pai seguirá o reino do terror, do medo e da desolação. Mas os meus sábios fogem. A minha lei continua sendo pisada. Por isso farei a quarta visita. A guerra, a peste e a fome são flagelos com os quais serão castigadas a soberba e a malícia dos homens. [...]’ ”

Sonhos de Dom Bosco:

“ [...] Naquele momento, viu-se uma multidão de homens, mulheres, velhos, crianças, monges, monjas e sacerdotes, tendo à frente o Santo Padre, sair do Vaticano ordenando-se como se fosse uma procissão. [...]

Nesse meio tempo, chegou-se a uma pequena praça coberta de mortos e feridos, vários dos quais pediam conforto insistentemente. Depois de ter caminhado por um espaço correspondente a duzentos nasceres do sol, cada um percebeu que não estava mais em Roma. [...] Depois, quando pôs os pés na cidade santa, começou a chorar ante a aflição demonstrada pelos cidadãos, muitos dos quais haviam morrido. De volta a São Pedro, cantou o Te Deum [...] As cidades, as vilas, os campos tinham sua população bastante diminuída. A terra estava pisada como se tivesse passado um furacão, um temporal, o granizo, e as pessoas iam umas ao encontro das outras dizendo com a alma comovida: Est Deus in Israel. Do início do exílio até o Te Deum, o sol levantou-se duzentas vezes. Todo o tempo que passou durante a realização desses fatos corresponde a quatrocentos surgires do sol”.

Outra profecia :

“Guerras entre os príncipes e súditos, entre o dogma e o erro, a luz e as trevas, o pobre e o rico. - Um grandioso acontecimento se está preparando no céu, para fazer pasmar a gente. - Far-se-á uma grande reforma entre todas as nações, e o mundo irá misturar-se como um oceano [...] Russos, alemães, prussianos, cossacos, persas, polacos, franceses e italianos farão uma mistura, e lá na China e na Índia findará a rebeldia. [...] Nunca o grande marulho se afervorou tão forte, nunca se viu um lobo desta espécie. [...] A Rússia e a Inglaterra tornar-se-ão católicas. A Itália será pacificada, e o Turco cairá por terra. Conquistarão os lugares da Santa Palestina, e no alto das cúpulas erguer-se-á a Cruz Latina. - Depois, paz universal”.

Seu sonho profético principal, ocorrido em 1862 (três anos antes do Concílio da Igreja Católica conhecido como Vaticano I), está transcrito abaixo:

"Imagine-se no meio de uma enseada, ou melhor, sobre uma rocha isolada, da qual não se divisa nenhum ponto de terra firme, exceto sob os seus pés. Na extensão desse vasto mar, você divisa uma frota incontável de navios de guerra dispostos para a batalha. As proas desse navios são pontiagudas e perfurantes, de forma a perfurar e destroçar completamente tudo contra o que se lançarem. Os navios são armados com canhões, muitos rifles, materiais incendiários e outras armas de fogo de vários tipos, e avançam contra um navio bem maior e mais alto do que o deles; eles tentam atingi-lo com suas proas ou queimá-lo, causar-lhe mal de todas as maneiras possíveis.

"Escoltando o majestoso navio plenamente equipado, há um sem-número de barcos menores, que recebem comandos daquele por sinais, reposicionando-se para defenderem-se dos ataques da frota inimiga. Bem no meio dessa imensa extensão marítima, duas poderosas colunas elevam-se, altas, a pequena distância uma da outra. No topo de uma, encontra-se a estátua da Imaculada Virgem Maria, de cujos pés pende um enorme placa com a inscrição: Auxilium Christianorum - Auxílio dos Cristãos ; sobre a outra, que é ainda mais alta e maior, há uma enorme Hóstia, de tamanho proporcional ao da coluna; e sob ela, outra placa, com as palavras: Salus Credentium - Salvação dos Fiéis.

"O comandante supremo do navio grande é o Sumo Pontífice. Observando a fúria dos inimigos e malfeitores dentre os quais os fiéis se encontram, ele convoca os capitães dos pequenos barcos e ordena um conselho, para juntos decidirem o que fazer.

"Todos os capitães vêm a bordo e se reúnem em torno do Papa. Eles iniciam uma conferência, mas nesse meio tempo o vento e as ondas rompem numa grande tempestade, e eles têm de retornar às suas próprias embarcações para salvá-las. Vem, então, uma pequena calmaria; pela segunda vez, o Papa reúne seus capitães em torno de si, enquanto o navio-mãe prossegue em seu curso. Mas a terrível tempestade retorna. O Papa comanda a embarcação e envia todas as suas energias para direcionar seu navio às colunas, de cujos topos pendem muitas âncoras e fortes ganchos ligados a correntes.

"Todas as embarcações inimigas mobilizam-se para atacá-lo; elas tentam detê-lo e afundá-lo, de todas as maneiras ao seu alcance: algumas com livros e escritos inflamáveis, de que dispõem em abundância; outras com armas de fogo, com rifles e outras armas. A batalha recrudesce crescentemente. O inimigo ataca de proa violentamente, mas seus esforços provam não ser eficazes. Eles arremetem em vão, e perdem todo o seu esforço e a sua munição; o grande navio segue inabalável e suavemente seu rumo. Às vezes acontece de ser atingido por formidáveis tiros, ele apresentar grandes brechas laterais; Mas assim que o dano acontece, uma brisa gentil sopra das duas colunas, fechando as fissuras e restaurando os estragos imediatamente.

"Entrementes, as armas de fogo dos assaltantes são disparadas; rifles e outras armas, bem como as proas se quebram; muitos navios são atingidos e afundam no oceano. Então, os inimigos enfurecidos passam a lutar corpo-a-corpo, com os punhos, tiros à queima-roupa, blasfêmias e maldições. "De súbito, o Papa cai gravemente ferido. Imediatamente, os que estão com ele o ajudam e o levantam. Uma segunda vez, o Papa é atingido; ele cai de novo e morre. Um grito de júbilo e vitória irrompe dentre os inimigos; de seus navios eleva-se uma indizível zombaria.

"Mas assim que o Pontífice cai, um outro assume o seu lugar. Os pilotos, tendo-se reunido, elegeram outro tão prontamente que, com a notícia da morte do anterior já se apresentam as boas novas da eleição do sucessor. Os adversários começam a perder a coragem.

"O novo Papa, pondo o inimigo em fuga e superando todos os obstáculos, guia o navio diretamente às duas colunas e consegue descansar entre elas. Ele ancora o seu navio à coluna encimada pela Hóstia, prendendo uma corrente leve que sai da proa a uma âncora presa à coluna; uma outra corrente leve presa à popa é atracada a uma âncora que pende da coluna sobre a qual está a Virgem Maria.

