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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O conhecimento na Idade Média: desmistificando preconceitos históricos


Por Jennifer Gama.

O conhecimento na Idade Média não era difuso como o atual, de modo que não é possível querer conceituar a hermenêutica da mesma forma, ou compará-la à sua aplicação atual, uma vez que hoje os meios tecnológicos de comunicação facilitam sobremaneira a difusão do conhecimento, o que não se afigurava possível na época em questão.

Na Idade Média, a produção de livros era um dificultoso e vagaroso processo, pois, tendo em vista que não havia máquinas de foto-cópia, tal como a sociedade contemporânea hoje dispõe, nem mesmo gráficas ou impressoras, os livros eram copiados manualmente, pelos monges, que estudavam sobremaneira nas escolas destinadas a eles, as quais também aceitavam estudantes de fora. No interior dos mosteiros existiam as bibliotecas, às quais tinha acesso a população, uma vez que grande parte dos cientistas da época eram padres e demais religiosos, e muitas escolas e universidades foram construídas nesta Era, o que possibilitou, à maneira da época, a difusão do conhecimento científico para a população medieval.

No Concílio de Vaison, datado de 529, por exemplo, ouviu-se São Cesário de Arles a expor as razões pelas quais era imperiosa a criação de escolas para a população rural. Mais tarde, no Concílio de Latrão, em 1179, Alexandre III emite instruções a todo o clero para que crie escolas em toda a região, a fim de instruir gratuitamente as crianças, inclusive as pobres.

Como instituição de enorme importância na Idade Média, a Igreja Católica foi responsável pela transmissão do conhecimento a muitas camadas da população, como afirmam os historicistas hodiernos, especialistas em Idade Média, entre os quais o P.H.D. Thomas Woods, autor da obra "Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental", e Daniel Rops, autor de “Igreja das Catedrais e das Cruzadas”. A Igreja foi responsável, junto à sociedade da época, pela difusão - no sentido medieval do termo - de cultura e conhecimento, emoldurando a realidade social da época, e trazendo os indivíduos das camadas inferiores a um processo de aprendizagem, inclusive de alfabetização. A Igreja alfabetizou e evangelizou, inclusive, muitos povos bárbaros, mediante o ensino da catequese, que não era apenas um simples ensino religioso, de ética e moral que contribuíram enormemente para a solidez moral da sociedade da época e para as futuras gerações, mas também permitia aos indivíduos uma melhor visualização de si mesmos, um olhar para o interior, para a própria essência que possuíam enquanto seres humanos.

A Igreja possibilitou um aumento da auto-estima na sociedade medieval, contribuindo para que os indivíduos volvessem os olhos para a essência de sua própria dignidade, e isso o fez, além da catequese, por meio da alfabetização que promoveu, possibilitando aos membros da sociedade do Medievo uma distinta visão de mundo, calcada no conhecimento científico, que passou a se desenvolver, da criação das Universidades, e do Magistério da Igreja, que sempre se ocupou das mais diversas questões concernentes à humanidade, e dentre estas, com a necessidade de difundir o conhecimento científico, o que fez de maneira imperiosa, considerando-se as possibilidades da época, como acima elencado.

Todos estes fatores contribuíram para um aperfeiçoamento da hermenêutica, que ao longo dos tempos foi sendo transmitida a setores ainda maiores da população, com o advento dos instrumentos tecnológicos que possibilitaram esta difusão de conhecimento. Dados históricos comprovam que a hermenêutica teológica foi um "gérmen" da hermenêutica concebida em eras posteriores, e que muito auxiliou na concepção atual da teoria da interpretação. Isso porque as leis canônicas foram os primeiros ordenamentos jurídicos mundiais, possibilitando a interpretação e que, conforme ensinam os historiadores atuais, em muito contribuíram para nortear uma visão de mundo mais completa, o que é, em suma, o principal objetivo da hermenêutica.

Como dito anteriormente, apesar dos processos de transmissão de conhecimento propiciados pela Igreja na Idade Média - os quais foram sendo aperfeiçoados por ela e por outras instituições, ao longo do tempo -, os conhecimentos da época ainda não permitiam uma difusão de conhecimento nos moldes atuais, mas com certeza a iniciativa católica foi sobremaneira importante para uma fase inicial de compreensão da arte de interpretar.

