quarta-feira, 14 de março de 2012

Pe. Paulo Ricardo libera comunicado sobre fatídicas calúnias

Por John Lennon J. da Silva
Acompanhando os desdobramentos que se seguiram as calúnias que foram orquestradas por clérigos e religiosos, 27 ao total da Arquidiocese de Cuiabá/MT, contra o Revmo. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior, fato que todos sabem foi noticiado aqui em nosso site, venho informar a todos(as) os leitores(as), com um pouco de atraso, me perdoem; que o caríssimo sacerdote liberou em seu site um comunicado a respeito do assunto e de sua postura com relação as acusações que foram levantas contra sua pessoa, e os trabalhos que por eles são organizados. Abaixo repasso na integra o texto do comunicado dado pelo Pe. Paulo Ricardo aos seus amigos e leitores.
Continuemos a rezar incansavelmente por este digníssimo sacerdote para que tudo se encaminhe para paz e conforme os desejos de Deus. Exultemos no Senhor pela participação de mais de 13 mil católicos(as) que assinaram a petição pública de apoio ao Padre Paulo Ricardo.

Queridos irmãos,
Após as recentes manifestações ao redor de minha pregação no dia 20 de fevereiro de 2012, durante o 26º Vinde e Vede, pedi ao senhor Arcebispo para me ausentar de Cuiabá durante esta semana e procurar conselho espiritual e assistência jurídica.
Agora que o senhor Arcebispo se manifestou super partes no sentido de paz e de reconciliação, sinto o dever de comunicar o seguinte:
1) Lamento que as minhas palavras tenham sido mal interpretadas;
2) Penso que seja esclarecedor que as pessoas levem em consideração as circunstâncias da pregação. Aquele dia do encontro era voltado para a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano, fundado em 1972 pelo Padre Stefano Gobbi. O áudio de toda a pregação foi postado na internet, link aqui, e nele se pode notar o contexto em que aquelas palavras foram pronunciadas. Note-se, por exemplo, que me incluo sempre entre os padres pecadores e que a finalidade daquelas palavras era levar as pessoas à oração pela santificação dos sacerdotes. É sabido que um dos principais carismas do Movimento Sacerdotal Mariano é a oração pela santificação dos sacerdotes;
3) Sem querer acrescentar uma ferida àquelas já abertas, mas também sem dissimular minha posição, devo atestar que não me reconheço na imagem que foi apresentada de minha pessoa, de meu pensamento e de meu ministério;
4) Reconheço que as pessoas têm o direito de questionar a prudência e a oportunidade de uma pregação como aquela. Não tenho pretensão de estar sempre certo em minhas decisões práticas. Mas continua sendo minha opinião, aberta ao questionamento e à revisão, que seja uma verdadeira caridade para com os fiéis adverti-los para o fato de que a Igreja luta atualmente contra uma crise do clero. Sou da posição que, neste caso, o escândalo do silêncio seria muito maior do que a sincera e honesta admissão do problema, por doloroso que isto seja;
5) Que esta crise do clero não atinja todos os padres, com ou sem batina, me parecia uma coisa tão óbvia, que não achei necessário comentar. Mas prometo ser mais cauteloso no futuro. É evidente que eu não tinha pretensão de expor naquela breve palestra toda minha visão a repeito do atual estado do clero católico. Creio que os numerosos fiéis que me acompanharam nestes 20 anos de ministério viram em mim um padre que, reconhecendo os próprios pecados, procura amar a Igreja em geral e o sacerdócio em particular. Foi à formação de irmãos no sacerdócio que dediquei as melhores energias de minha vida;
6) É importante também ressaltar que de minha parte não pretendo divulgar os nomes dos 27 signatários da carta. Cumpre porém ressaltar o seguinte: não é verdade que o clero incardinado em Cuiabá se revoltou em massa contra minhas posições. Para uma mais exata avaliação da realidade divulgo apenas que são 5 padres diocesanos incardinados em Cuiabá, 5 em outras circunscrições e 17 religiosos;
7) Quanto à reconciliação e à restauração da justiça, serão dados passos pastorais e, se necessário, jurídicos. Mas não creio que a internet seja o lugar apropriado para este caminho de reparação. Sei que nos tempos do Big Brother, do Twitter e do Facebook minha visão pode parecer antiquada. Peço, no entanto, que compreendam minha opção de silêncio, ao menos até a solução final que, uma vez alcançada, comunicarei aos amigos;
8) Esta comunicação não seria completa sem que terminasse num agradecimento de coração pelos inúmeros e variados sinais de amizade, confiança e solidariedade que recebi. A todos um sincero e comovido “Deus lhes pague!”
Nestes dias, o nosso site recebeu um número imenso de mensagens oferecendo apoio de toda espécie: orações, jejuns, sacrifícios e provas sinceras de amor e estima. Meu celular não parava de tocar e de receber SMS. Foram literalmente milhares de fiéis, centenas de sacerdotes, alguns bispos e amigos de várias proveniências (um bispo anglicano, vários pastores evangélicos, cristãos em geral e até agnósticos!).
Uma palavra especial para os inúmeros blogs e páginas da internet que manifestaram o seu apoio. Com toda sinceridade não sei como expressar o peso da gratidão a não ser reconhecendo que lhes sou muito obrigado.
Agradeço ao meu Arcebispo pela paciência e o carinho paterno manifestado a ambas as partes envolvidas neste triste episódio.
Quanto a meus pais e minha família… não tenho palavras. No céu vocês verão o meu coração.
Espero poder corresponder, com a graça de Deus, a toda esta expectativa. Asseguro que todos estão muito presentes em minha Eucaristia diária. Continuemos unidos na gratidão a Deus, à Virgem Maria, aos anjos e aos santos de nossa devoção. Continuem a interceder por esta nossa luta e que Deus abençoe a todos.
Várzea Grande, 11 de março de 2012.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