"Neste ponto, inicia-se uma grande convulsão . Todos os navios que estiveram até então em luta contra o navio do Papa são dispersados; eles se afastam em confusão, colidem e quebram-se em pedaços, uns contra os outros. Alguns afundam e tentam afundar os outros. Muitas das pequenas embarcações que lutaram galantemente pelo Papa correm a prender-se às colunas. Outras, que se haviam mantido à distância, por medo da batalha, observam cautelosamente de longe; assim que os escombros dos navios afundados são dispersados pelos redemoinhos do mar, elas se aventuram a rumar para as duas colunas, e alcançando-as, fazem-se prender aos ganchos que delas pendem, para se porem a salvo, à sombra do navio principal, onde está o Papa. Reina sobre o mar uma grande calma."

FONTE:

[1] SINAIS DOS TEMPOS. São João Bosco. [Adaptação do livro "Quarenta Sonhos de S. João Bosco”, compilado e editado por Pe. J. Bachiarello, S.D.B.]. Disponível em: http://www.sinaisdostempos.org/sinais/dom_bosco.php Acesso em: 26 julho 2010.

sábado, 24 de julho de 2010

Ex-Testemunha de Jeová, Willams Lezcano.

Meu nome é Williams e toda minha vida eu vivi em Villahermosa, uma cidade no sudeste do México. Quando menino, fui criado em uma família católica. Sempre tive curiosidade e o desejo de saber tudo sobre Deus e era fascinado pela Bíblia. Muito jovem eu tive meu primeiro contato com as testemunhas de Jeová. Estava na adolescência quando tudo levou a uma volta definitiva. Em minha inexperiência eu acreditei achar a verdadeira religião de tal modo que entrei na organização das Testemunhas.



Eu progredi depressa, tão rapidamente que aos 19 anos eu fui nomeado ajudante ministerial. Mas em meu estudo da Bíblia eu estava achando coisas que não concordava com o que a organização ensinava. Comecei a ver que o ensino doutrinal deles não tinha fundamentação bíblica nem histórica. Logo minha mente estava clareando em aspectos que são importantes, como relação direta com nossa salvação, Jesus Cristo como divindade, a identidade histórica e espiritual da verdadeira Igreja de Cristo e outros.

Mas a gota que encheu o copo era o comportamento de várias pessoas dentro da congregação. Eu posso dizer com uma consciência limpa e tranqüila que eu sempre tentei continuar ao pé da carta que eu acreditei para ser o testamento do verdadeiro Deus.

Eu pensei nesse assunto várias noites, e numa delas, estava sem dormir. Eu me levantei e fui a minha família para comunicar minha decisão de abandonar a seita. Minha irmã se surpreendeu depois de me escutar, me falou que tinha chegado à mesma conclusão, mas ela hesitou. Eu penso que o Espírito Santo nos levou à mesma conclusão, mas de modos separados! Minha mãe ficou muito feliz. Haveria novamente uma unidade espiritual em casa.

Decidi me afastar da organização.

Não era minha intenção ferir os sentimentos religiosos mais profundos em meus velhos companheiros.

Certa ocasião por causa das normas da organização, expulsaram um outro velho companheiro, criado ministerial, porque um dia estava bêbado. Ele foi um dos que me instruíram tempos atrás. Também me interrogaram pela minha ausência nas reuniões durante quase um mês. Foi quando eu declarei o desejo de deixar a organização e voltar à Igreja católica, mostrando as razões pelas quais tinha tomado tal decisão. Verdadeiramente era uma resposta inesperada para eles, pois não responderam nem me desencorajaram, porque o que eu tinha descoberto em meu estudo da Bíblia e da história a respeito deles era falso.

Nós sentimos uma grande emoção ao participar novamente depois de tantos anos de uma celebração eucarística. Agora eu freqüento os sacramentos e trabalho na Pastoral Litúrgica de minha paróquia, surpreendentemente aquela paróquia para qual tantas vezes fora quando menino.

Hoje nós voltamos à casa do Pai, para aquele que está sempre de braços aberto às crianças que, em algum momento estavam lá e partiram. Eu rezo para aqueles irmãos que deixaram a verdade de lado, rezo para que retornem para a verdadeira Igreja.

Eu compartilho esta experiência, e por isso sei que há muitas testemunhas de Jeová principalmente jovens que podem fazer uso da Internet, embora são proibidos pela Sociedade das testemunhas. Abro os olhos de muitas pessoas que procuram Deus com coração sincero. O Deus que esteve próximo a eles no batismo dado pela Igreja Católica. Por alguma razão eles ignoraram isto e foram procurar em outras casas.


Fonte: Livro Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos. Editora ComDeus. Autoria de Jaime Francisco de Moura. http://www.veritatis.com.br/apologetica/testemunhos/567-willams-lezcano-ex-testemunha-jeova

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um Golpe no Protestantismo, a volta de Protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos.

Foi algo que os protestantes não esperavam. Para eles impossível mais para Deus possível “Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19,26). trata-se da volta e conversão de muitos Protestantes para o catolicismo, fato notável que tem ocorrido nos Estados Unidos, berço do neoprotestantismo.

“Estas conversões aumentam a cada dia, e estão sendo irreversíveis com a passagem do tempo. São conversões de pastores, ministros e leigos, para a Igreja Católica. Sim, antes eles eram fortes pilares do Protestantismo e promotores do anticatolicismo, que agora, voltam à Igreja de Cristo! E com os seus testemunhos atraem como uma avalanche, muitos outros protestantes de todos os continentes.”[2]

Das mais diversas denominações e comunidades eclesiais, luteranos, calvinistas, anglicanos, prebiterianos, testemunhas de Jeová, adventistas, assembleianos, batistas, congregacionais e de varias outras Igrejas.

Dentre os nomes esta: Scott Hann, Paul Thigpen, Marcus Grodi, Steve Wood, Bop Sungenis, Julie Swenson, Dave Amstrong, David B. Currie, Tom Howard, Peter Kreeft, Douglas Bogart. Cada um deles em tempos diferentes e com os meios diferentes, mas todos em comum, unidos agora na Igreja Católica. (Efésios 4, 4-5). tudo isto também dar-se através de uma solida apologética que desde os anos de 1970 vem dando fortes frutos nós EUA.

Estudaram teologia protestante, livros de exegese bíblica, o escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo, a Patrística enfim. E eles ficaram “surpreendidos com a Verdade”. Vários deles eram professores de teologia, escritores, pastores e estudiosos. Começaram a estudar os alicerces da fé católica muitas vezes como forma de se munir contra o próprio catolicismo e foram pegos de surpresa pela verdade que as doutrinas do catolicismo são legitimas, com as praticas da Igreja em seus primórdios como exemplo os sacramentos, a utilização de ícones, a veneração aos santos e a Maria.