Fontes:

AQUINO, Felipe. Uma história que não é contada.
ROPS, Daniel. Igreja das Catedrais e das Cruzadas.
WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental.
ANDRADE, André Luis Botelho de. A Igreja e o conhecimento. Disponível em: http://www.pantokrator.org.br/blogs/?p=1227 Acesso em: Outubro de 2011.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Revelação Divina [Programa Credo in Ecclesia]

Por John Lennon J. da Silva

No último dia 16/07 comecei a apresentar o programa “Credo in Ecclesia”. O primeiro tema apresentado foi a “Revelação Divina” em cerca de 1 hora, tratei de como Deus se comunicou ao homem pela história especialmente por meio do povo eleito [os hebreus], por conseguinte, as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição; a formação do cânon bíblico. As divergências entre o Protestantismo e a Igreja Católica a respeito do assunto.

O programa vai ao ar todos os sábados pela Rádio-web Resgate, a partir das 18:30 hs no site da Comunidade Católica Resgate.

Agora passo para os leitores o áudio para download, você também pode escutá-lo por intermédio do 4shared. Abaixo segue o arquivo.



terça-feira, 12 de julho de 2011

Características das Heresias

Por Marcus Grodi.

No ano 144 d.C., durante um dos momentos mais difíceis da História da Igreja Católica, surgiu a heresia Marcionita que logo se estenderia principalmente pelo Império Bizantino e sobreviveria pelos próximos três séculos, até ser absorvida pelo Maniqueísmo e desaparecer. É possível que seu fundador, Marcião, fosse filho de um dos primeiros bispos de Sinope, uma diocese da Ásia Menor, de onde Marcião era originário. Há quem suponha (baseando-se na conhecida habilidade de Marcião para citar as Escrituras) que ele fosse um bispo renegado pela Igreja. Qualquer que fosse o caso, o certo é que Marcião deu origem a uma das mais persistentes heresias de seu tempo e, para isso, fez uso, pela primeira vez, de certas armas que todos os cristãos dissidentes empregariam no futuro até os nossos dias.

O gênio divisionista de Marcião criou uma nova doutrina pseudocristã, modificando a História Sagrada e publicando um cânon próprio das Escrituras. Isto que hoje nos parece tão familiar - depois de tantos séculos de Bíblias cerceadas, lendas negras e traduções deturpadas da Escritura - era então uma assombrosa novidade que cativou a muitos. Marcião sustentava, como muitos vieram a fazer desde então, que o Deus do Antigo Testamento era vingativo e colérico, que não podia corresponder à mansa e amorosa pessoa de Jesus. A partir de então, desenvolveu uma doutrina dualista que sustentava a existência de duas divindades, uma má (a do Antigo Testamento) e outra boa (a do Novo Testamento).

Ao iniciar uma nova igreja, sempre se tropeça com este problema: o que fazer com a Igreja Católica? Marcião não podia destruir a Igreja de Cristo, porém, podia desqualificá-la. Para isso, teve uma idéia que para nós parece bem desgastada, mas que era muito original naquela época: usar as Escrituras para impugnar a veracidade da doutrina católica.

O problema de usar essa estratégia é que as Escrituras do Antigo Testamento - inspiradas por um "deus mau", segundo Marcião - ofereciam amplo e suficiente testemunho da futura vinda de Jesus. Essa "pequena" inconsistência não foi grande problema para o líder herege, que declarou nulo todo o Antigo Testamento. Ao fazer isto, Marcião estabeleceu outro grande princípio, que quase todo movimento herético seguiria no futuro: eliminar as partes da Bíblia que não convenham à nova doutrina enquanto que, ao mesmo tempo, se exalta a Escritura (modificada) como a autoridade sobre a qual o novo grupo eclesial é fundado.

Recordemos que Marcião apareceu no cenário cristã menos de cinco décadas depois de ter falecido o último Apóstolo de Cristo. A Igreja de então suportava frequentes perseguições, algumas locais e outras mais estendidas. Os Evangelhos e os demais escritos cristãos circulavam sem que houvesse um cânon definido e universal. A Bíblia da Igreja Católica desses anos era a versão dos LXX (ou Septuaginta Alexandrina), que consistia basicamente dos livros que hoje encontramos no Antigo Testamento da Bíblia Católica.