terça-feira, 6 de março de 2012

Padre Paulo Ricardo enfrenta perseguição!

Por John Lennon J. da Silva.

Queridos leitores(as) do nosso site, hoje fiquei a saber pelas redes sociais sobre a divulgação de uma “carta aberta” [confiram] contra o Revmo. Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Junior, a carta foi segundo informações assinada por alguns religiosos e membros do clero arquidiocesano de Cuiabá e integrantes de outras dioceses mato-grossenses, No Estado em que o Pe. Paulo Ricardo exerce suas funções sacerdotais e também seu longo apostolado intelectual, além de também ministrar aulas em diversos seminários de formação de sacerdotes no Mato Grosso.
O conteúdo é absurdamente estarrecedor, são levantadas muitas críticas ao conhecidíssimo Pe. Paulo que têm além de trabalhos de catequese pela internet, também têm participado em diversos momentos de pregações, missas e programas da TV Canção Nova.
Na carta menciona-se o sacerdote como “um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado”, “homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas” e “dono de uma personalidade no mínimo controversa”.
Como querido pelos escritores da carta solicita-se o afastamento do padre e de suas atividades docentes nos seus diversos âmbitos, inclusive entre os “meios de comunicação social”. Pedido segundo os editores da carta fundado na falta de “saúde mental para ser formador de futuros presbíteros”, da parte do Pe. Paulo Ricardo.
O motivo de toda esta raiva é logo inicialmente trazido a tona na carta: Trata-se das palavras sãs e realistas do querido sacerdote durante o evento “Vinde e Vede”, que aconteceu em Cuiabá/MT. Neste ano foi comemorado a 26º edição do mencionado evento, nele estiveram presentes diversos pregadores entre eles, o Pe. Paulo Ricardo que durante a festa realizou uma brilhante e consternadora pregação destinada aos maus filhos da Igreja. Na carta é divulgado um trecho da palestra, que foi proferida pelo Padre. Divulgamos também um vídeo que registrou parte da mesma palestra; sugiro que os leitores assistam clicando aqui:
Abaixo transcrevo um comentário do escritor católico  Everth Queiroz Oliveira, retirado seu site:
“O que há de mais nas palavras de padre Paulo? Bom, qualquer examinador ortodoxo não veria nada absurdo em seu discurso, mas há quem fique incomodado com as verdades proferidas pelo sacerdote. Afinal, padre Paulo fala de “padres [que] foram tomados completamente pelo espírito do mundão”, de “padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina”, de “padre que deixou de ter fé”, de padres que fazem do pecado um apostolado, um modelo de vida. Todos estes exemplos não são coisas fantasiosas, criadas pela imaginação de padre Paulo. Estes exemplos são reais… E as palavras de Nossa Senhora ao Pe. Stefano Gobbi servem para ilustrar a triste situação na qual caíram muitos consagrados do nosso tempo: “Quantas são as vidas sacerdotais e religiosas que se tornaram áridas pelo secularismo que as possui completamente”.