Descobriram a sucessão apostólica base e confiança de apostolicidade a Igreja Católica, recordam a entrega da Igreja pelos apóstolos aos seus sucessores (discípulos), Bispos que tiveram outros bispos o sucedendo, que o mesmo Pedro exerceu seu episcopado em Roma, e junto com Paulo fundaram a Comunidade cristã em Roma. Começam a refletir sobre a sola escriptura da Reforma, tendo em mente que fora a Igreja católica em seus concílios que sistematizou o cânon bíblico, com a livros que deveriam ser aceitos ou não no Novo testamento.

Eles andaram em várias estradas percorreram muitos caminhos até chegar a cátedra Romana. Agora estão em comunhão com o Papa dando testemunho em rádios, revistas e televisão no mundo inteiro. Escreveram livros, gravaram cassetes, mantém páginas e sítios na Internet. Desenvolvem apostolados apologéticos em vários países E por meio deles há um forte movimento de protestantes voltando a Casa do Pai. “Coluna e sustentáculo da verdade” I Tm 3,15.

Vejam o perfil de alguns deles:

1) Scott Hann. ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante.

Era um anticatólico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor.

2) Paul Thigpen. ex- editor e escritor de várias revistas protestantes.

Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica.

3) Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia.

Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts.

Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”.

Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele.

4) Steve Wood. ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida

Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts.

Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!... E eu fiz isto”.

5) Bop Sungenis. ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica.

Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”.

Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos.

6) Duglas Bogart. Ex-missionário evangélico na Guatemala.

Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico.

7) David B. Currie. Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”.

Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”.

O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo.

8) Alan Stephen Hopes. ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II

Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944. Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995.

Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese.

Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja.

9) Francis Beckwith. Que em 2007 renunciou cargo de Presidente da Sociedade Teológica Evangélica (ETS) que congregava mais de 4 mil pastores nos EUA.

O que levou este homem a se converter? Beckwith relata que começou sua volta à fé em que cresceu, quando decidiu ler a alguns bispos e teólogos dos primeiros séculos da Igreja. "Em janeiro, por sugestão de um amigo querido, comecei a ler aos Padres da Igreja assim como alguns trabalhos mais sofisticados sobre a justificação em autores católicos. Comecei a convencer-me que a Igreja primitiva é mais católica que protestante e que a visão católica da justificação, corretamente compreendida, é bíblica e historicamente defensável".

No dia em 28 de abril do mesmo ano, ele recebeu o sacramento da Confissão. Selando sua volta a Igreja Católica.

Todos eles são agora verdadeiros Católicos. Eles acharam a abundância da vida cristã e o caminho da verdade na única Igreja fundada por Cristo. Rezemos para que este movimento também florença em nosso país e já vemos no Brasil casos em pequenas proporções como por exemplo, o ex-pastor Assebleiano Sidney Alencar Veiga, também ex-pastor Batista Francisco Almeida de Araújo, a ex-prebiteriana e hoje Irmã Themis, o ex-luterano e pentecostal Alessandro Lima, atualmente apologista católico, e o também ex-luterano Marcos Monteiro Grillo e outros.

John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru, 23 de Julho de 2010

Referencias:

[1] ACIDIGITAL. Presidente da Sociedade Teológica Evangélica retorna à Igreja Católica. [noticia dada em Washington DC, 8 maio 2007]. Disponível em: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=9899 Acesso em: 23 maio 2010.

[2] QUINTAL, Janaina. Retorno de Pastores Protestantes à Igreja Católica. Site Universo Católico. Disponível em: http://www.universocatolico.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=12818 Acesso em: 14 julho 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bento XVI é o sétimo Papa mais idoso dos últimos 600 anos da Igreja.

Bento XVI tornou-se, no último dia 19 de julho, o sétimo Pontífice mais idoso dos últimos 600 anos. A notícia, difundida pelo blog Popes-and-papacy.com, foi replicada por diversos sites web e agências de notícias, que ressaltaram esta particular curiosidade estatística.

O responsável pelas contas é o especialista em sistemas informáticos e consultor de grandes multinacionais do setor tecnológico Anura Gurugé, também autor e editor do mensal i-BigBlue Professionals, apaixonado pela história do papado.

O primeiro lugar na lista de Papas mais idosos é ocupado por Leão XIII, que morreu em 20 de julho de 1903, com 93 anos, 4 meses e 18 dias. O sexto Papa mais idoso foi João Paulo II, que viveu 84 anos, 10 meses e 15 dias. Para ultrapassar a marca de Leão XIII, Bento XVI teria que viver até 3 de setembro de 2020; o atual Papa ficaria à frente da estatística de João Paulo II em 29 de fevereiro de 2012.

Na verdade, como admite o próprio Gurugé, as estatísticas têm um valor relativo, pois no elenco que fez para a curiosa classificação foram incluídos apenas os Papas de 1400 até os nossos dias, pois as datas precedentes são “infelizmente não confiáveis” para que se façam “comparações significativas”, indica o especialista.

Além de dados verificáveis, como as datas de início e término do Pontificado, anos completos de reinado e, também, a idade do Papa na época da morte, a classificação preparada por Gurugé oferece também, na última coluna, uma estimativa bastante insólita: o percentual da vida transcorrida nas vestes e no ministério de Pontífice, da parte dos onze Papas tidos em consideração, a partir do que se evidencia que Pio IX, com 31 anos de pontificado, de 1846 a 1878, viveu como Papa praticamente um terço de sua existência.

Esses são dados que, para além de uma mera “curiosidade estatística”, podem sugerir uma reflexão mais profunda, se observados a partir da característica espiritual própria do ministério petrino, que está ligada ao valor relativo da longevidade, como observou em novembro de 2008 o Papa Bento XVI:

"A verdadeira velhice venerada não é somente a idade avançada, mas a sabedoria e uma existência pura, sem malícia [...] O mundo considera afortunado quem vive prolongadamente, mas Deus, mais do que a idade, visa a retidão do coração. O mundo dá crédito aos ‘sábios’ e aos ‘doutos’, enquanto Deus privilegia os ‘pequeninos’. [...] Deus é a verdadeira sabedoria que não envelhece, é a riqueza autêntica que não acaba, é a felicidade pela qual o coração de cada homem aspira profundamente".

Fonte:

Leonardo Meira, Da Redação, com Rádio Vaticano (em italiano - tradução de CN Notícias)
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=277162

Missa tridentina vence opinião, sob respeito dos internaultas.

O FIM DA PESQUISA DO GDAC SOBRE A MISSA TRIDENTINA


O Grupo Gdac(Grupo Dom Augusto Carvalho) em seu site http://www.gdac.com.br/ colocou no ar uma pesquisa um tanto desafiadora: “Voce acha que nas dioceses deveria haver ao menos uma Missa Tridentina?