As razões para a ausência de um cânon cristão eram várias, principalmente as constantes perseguições que tornavam impossível aos bispos se reunirem em sínodos gerais, os quais seriam muito perigosos por razões óbvias. Passariam-se quase três séculos até que se apagassem as perseguições imperiais e os bispos pudessem se reunir livremente para considerar quais escritos deveriam ser aprovados para sua inclusão no Novo Testamento. Uma das boas coisas que ocorreu por consequência da heresia marcionita foi justamente isto: a Igreja Católica tomou consciência da importância de possuir uma lista ordenada de escritos cristãos autorizados.

Antes que a Igreja pudesse produzir tal lista, Marcião criou um "evangelho" de sua própria lavra. Nele declarava que o invisível, indescritível e benévolo Deus (aoratos akatanomastos agathos theos) teria se apresentado entre os judeus pregando no dia de sábado. O pseudo-evangelho de Marcião era uma versão modificada do Evangelho de Lucas, editado para apoiar as doutrinas dualistas do fundador da seita.

A esta altura, encontramos no movimento marcionista as características que logo se repetem nas heresias surgidas posteriormente:

1. A base da doutrina é um texto - a Escritura - e não o Depósito da Fé recebido por toda a comunidade, como na Igreja Católica.

2. O texto da Escritura é alterado ou redigido para afirmar as doutrinas do novo grupo, criando assim uma nova e distinta tradição. O oposto ocorre na Igreja Católica, que preserva cuidadosamente e exalta o papel da Escritura dentro do contexto da Sagrada Tradição.

3. Altera-se o contexto histórico ou até a própria História. Isto é feito com o duplo sentido de afirmar a própria doutrina e, ao mesmo tempo, impugnar a Igreja Católica, acusando-a de ser ela quem "conta a História à sua maneira". Curiosamente, estas acusações tão imaturas imprimiram na Igreja o costume de documentar o desenvolvimento da sua própria doutrina na História. Na Igreja Católica a História, as Escrituras e a Doutrina da Igreja devem estar obrigatoriamente de acordo, sempre sem deixar espaço para dúvidas. É por isso que sabemos com certeza que hoje cremos na mesma fé declarada por Cristo e pelos Apóstolos.

Consequentemente, um dos testemunhos mais fortes que pode ser oferecido em favor do Catolicismo é a sua consistência e coerência durante vinte [e um] séculos de História. O mesmo não ocorreu com os marcionitas, que se dividiram em diversas seitas e, de uma espécie de puritanismo original, logo passaram para o Gnosticismo e, depois, para o Maniqueísmo, movimento que acabou absorvendo o Marcionismo por completo. Disto podemos deduzir uma quarta característica das heresias: sua instabilidade.

4. A instabilidade doutrinária e sua consequência (as divisões sectárias), identificam todas as heresias. Seguindo o ditado de "quem com o ferro mata, pelo ferro morrerá", os criadores de divisões na Igreja logo recebem na própria carne o seu amargo remédio.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que todos os movimentos dissidentes do Cristianismo que se afastaram da Igreja Católica possuem estas quatro características em menor ou maior grau. Quando Cristo pregou a parábola da videira, disse assim:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando" (João 15,1-14).

É inegável a importância destas palavras de Cristo. A Igreja deve operar em união com Cristo e em unidade interna. É a única maneira de produzir "fruto", isto é, a salvação das almas. Quem espera agir fora desta ordem que Cristo estabeleceu deixa de permanecer em Seu amor. Para permanecer no amor de Cristo, entende-se que devemos guardar os Seus mandamentos. Nesta simples parábola, Cristo resumiu as qualidades da Igreja que deverá durar até o fim do mundo. Todas elas provêm do amor cristão:

- A primeira qualidade é a humildade. Cristo é a videira, a plenitude da fé e o todo da Igreja, enquanto que seus discípulos são os ramos que se nutrem Dele. Não existe outra ordem pela qual algum dos ramos possa dar origem a outra videira distinta.

- A segunda qualidade é a obediência. Somos amigos de Cristo se fizermos o que Ele nos diz. Não há outra opção se O amamos.

- A terceira qualidade é consequência das outras duas: a união. A indivisibilidade da planta produz fruto que dá glória a Deus em Cristo. Essa união é o resultado visível do amor que começa em Cristo e se multiplica nos discípulos.