Diante deste episodio ridículo, que não é mais do que um pretenso ataque a figura pública do Pe. Paulo Ricardo no Brasil. Provavelmente o ataque deve vir de simpatizantes da Teologia da Libertação, chamada de “heresia singular”, como disse certa vez o atual papa Bento XVI, quando era cardeal. Fato típico deve também ter sido movimentado, por conta, dos trabalhos e conscientização católica que têm promovido o Pe. Paulo Ricardo entre os fieis católicos. Como não seria diferente o Pe. Paulo Ricardo por sua coragem e ortodoxia quanto à fé católica, esta propenso a críticas das mais variadas e alheias, mas críticas tão descabidas e centradas no argumento “ad hominem”, só podem ter surgido da mentalidade distorcida e de má fé de progressistas.

Sendo assim muitos católicos estão se solidarizando com o trabalho e com a pessoa do Pe. Paulo Ricardo, não só através de suas orações mais também estão organizando-se e assinando uma “petição pública em apoio ao padre Paulo Ricardo”. Convoco todos os leitores(as) e admiradores do Pe. Paulo Ricardo e os bons católicos da rede à assinarem tal petição.

domingo, 4 de março de 2012

Aborto e as eleições 2012


Por Ivanaldo Santos*.

Até o ano de 2010 a grande mídia, o governo, os partidos políticos de esquerda e ONGs ligadas ao movimento pró-aborto apresentavam o aborto como uma unanimidade nacional. Nas reportagens da grande mídia, nos discursos políticos, nos projetos de Lei, principalmente do PT, e nos encontros organizados por entidades pró-aborto só se falava que o aborto era uma necessidade nacional, que o povo brasileiro queria e precisa desesperadamente da legalização do aborto e coisas semelhantes. Até o ano de 2010, se dizia, por exemplo, que era preciso se fazer um amplo debate sobre o aborto e que apenas uma minoria de reacionários e conservadores é que eram contrários a essa prática. 

Nas eleições presidenciais de 2010, quando a então defensora do aborto, a Sra. Dilma Rousseff, mudou de ideia e passou a ser defensora da vida humana, a sociedade brasileira resolveu seguir o conselho da grande mídia, do governo, do PT e de outros grupos favoráveis ao aborto, ou seja, a sociedade resolveu debater, de forma aberta a questão do aborto. Esse debate se deu principalmente por meio da internet.

Curiosamente, ao contrário do que se dizia na grande mídia, no governo e em outros setores pró-aborto, a sociedade civil brasileira se apresentou majoritariamente contrária a legalização do aborto. Inclusive o tema do aborto, que foi colocado de forma indireta por meio de blogueiros independentes, terminou mudando o rumo da campanha eleitoral de 2010. Uma campanha que estava destinada a ser sem graça, sem novidades e ter o coroamento da vitória esmagadora da candidata do PT no primeiro turno. Por causa do apoio a legalização do aborto a então candidata, a Sra. Dilma Rousseff, quase perdeu a eleição e deve que mudar de opinião. O aborto foi o diferencial na campanha eleitoral de 2010.

O que vimos em 2010 foi que, ao contrário do que se dizia na época, a sociedade brasileira não é a favor dessa prática desumana e não são grupos minoritários que criticam essa prática. Pelo contrário, a grande maioria da população faz duras e severas críticas ao aborto. Devido a isso, de forma surpreendente, o aborto simplesmente sumiu da pauta da mídia, do governo, do PT, das ONGs, etc. Parece até que nunca se falou de aborto no Brasil.

O problema é que em 2012 teremos novas eleições. Dessa vez para prefeitos e vereadores. É claro que prefeitos e vereadores não criam ou modificam as leis, mas são agentes políticos e, por causa disso, têm poder de influenciar na construção das leis. Sem contar que a prefeitura de algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, têm projeção e influência política nacional, incluindo o congresso. Por causa disso as eleições 2012 são importantes tanto a nível nacional como dos interesses políticos no congresso.