SIM

NÃO

Esta pesquisa na verdade foi uma sugestão de nosso apostolado ao grupo que é ligado diretamente com a Diocese de Caruaru. Em uma conversa on line com um dos componentes do Grupo, o Sr Elias sugeriu uma pesquisa sobre tal assunto.Daí eu como coordenador deste Apostolado, assim também como de Nossa Campanha sobre a Missa de São Pio V em Caruaru a qual está ocorrendo,
Concordei também com a sugestão e através de um e-mail elaborei a pergunta para ser publicada no site.Daí a pesquisa começou a acontecer...

Durante praticamente um mês, Internautas de Caruaru, região e até mesmo de outros Estados, votaram Livremente no SIM ou Não da Pesquisa. Logo no começo o “Não” começou a liderar a mesma, ficando durante alguns dias na frente, apesar da pouca diferença de votos.
Porém nós, com Nosso Apostolado, não ficamos de “braços cruzados” contamos com a ajuda de nossos irmãos internautas e pedimos que eles votem também.Com a Graça de Deus o inesperado aconteceu e o “SIM” acabou passando na frente e assim ficou até o final da pesquisa que se encerrou na data de hoje 28/02/09 com o seguinte total: SIM 101 Votos contra 81 Votos do Não. E com este Resultado de diferença de 20 votos á frente do Não, foi de uma certa forma suada pelo Nosso Apostolado, conseguimos ganhar a pesquisa.Pesquisa esta que inclusive fez com que o site do Grupo Gdac ficasse até internacionalmente conhecido.e com esta Vitória em cima do Não,mostrou que a população de Caruaru,região e até de outros Estados (como Rondônia por exemplo) Quer sim a Santa Missa Tridentina em uma de suas Igrejas,no Brasil como no mundo!Glória In Excelsis Deo!

Nossa Felicidade com o fim da pesquisa, (que eu sinceramente pensei que ia durar mais um pouco) não poderia ser diferente. Afinal todos nós sabemos dá má vontade de uma grande Parte dos Bispos Brasileiros, assim como também muitos padres em valorizar a nossa tradição e também de atender o pedido dos fiéis com relação á celebração desta Santa Missa.

Ora, os mesmos fazendo isso estão claramente desobedecendo a Igreja.O Papa Bento XVI em seu documento Motu Próprio Summorum Pontificum, documento este que liberou universalmente a Missa Tridentina para que qualquer padre possa celebrá-la sem precisar pedir autorização do Bispo Diocesano foi claro ao pedir que:
Art. 5, § 1. Em paróquias onde um grupo de fiéis aderidos à prévia tradição litúrgica existe de maneira estável, que o pároco aceite seus pedidos para a celebração da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano publicado em 1962. Que o pároco vigie que o bem destes fiéis esteja harmoniosamente reconciliado com o cuidado pastoral ordinário da paróquia, sob o governo do Bispo e segundo o Canon 392, evitando discórdias e promovendo a unidade de toda a Igreja.
E ainda:
Art. 7. Onde um grupo de fiéis laicos, mencionados no art. 5§1 não obtém o que solicita do pároco, deve informar ao Bispo diocesano do fato. Ao Bispo lhe solicita seriamente aceder a seu desejo. Se não puder prover este tipo de celebração, que o assunto seja referido à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.
Logo isso é o que diz o documento do Santo Padre o Nosso Papa Bento XVI. Porém infelizmente pelo que vemos por aí e aqui em Caruaru não é diferente é uma má vontade da parte do clero em atender este pedido dos fiéis.Tiro isso pelas cartas que enviamos a eles pedindo tal Missa que a resposta foi um silêncio quase geral...

Quase...

É uma pena que mesmo aquele que quer rezar a Missa, se sente “reprimido” por saber que seus colegas de sacerdócio ou até mesmo o Bispo Diocesano fazem “vista grossa” e não dão o devido apoio a este que quer rezar tal Missa, e isso faz com que ele não tenha coragem de enfrentar tal situação...

É uma pena realmente!
Mas por outro lado devemos ter esperança e acreditar, porque quem sabe com a vitória do SIM, na pequisa do site do Grupo Gdac que é ligado com a Diocese, possam os padres daqui da cidade ao tomar conhecimento disso, mudarem seu pensamento muitas vezes “preconceituoso” e “Ignorante” com relação á Missa Tridentina, e passarem a amá-la também, a ponto de querem rezá-la, principalmente do Grupo por esta Missa que aos poucos vai se formando na Cidade...

Rezemos para que isso se dê o quanto antes!

Com Relação ao “Não” eu entendo perfeitamente por parte de quem votou no Site.Afinal se muitos do clero hoje não sabem o que é a Missa, quem dirá os fiéis? Se boa parte do clero atual, não sabe guardar devidamente a tradição de nossa igreja quem dirá os Fiéis?
Porque por outro lado, Se Nosso Apostolado tivesse a oportunidade de conversar com estas pessoas que votaram no Não á pesquisa com relação á Missa Tridentina na pesquisa e mostrar-lhes Nossa Campanha sobre esta Santa Missa em Nossa Cidade, os argumentos com relação ao uso do latim na Liturgia, com certeza teríamos outro resultado bem diferente...

Em fim, mas ao mesmo tempo eu em nome de Nosso Apostolado, gostaria de agradecer mais uma vez ao Grupo GDAC por ter colocado essa pesquisa no ar. Realmente foi muito boa e bem desafiadora.Tomara Deus que possamos colher muitos frutos por causa dela. Ao mesmo tempo, eu lamento pelo Grupo GDAC, por não querer entrar em contato diretamente comigo (EDGAR) para conversarmos sobre tal pesquisa e sobre a Nossa Campanha.Tiro isso pelos e-mails que foram enviados e até o presente momento não foram respondidos pelo grupo.Mas porque será? Somos um apostolado aberto e não um grupo fechado. E logo hoje em dia que se fala tanto em diálogo...

Logo Espero que o Grupo GDAC possa ter vontade me ligar, para quem sabe marcarmos uma reunião para conversarmos sobre tal assunto.

E tomara Deus que um dia Realmente possamos ter em uma de nossas Igrejas aqui em Caruaru, assim como tem em Recife uma Missa Tridentina.

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA-COORDENADOR DA CAMPANHA PELA MISSA DE SÃO PIO V EM CARUARU.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Porque existiram as Cruzadas? A Igreja errou em reagir aos ultrajes do Islamismo?

Introdução:


O iluminismo, racionalismo além do laicismo hoje estão enraizados no pensamento histórico atuante no mundo, propagam uma campanha desde o fim do Século XVIII, anticatólica sob pontos históricos e científicos ajudado por muitas outras correntes de pensamento não alinhadas a Igreja, como consequência deste processo, acompanhamos a linha de pensamento dos meios de comunicação no ocidente, fazendo com que em vários círculos acadêmicos e de ensino seja passado uma historia distante de sua verdadeira hermenêutica sendo uma verdadeira desconstrução de acontecimentos e invenção em certos casos, neste cenário o observa-se o que o Pe. W. Devivier argumentou sobre como tratam a historia os inimigos da Igreja.