Como não ocorre - nem nunca ocorrerá - entre aqueles que se separam da Igreja Católica, estas três qualidades distintas produzem o milagre da duração da Igreja na História, que é por si mesma um poderoso testemunho da verdade do Evangelho. Quando Cristo nos adverte que sem Ele não podemos fazer nada, também agrega que nossa relação com Ele só pode ser frutífera. Sem Cristo, os ramos morrem sem dar fruto; com Cristo, a Igreja continua no mundo e na História, dando testemunho do Seu amor em perfeita união. Este é o fruto cristão por excelência!

Tendo comparado as qualidades próprias das heresias e da Igreja, não nos surpreende que as Palavras de Cristo se cumpram na História. Apenas a Igreja fundada por Cristo sobrevive dando testemunho ao longo dos séculos e ao mundo inteiro com a doutrina integral recebida de Cristo. Não importa quão numerosos sejam os membros de uma seita; sabemos que passarão enquanto que a Igreja continuará sua missão até que Jesus retorne. Os poderes malignos continuarão criando divisões, pois isto é da sua natureza; mesmo assim, não prevalecerão contra toda a Igreja (Mateus 16,13-20).

A Igreja já viu passar centenas de seitas, movimentos dissidentes, heresias crassas e toda espécie de inimigos. O testemunho da História é apenas um: a Igreja SEMPRE permanece e seus inimigos SEMPRE passam, pouco importando quão forte ou astuto tenham sido seus adversários. Aquele que a sustenta nunca dorme e Seu braço protetor jamais descansa!

Tradução:

NABETO, Carlos Martins. Blog Veritas Ipsa. [texto original em: http://www.prodigos.org]. Disponivel em: http://veritasipsa.blogspot.com/ Acesso em: 17 abril 2011.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cinco perguntas que os protestantes não conseguem responder


Confiram um pequeno e edificante texto apologético do Prof. Carlos Ramalhete.

1 - Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Corão inspirado por Deus.

R - Os católicos aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), diz que a Bíblia é Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho, "creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles".

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acatamento do Magistério mesmo não infalível

Mesmo fora do âmbito da infalibilidade, devemos seguir o Magistério vivo e os pastores colocados por Nosso Senhor para nos guiar.

Nas situações em que o guia vivo não é infalível, como é o caso do pai de família ou do pároco unido ao seu bispo, não significa que não devemos segui-los. Só na hipótese de uma oposição frontal à Lei de Deus é que devemos recusar-lhe a submissão.

Proclama a Constituição “Pastor Aeternus”: “Ensinamos, portanto, e declaramos que a Igreja Romana, por disposição do Senhor, tem o primado do poder ordinário sobre todas as outras Igrejas; e que este poder de jurisdição do Romano Pontífice, que é verdadeiramente episcopal, é imediato: portanto, a este poder estão obrigados ao dever de subordinação hierárquica e verdadeira obediência pastores e fiéis de qualquer rito e dignidade, seja individualmente, seja coletivamente, não só nas coisas relativas à Fé e à Moral, mas também nas relativas à disciplina e ao governo da Igreja dispersa pelo mundo inteiro. De modo que, guardada esta unidade com o Romano Pontífice, tanto de comunhão como de profissão da mesma Fé, seja a Igreja de Cristo um só Rebanho, sob um só Pastor supremo (Jo 10,16). Tal é a doutrina da verdade católica, da qual ninguém pode desviar-se sem perigo para a sua Fé e sua salvação” (D-S 3060).

“O Magistério dos pastores da Igreja em matéria moral se exerce ordinariamente na catequese e na pregação, com o auxílio das obras dos teólogos e dos autores espirituais. Assim se foi transmitindo, de geração em geração, sob a égide e a vigilância dos pastores, o "depósito" da moral cristã, composto de um conjunto característico de regras, mandamentos e virtudes que procedem da fé em Cristo e são vivificados pela caridade. Esta catequese tem tradicionalmente tomado por base, ao lado do "Credo" e do "Pai-nosso", o Decálogo, que enuncia os princípios da vida moral, válidos para todos os homens” (Nota 27) .