Um dos temas que, com toda certeza, voltará à pauta é o aborto. Por mais que a grande mídia, o governo, o PT e outros setores políticos tentem apagar e abafar, esse é um tema que está sendo discutido e debatido nas ruas. As ruas falam uma linguagem diferente daquela que é falada pela mídia e pelos partidos políticos. As ruas falam do aborto e querem saber o que pensam os candidatos a prefeitos e a vereadores. O povo brasileiro não quer que o aborto seja legalizado e, por isso, está curioso para saber o que pensam os candidatos sobre esse e outros temas morais.

Por exemplo, em São Paulo, grande e importante colégio eleitoral, qual a posição do pré-candidato ou candidato Fernando Haddad (PT) sobre o aborto e outros temas morais? Vale salientar que até poucos dias atrás ele era o ministro da educação, um importante e estratégico ministério. Um ministério que deve, teoricamente, promover a educação do cidadão brasileiro. Então, o que pensa o ex-ministro sobre o aborto e outros temas?

O que pensam os grandes candidatos a prefeitos de cidades, como, por exemplo, Rio de Janeiro e Porto Alegre? Serão defensores do aborto? Ou serão aqueles políticos que em entrevistas concedidas a intelectuais dizem que o Brasil precisa legalizar o aborto e quando chegam diante do povo dizem que são contrários a essa prática desumana? A questão está posta. Engana-se quem pensa que o aborto é um assunto que morreu em 2010. Pelo contrário, é um tema que nasceu nesse ano. O cidadão brasileiro está atento às ideias e posturas dos candidatos sobre esse e outros temas morais.

Notas:

*É filósofo e doutor em Estudos da Linguagem pela UFRN, professor do departamento de Filosofia e do programa de pós-graduação em Letras da UERN. Autor de alguns livros "Aborto: Discursos filosóficos" (Ideia, 2008),  "Teologia da Libertação: Ensaios e reflexões" (Letra Capital, 2010), entre outros. É também organizador do livro "Linguagem e Epistemologia em Tomás de Aquino" (Ideia, 2011), obra que foi cedida pelo próprio autor aos leitores(as) do site, estando disponível para download no link: Atualmente colabora com o Apostolado SCR na sessão "Sociedade, moral e política".

sábado, 31 de dezembro de 2011

Prêmio Dominus Vobiscum


Neste ano de 2011 que está se encerrando, o Apostolado São Clemente Romano alcançou muitas vitórias. A maior de todas elas certamente foi a graça de Deus na vida de cada um dos membros, sobretudo através das orações dos nossos leitores. Agradecemos em Cristo todo o apoio que nos foi dado.

E para fecharmos o ano com chave de ouro, comunico que nosso apostolado recebeu o Selo Dominus Vobiscum, do blog Dominus Vobiscum, "pelo excelente trabalho em defesa da Fé Católica e da evangelização junto a comunidade blogueira no ano de 2011".

Novamente, em nome do apostolado e de seu fundador, agradeço a todos os leitores que participaram do blog e rezaram por nós!

Que Deus Nosso Senhor sempre dê a todos nós a sua bênção!
Feliz 2012!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Comunicado do Apostolado SCR

Comunico a todos os leitores(as) e admiradores(as) da página do Apostolado São Clemente Romano que estamos em recesso por tempo indeterminado. As razões que estão nos fazendo como equipe a não trazemos ao público novos artigos e textos; é justificado pela falta de tempo de seus membros e alguns problemas de nível particular.

Aliás, alguns membros do Apostolado SCR encontram-se há algum tempo sem colaborar com o projeto [é provável que na sua volta, seja, reformada a lista de membros]. Por estas razões e também por um período de tempo o seu coordenador e fundador John Lennon J. da Silva têm dedicado-se aos seus estudos acadêmicos o que têm impossibilitado de dirigir e orientar ao apostolado.

Desta forma, a página do apostolado ficará por alguns meses parados, mas continuará no ar, devido a sua importância e ao material nela hospedado. E recomendamos a todos(as) que não conhecem o apostolado a procuram pelos mais de 200 textos aqui publicados, existe um material dinâmico que pode ser útil aos que não conhecem as diversas temáticas já tratadas pelo Apostolado SCR.

Por último saliento que não estamos pondo fim ao apostolado que este ano completará 4 anos de trajetória.

Desejando votos de um bom final de ano em Cristo, a todos(as) leitores(as) e admiradores(as) do apostolado. Rogo a Deus por graças e auxilio no ano de 2012.

John Lennon J. da Silva