“dão-se os inimigos do catolicismo, com grande afã, a rebuscar, através dos séculos, os abusos e faltas, necessariamente inerentes à frágil natureza humana, para delas fazerem o grande cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” (DEVIVIER, 1925).

Devendo o católico não se envergonhar de sua historia, e nem das posições da Igreja por cauda daqueles que tomam como cavalo de batalha a inversão dos fatos históricos ou os erros de muitos filhos da mesma instituição divina, para articular guerra contra a imagem da Igreja.

“Incriminar as Cruzadas pelo motivo que suscitou a idéia delas, seria dar prova de uma ignorância crassa ou, o que é pior ainda, de uma imperdoável má fé. Supondo mesmo que a Igreja só tivesse em vista libertar os cristãos do domínio muçulmano no Oriente, já por este título ficaria sendo merecedora do mesmo reconhecimento que os Estados modernos, ao lutarem pela abolição da escravatura ou pela repressão dos morticínios nos países bárbaros.” (DEVIVIER, 1925).

Sobre as cruzadas temos uma total ou radical distorção do que simbolizou ou representou para Ocidente este acontecido empreendido principalmente pela Igreja Católica, asseguram alguns historiadores que foi esta contra ofensiva ao avanço do Islamismo que manteve a civilização Ocidental de pé. No contexto deste episodio da historia, devemos primeiramente destacarmos que o termo, “cruzadas” foi cunhado séculos após os acontecimentos especificamente na metade do século XIII, para designar o que a Igreja na época chamou de “Inter hierosolymitanum.” (viagem à Jerusalém); “Inter sancthi sepulchri” (viagem ao santo sepulcro); Perigrinatio, succursus, passagium; varias são as denominações, para tal evento que ficou conhecido como Cruzadas.

Avanço hostil do islamismo frente ao Cristianismo

Até o século III, Jerusalém assim como a Terra Santa, como será conhecida pelos cristãos séculos depois, mantinha grande influencia cristã a Igreja estava já estabilizada e gozava de uma organização hierárquica firme, mesmo com a presença judaica historicamente já constituída na região desde os primórdios, esta região em meados do século IV, já registrava todos os meses e durante todo os anos visitas continuas de peregrinos vindos de todas as partes da Europa e de outros lugares, para conhecer os lugares santos, onde Cristo havia vivido e os Apóstolos tinha ministrado a boa nova no inicio da Igreja:

No séc. V o maometanos encontram grande expansão no oriente e de 634 até 644, o califa, Osmar, conquista a Palestina, Síria, Pérsia, e o Egito em 638 o califa conquistou Jerusalém, e demais territórios, invadem e destroem as primeiras Igrejas Cristãs de toda a Palestina, nesta caminhada de invasões também se esforçam na destruição e abate das Igrejas e fieis cristãos, no Egito onde magníficas Igrejas de importância histórica para cristianismo do norte da África, já estavam instauradas vindas dos primeiros cristãos, que tiveram também como bispo Santo Agostinho de Hipona e como atesta a tradição S. Marcos havia pregado lá; foram colocadas a baixo.

As raízes cristãs penetradas nestas regiões e levando à quase extinção do Cristianismo nestes territórios, atualmente comprova-se esta consequência através das Igrejas ortodoxas que sobrevivem em meio à hostilidade Islâmica, tendo forte ajuda da Igreja Católica hoje, mas retomando os islâmicos neste continuo progresso de invasão a territórios tomam a Grécia e expandem-se também para a Sicília e investem na Espanha, sem falar na atual Turquia, onde levam a destruição as Igrejas fundadas por São Paulo ainda no I século hoje só subsiste ruínas e a conversão de grandes catedrais e basílicas em mesquitas islâmicas como aconteceu com a Basílica de Santa Sofia em Constantinopla atual Istambul capital da Turquia.

Tempos depois em 1453 o Sultão (Mehmed) Maomé II toma Constantinopla que sucumbe ao Islamismo. O Mediterrâneo e os Bálcãs passam a ser controlados pelos Árabes, tudo isso proposto pela Guerra Santa “Djihâd”, graças a esforços a Itália não se rende e os Islâmicos que são retirados de Viena; neste contexto os Cristãos são violentamente proibidos e ultrajados de visitar os lugares Santos; A Igreja no Ocidente em ato de defesa Reage.

Reação Católica

Perante o concilio de Clermont, realizado na França em 27 de novembro de 1095 o Papa Urbano II, lança apelo aos Cristãos europeus, pela libertação dos lugares santos do cunho Islâmico, milhares de pessoas se mobilizam, o Monge Pedro o Eremita, grande pregador reuniu uma grande multidão e auxiliado pelo cavaleiro Gautier Sans Avoir, organizam todos os que se dispuseram a lutar pela libertação da Terra Santa.

Após longa viagem atravessam a Alemanha, Hungria, Bulgária, Os Bálcãs chegam a Constantinopla, mais cansados pela longa viagem e sendo incentivados a lutar pelo imperador Bizantino Aleixo Comneno, aconselhados a ficarem fora dos muros de Constantinopla, são massacrados pelos por tropas maometanas fora da capital, fato que ficou conhecido como a “cruzada popular ou dos mendigos” após este acontecido, varias outras peregrinações de libertação, seguiriam se historicamente se obtém o numero de oito ou nove, (a nona aqui citada é considerada parte da oitava) a qual em ordem fazemos uma pequena cronologia delas:

I. É organizada e bem treinada militarmente enviada a Jerusalém (1096 à 1099)

II. Foi um fracasso na conquista completa de Jerusalém. (1147 a 1149)

III. É assinado um acordo com Saladino; (1189 a 1192).

IV. As cidades cristãs de Zara são libertadas, se destaca a libertação de Constantinopla; (1202 a 1204).

V. Mais uma vez é derrotada a tentativa de reconquista de Jerusalém; (1217 a 1221).

VI Finalmente são libertados os lugares santos das cidades de Jerusalém, Belém e Nazaré; (1228 a 1229).

VII. São Luis IX é aprisionado, mas os muçulmanos o liberam depois de pagamento de uma grande quantia exigida. (1248 a 1250).

VIII. São Luis IX morre; resultado final os Árabes acabam triunfando, pela suas técnicas e organização militar: 1270:

IX. Nona e última Cruzada em 1291, também tida como parte integrante da oitava cruzada, Tentativa sem sucesso de levantar o cerco de Acre. Com o abandono das duas últimas fortalezas da Ordem dos Templários na Palestina e ao norte de Beirute, os Estados latinos da Terra Santa são extintos

É bom lembrar que grandes Reis europeus lutaram em defesa do Cristianismo, Felipe Augusto (França): Frederico Barba-ruiva (Sacro Império): Ricardo Coração de Leão, (Inglaterra):

As nossas raízes historiográficas detêm uma clara influencia da propaganda anticatólica, articulada há séculos atrás sobre os incidentes acontecidos durante as peregrinações em libertação de Jerusalém, causando total rejeição ou distorção ao que fora e representou esta ofensiva do Ocidente que manteve em pé a civilização europeia que lamentavelmente instaurou no pensamento de muitos estudiosos e até religiosos poucos formados, apego a tida historia “oficial”. Hoje vemos as calunias melhor dizendo as acusações. Que os agressores da historia foram nós os católicos e a Igreja errou em tomar esta atitude, para uns até vestida de política e que os agredidos foram os infiéis árabes, neste texto demonstramos os motivos deste acontecimento, e a real historia das (Cruzadas).

John Lennon J. da Silva
Caruaru 20 de Julho 2010
Apostolado São Clemente Romano

Referencias:

[1] DEVIVIER, Pe. W. Curso de Apologética Cristã. 3º Edição. São Paulo: Editora Melhoramentos, 1925.
[2] WIKIPEDIA. Cruzada. Enciclopédia livre. Disponivel em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruzada Acesso em: 20 julho 2010.
[3]MESSORI, Vittorio. Defendendo as Cruzadas – Agredidos e Agressores. [Jornal Corriere dela Sera, 26 de Julho de 1999] Frente Universitária Lepanto. Disponível em: http://www.lepanto.com.br/dados/NotCruzadas.html Acesso em: 20 julho 2010.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Papa Bento XVI e o Patriarca ortodoxo Russo Kirill comungam as mesmas opiniões tratando-se de questões morais.

O Patriarca russo Kirill está "plenamente de acordo com Bento XVI sobre as inúmeras e urgentes questões morais".

A ocasião desse pronunciamento foi numa coletiva realizada em Moscou, ontem, às vésperas da viagem oficial do Patriarca de Moscou e de Todas as Rússias à Ucrânia, de 20 a 28 deste mês. Segundo o jornal vaticano, L'Osservatore Romano, o patriarca de Moscou voltou a reiterar o mesmo ponto de vista com o Santo Padre, em especial sobre a defesa dos valores comuns.


"Sobre muitas questões públicas e morais – afirma o jornal da Santa Sé – a visão de Bento XVI coincide totalmente com a da Igreja Ortodoxa Russa. Isso oferece a oportunidade para promover os valores cristãos em sintonia com a Igreja Católica, sobretudo nas organizações e nos encontros internacionais."

Sobre os desafios para o protestantismo contemporâneo, Kirill cita o fenômeno "muito perigoso" de que os cristãos tenham deixado entrar em sua vivência cotidiana "elementos pecaminosos do mundo, que lhes são oferecidos pela sociedade secular, inclusive justificando-os". O resultado é que frases feitas são repetidas dentro das igrejas protestantes, e cultivam espaço no pensamento religioso. (BF).

COMENTARIO: até este patriarca cismático da Russia, manifesta apoio a posição atual do Papa tratando-se de moral, reconhecendo toda a perseguição que esta sendo desencadeada ao atual Papa pelo ocidente imprensa e até teólogos, pena que ainda não concordam tratando-se de doutrina e unidade, mais rezemos para que um dia sejamos Cristãos unidos novamente e rezemos para um justo e correto ecumenismo.

Fonte: Cidade do Vaticano, 20 jul (RV) - http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=409477

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Forma de Governo das “igrejas” evangélicas não é bíblico e nem encontra embasamento nos testemunhos dos Pais da Igreja, nem muito mesmo na Tradição Apostólica.

Vemos nas Igrejas nascidas da Reforma Protestante no séc. XVI uma forma que podemos dizer “democrática” para eleição de presbíteros, diáconos e pastores, cabe-nos a pergunta onde se encontra nas Sagradas Escrituras que o Senhor Jesus elegeu Pedro ou qualquer outro apostolo como Pastor da Igreja de Jerusalém, ou das demais Igrejas ou para qualquer oficio religioso? O Apostolo Pedro não foi eleito nem muito menos nenhum outro apostolo. Pedro, bem como os outros 12 Apóstolos, foram indicados para o oficio diretamente por Jesus cf. Mt 10, 1-6. Nas Comunidades “evangélicas” os pastores são, na maioria dos casos, eleitos pelo voto da congregação ou assembléia. Qual é a evidência ou prova bíblica para se eleger pastores desta maneira? Não há nenhuma vestígio disto nas Sagradas Escrituras. A Igreja de Jerusalém nomeou diáconos, Pedro presidiu a escolha de Matias para o lugar vago de Judas o Traidor cf. At 1, 15-26.

Não existem nas Escrituras nada semelhante, à eleição de pastores. Depois que os diáconos foram nomeados, foram ainda ordenados pelos apóstolos. Os apóstolos ordenaram sete diáconos através de preces e imposição das mãos sobre eles cf. At 6, 1-6:

O que isto ressalta a sucessão apostólica como conhecida na Igreja católica, que fora sempre repetida desde os apóstolos quando conferiam o diaconato ou o episcopado pela imposição de mãos gesto e ritual que confere poder, pois mão é entendido na bíblia, como poder cf. (Ex 14,31; Sl 19,2; 1Rs 18,46; Ez 3,14; 30,21) assim fizeram os seus discípulos seus sucessores, entre o séculos a exemplo dos Apóstolos comunicando um ministério ou missão (At 6,6; 13,3; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6s).

Como atesta a reflexão de São Cipriano:

"Nosso Senhor, cujos preceitos e recomendações devemos observar, descrevendo a honra de um bispo e a ordem de Sua Igreja, falou no Evangelho, dizendo a Pedro: 'Eu te digo que tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.' Daí, através do passar dos tempos e sucessões, a ordem dos bispos e a hierarquia da Igreja permaneceu, de modo que a Igreja está fundamentada sobre os bispos, e cada ato da Igreja está controlado por aqueles mesmos administradores. Desde então, está fundamentada na lei divina. Eu me admiro de que alguns, com atrevida temeridade, preferiram me escrever como se escrevessem em nome da Igreja; isso quando a Igreja foi estabelecida sobre os bispos e o clero, e todos os que permaneceram firmes na fé" (Cipriano, Epístola 26,33 [aos proscritos]; 250 dC).

Durante suas viagens, Paulo ordenou Tito e Timóteo. Paulo deu a Tito e a Timóteo a autoridade de ordenar anciãos:

"Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei" (Tt 1,5)

"A ninguém imponhas as mãos inconsideradamente, para que não venhas a tornar-te cúmplice dos pecados alheios" (1Tim 5,22).

Como retrata também:

"Nossos apóstolos também sabiam do ofício do episcopado através de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois houve uma discussão a respeito. Por essa razão, portanto, como obtiveram um conhecimento antecipado disso, eles indicaram aqueles [ministros] já mencionados, e posteriormente lhes deram instruções, para que quando algum deles falecesse, os outros aprovassem homens que os pudesse suceder no ministério" (São Clemente de Roma, 1ª Epístola aos Coríntios 44,1-2; ~96 dC).

"O Santo Apóstolo Paulo dando a forma de indicar um bispo e estabelecendo por suas instruções uma inteiramente nova qualidade de membro da Igreja, ensinou com as seguintes palavras o somatório de todas as virtudes que leva alguém à perfeição: 'manter firme a palavra de acordo com a doutrina da fé, ser apto a ensinar a sã doutrina e a preparar mantenedores. Porque há muitos homens desregrados, faladores vãos e enganadores'. Assim ele destaca que as virtudes essenciais de uma boa disposição e de moralidade são as únicas proveitosas para um bom serviço do sacerdócio se, ao mesmo tempo, não faltam as qualidades necessárias para saber como pregar e preservar a fé, porque alguém não é corretamente feito um bom e proveitoso sacerdote simplesmente por uma vida inocente ou por um mero conhecimento da pregação" (Hilário de Poitiers, Sobre a Trindade 8,137; 359 dC).

A ordenação dos anciãos e diáconos está implicitamente indicada.

O Novo Testamento não nos fala em nenhum momento da congregação elegendo seus anciãos “pastores” pais mais velhos “padres” como conhecemos. Ao contrario, os anciãos eram indicados pelos apóstolos ou por aqueles que receberam a autoridade dos apóstolos como visto acima. Esta forma de governo da Igreja é chamada governo episcopal. 1500 anos depois da forma hierárquica da Igreja esta constituída, após a Reforma começaram a utilizar nas comunidades eclesiais “Igrejas Protestantes” governos presbiterais ou congregacionais.

Veja esta narração que mostra como era a hierarquia crista no séc II.

"Hegésipo e os acontecimentos que ele relata - em seu quarto livro de Memórias que chegou até nós - nos deixou um registro completíssimo de sua constatação. Neles, conta que numa viagem para Roma, encontrou um grande número de bispos e que recebeu a mesma doutrina deles. É apropriado ouvir o que ele diz depois de fazer algumas observações sobre a Epístola de Clemente aos Coríntios. Suas palavras são as seguintes: 'E a Igreja de Corinto continuou em sua fé verdadeira até que Primo se tornasse bispo de Corinto. Eu conversei com eles em minha viagem para Roma e permaneci com os Coríntios vários dias, durante os quais nós estivemos mutuamente recordando a verdadeira doutrina. E quando cheguei a Roma permaneci ali até o tempo de Aniceto, cujo diácono era Eleutério. E Aniceto foi sucedido por Sótero, e esse por Eleutério. Em cada sucessão, e em cada cidade se confirmou que foi pregado de acordo com a lei, os profetas e o Senhor'" (Hegesipo, em fragmento na História Eclesiástica de Eusébio 4,22; ~180 dC).

Então se na bíblia nem muito menos na Tradição Apostólica, não consta nada semelhante a este tipo de hierarquia cristã? Faço a pergunta que tanto fazem os protestantes porque vocês obedecem, as suas Igrejas com governos não bíblicos? Que não possuem validação por não serem decorrentes dos apóstolos e não terem Sido ordenados pelos sucessores dos apóstolos?

"Para finalizar, é bom - penso - examinar as altas qualificações em vossa eleição, para que aquele que for indicado para a Presidência possa ser adequado para o posto. [...]”(Gregório de Nissa, Epístola 13 [à Igreja de Nicomédia] ~390 dC).
John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru 16 de julho de 2010


Referencias:

[1]MORONIKOS. Forma de Governo das Igrejas Evangélicas não é bíblico. [Tradução: Tradução: José Fernandes Vidal] Brasília: Apostolado Veritatis Splendor. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/704-questionando-os-protestantes-viii Acesso 06 julho 2010.

[2] AA.VV. Os padres da Igreja, Sobre a estrutura hierárquica da Igreja. [Tradução: Tradução: José Fernandes Vidal] Brasília: Apostolado Veritatis Splendor. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/patristica/extratos/671-sobre-a-estrutura-hierarquica-da-igreja Acesso 06 julho 2010.

sábado, 17 de julho de 2010

Igreja Católica condena a Maçonaria? Católico pode ser Maçon?

Igreja Católica condena a Maçonaria? Católico pode ser Maçon?


Tem falado-se muito em Maçonaria, poucas vezes no que de fato é esta instituição ou organização sócio - filosófica e econômica, há séculos esta seita ou organização secreta e perniciosa aos ensinamentos do Magistério da Igreja tem atuado, vemos hoje muitas pessoas envolvidas com as lojas maçons, e após o Concílio Vaticano II e há má hermenêutica hostilizada por muitos católicos sejam leigos ou clérigos, quer fazer entender que a Igreja atualmente não condena mais como no passado esta organização seria verdade?

Vemos muitos católicos ingressarem nestas associações secretas, que nada tem haver com o Cristianismo, sua natureza não concilia nada que é cristão, por isso em muitos meios católicos, acredita-se que não corre-se o risco de uma devida excomunhão por tal adesão ou pratica, seja excomunhão ferendae sententiae que é determinada e decretada por uma autoridade eclesiástica, ou Excomunhão latae sententiae, quando o crente e fiel incorre em falta que leva automaticamente a exclusão e privação da vida e sacramentos na Igreja, seria mesmo que a Igreja atualmente não pune mais os católicos que apostatam para a Maçonaria? Mas vejamos o que a Igreja sempre ensinou e que nenhum concílio aboliu, todas as suas proclamações extraordinárias e conciliares são validas. O Atual Código de Direito Canônico exorta:

“Os clérigos continuem os estudos sagrados, mesmo depois de recebido o sacerdócio; sigam a sólida doutrina fundada nas Sagradas Escrituras, transmitida pelos antepassados e comumente, aceita pela Igreja, conforme está fixada principalmente nos documentos dos Concílios e dos Romanos Pontífices, evitando profanas novidades de palavras e falsa ciência”. (Código De Direito Canônico - Ano de 1983 - Cân.279 § 1)

Primeiras Condenações papais

Desde muitos séculos a Igreja tomou posição contra esta corrente de pensamento, destacando assim que nunca ouve conciliação ou haverá com a Maçonaria. A maçonaria preserva ritos pagãos e outros muitos costumes além de seus símbolos há séculos luta contra a Igreja. Vejam alguns dos papas que condenaram publicamente essa seita secreta, com excomunhão.

1-Clemente XII - Bula "In eminenti" -1738.

2-Bento XIV - Bula "Provida Romanorum Pontificum" - 1751.

3-Pio VII - Bula "Ecelesian a Jesus Christo" - l800

4-Leão XII - Bula "Onde .Graviora" - 1823.

5-Pio VIII - Encíclica de 20/3/1829.

6-Pio IX - Encíclica "Omi Pluribus" = 1864 - Alocução de 20/4/1864 - Encíclica Nascita et Nobiscum - 1894 - Constituição Apostólica "SEDIS" - 1869

7-Leão XIII - Encíclicas de 1872, 1878, 1884 e 1892.

Como vemos inúmeros foram os papas que já denunciaram a ação da maçonaria contra a Igreja veja um exemplo nos trechos abaixo:

"Na nossa época, os fautores do mal parecem haver-se coligado num imenso esforço, sob o impulso e com o auxílio de uma Sociedade difundida em grande número de lugares e fortemente organizada, a Sociedade dos mações . Estes, com efeito, já não se dão o trabalho de dissimular as suas intenções, e rivalizam entre si em audácia contra a augusta majestade de Deus. É publicamente, a céu aberto, que empreendem arruinar a Santa Igreja , a fim de, se possível fosse, chegarem a despojar completamente as nações cristãs dos benefícios de que são devedoras ao Salvador Jesus Cristo." (Papa Leão XIII, A sociedade dos mações, Carta Encíclica Humanum Genus, 2, o negrito é meu.)

"Nossos predecessores bem depressa reconheceram esse inimigo capital no momento em que, saindo das trevas de uma conspiração oculta, se lançava ao assalto em pleno dia. Sabendo o que ele era, o que queria, e lendo por assim dizer no futuro, eles deram aos príncipes e aos povos o sinal de alarma, e os alertaram contra os embustes e os artifícios preparados par a surpreendê-los." (Papa Leão XIII, Exortações dos Romanos Pontífices , Carta Encíclica Humanum Genus , 4). E o papa Leão XIII cita encíclicas dos papas Clemente XII, Bento XIV, Pio, Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI e Pio IX .

O Código de Direito Canonico de 1917 diz sobre à maçonaria:

" Cân. 684: "Os fiéis fugirão das associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procuram subtrair-se à legítima vigilância da Igreja".

Cân. 2333: "Os que dão seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem ipso facto na excomunhão simpliciter reservata à Sé Apostólica".

Cân. 2336: "Os clérigos que cometeram o delito de que tratam os cânones 2334 e 2335 devem ser punidos, não somente com as penas estabelecidas nos cânones citados, mas também com a suspensão ou privação do mesmo benefício, ofício, dignidade, pensão ou encargo que possam ter na Igreja; os religiosos, pois com a privação do ofício e da voz ativa e passiva e com outras penas de acordo com suas constituições. Os clérigos e os religiosos que dão o nome à seita maçônica ou a outras associações semelhantes devem, além disso, ser denunciados à Sagrada Congregação do Santo Ofício".

Cân. 1399, nº 8 - são ipso facto proibidos: "Os livros que, tratando das seitas maçônicas ou de outras associações análogas, pretendem provar que, longe de serem perniciosas, elas são úteis à Igreja e à sociedade civil". Ver ainda os cânones: 693; 1065; § 1 e § 2, 1240; 1241.

Este Código de 1917 traz o resulta que:

Todo aquele que se inicia na maçonaria, incorre, só por este fato, na pena de excomunhão (cân. 2335).

Por ter incorrido na excomunhão, todo maçom: a) deve ser afastado dos sacramentos (confirmação, confissão, comunhão, unção dos enfermos), ainda que os peça de boa fé (cân. 2138, § 1); b) perde o direito de assistir aos ofícios divinos, como sejam: A Santa Missa, a recitação pública do Ofício Divino, procissões litúrgicas, cerimônias da bênção dos ramos etc. (cf. cân. 2259, § 1; 2256, n. 1); c) é excluído dos atos eclesiásticos legítimos (cân. 2263), pelo que não pode ser padrinho de batismo (cân. 765, n. 2) nem de crisma (cân. 795, n. 1); d) não tem parte nas indulgências, sufrágios e orações públicas da Igreja (cân. 2262, § 1).

O maçom não pode ser admitido validamente nas associações ou irmandades religiosas (cân. 693).

Os fiéis devem ser vivamente desaconselhados de contrair matrimônio com maçons (cân. 1065, § 2).

Só após prévia consulta do bispo e garantida a educação católica dos filhos, pode o pároco assistir ao casamento com um maçom (cân. 1065, § 2).

O maçom falecido, sem sinal de arrependimento, deve ser privado da sepultura eclesiástica (cân. 1240).

Deve-se negar aos maçons qualquer missa exequial, assim como quaisquer ofícios fúnebres públicos (cân. 1241).

O Santo Ofício declarou, no dia 20 de abril de 1949, numa resposta ao bispo de Trento, que nada tinha mudado na disciplina do Código de Direito Canônico a respeito da maçonaria".

Posição Atual da Igreja

É irrevogável a posição da Igreja, já ouve muita discussão promovida principalmente pela falsa convicção enveredada de Dialogo ou Ecumenismo, um fato que aconteceu, chama muito a atenção as declaração de 28 de abril de 1980 da Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Esta declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: "A maçonaria diziam os bispos alemães não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã.”

As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;

Também o conceito de religião é relativista e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do "Grande Arquiteto do Universo" é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos.

Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os católicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações secretas.

O Atual Codigo de Direito Católico, promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma:

"Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito". Alias este texto nem precisa especificamente mencionar a palavra “Maçonaria” já é claro o entendimento.

Para muitos pareceu que poderia sim integrar estas organizações e continuar católico, mas no dia 26.11.1983 nas vésperas do inicio do vigor do novo Código, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, se manifestou da seguinte forma, sendo publicado pelo L´Osservatore Romano: O parecer veio do então Card. Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI.

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria, pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas. Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não corresponde às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto acima estabelecido e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981” (cf. AAS 73, 1981, p.240-241).

Conclusão:

Então a pergunta o católico pode ser maçom? A Resposta é NÃO! Este sectarismo, e exclusivismo já tinha sido caracterizado no pensamento de Jesus quando ele afirmou: “Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido.” Lc 12,2, mas o porque fica por conta do Pe. Jesus Horta: "Maçonaria e Igreja Católica são simplesmente inconciliáveis, com uma inconciabilidade que não depende de conjunturas históricas, nem de ações particulares, mas que é intrínseca à própria natureza de ambas as instituições".

John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru 15 de Julho de 2010.