“Porque o ensinamento não infalível da Igreja, embora não de maneira absoluta, é também assistido pelo Espírito Santo. Muito se enganaria, pois, quem cuidasse que ele nos deixa inteiramente livres de assentir ou de discordar. Não obrigar sob pena de heresia, está longe de equivaler a não obrigar de todo, conforme ensina o Concílio Vaticano I: “Não bastaria evitar a perversão da heresia, se não fugíssemos ainda diligentemente dos erros que dela se aproximam mais ou menos” (D-S 3045). S. Pio X condenou os que pretendiam eximir de qualquer culpa moral quem não levasse em conta as censuras decretadas pelas Congregações romanas (DS 3408). Cabe à Igreja não só propor a verdade revelada, como ainda mostrar o que – direta ou indiretamente – a ela leva ou dela afasta. Nem basta acolher este ensinamento com um silêncio respeitoso; impõe-se uma adesão intelectual (Clemente XI D-S 2390 – S. Pio X D-S 3407)” (Nota 28).

“É certo que o Concílio Vaticano I definiu que o Magistério do Romano Pontífice é infalível em determinadas condições... Seria absurdo, no entanto, daí concluir que o Papa erra sempre que não faz uso de sua prerrogativa de infalibilidade. Pelo contrário, devemos supor que ele acerte, porquanto normalmente age com prudência e não emite sua opinião antes de muito ponderar. Sem falar nas graças especiais com que o assiste o Espírito Santo” (Nota 29).

“Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras:"Quem vos ouve a mim ouve" (Lc 10,16)” (Nota 30) .

“Com relação ao ensinamento do Magistério em matéria em si não irreformável, a vontade leal de se submeter deve ser a regra... Neste âmbito de intervenções de tipo prudencial, aconteceu que alguns documentos magisteriais não fossem isentos de carências. Os Pastores nem sempre colheram prontamente todos os aspectos ou toda a complexidade de uma questão. Mas seria contrário à verdade se, a partir de alguns casos determinados, se inferisse que o Magistério da Igreja possa enganar-se habitualmente nos seus juízos prudenciais, ou não goze da assistência divina no exercício integral da sua missão”. (Nota 31)

Notas:

27. Catecismo da Igreja Católica, 2033).

28. Pe. Dr. M. Teixeira-Leite Penido – O Mistério da Igreja, VII, O poder do Magistério p. 294.

29. Dom Antônio de Castro Mayer – Carta Pastoral sobre a preservação da Fé e dos bons costumes, V.

30. Papa Pio XII, Encíclica Humani Generis, 20.

31. Congreg. para a Doutrina da Fé - Instrução sobre a vocação eclesial do teólogo – Donum veritatis - 24 de maio de 1990 – nº 24.

Fonte:

Dom Fernando Arêas Rifan. Orientação Pastoral: O Magistério Vivo da Igreja. Disponivel em: http://www.adapostolica.org/modules/wfsection/article.php?articleid=448&page=7 Acesso Acesso em: 28 Novembro 2010.

sábado, 25 de setembro de 2010

Celibato dos Padres historicamente.

Historicamente podemos dizer que o celibato dos padres não é uma instituição divina, mais sim de cunho eclesial (disciplinar), a qual entre os séculos formula-se e declara-se, tal posição em manter os que se consagram ao serviço religioso do altar ao celibato clerical, como lei Eclesiástica, formulada pelo Magistério eclesial, sabe se porem que nos primórdios do Cristianismo, nos III primeiros séculos muitos Bispos, Presbíteros e Diáconos da Igreja foram casados, encontra-se esta afirmações e posições nas Sagradas Escrituras que no contexto primitivo da Igreja, quando ainda não tinha se a idéia de celibato por causa numericamente dos adeptos do Cristianismo, que ainda eram poucos e para esta época de um primaria tentativa de organização eclesiástica, surge a concepção de que eles sejam casados uma só vez, ou seja, que tenham uma sólida vivencia e qualificação humana, cf. (I Tim 3,2; e Tt 1, 6:) também vale salientar que havia muitos que já optavam por uma vida afastada desta relação conjugal, mais tarde como vários Monges e Santos que viveram uma vida como eremita, afastados do mundo consagrados a Deus a partir do fim do século II.

Outro grande motivo para que a Igreja afirmasse o celibato entre os padres, foram infelizes acontecimentos e fatos entre o clero, pois que alguns padres no fim do terceiro século, praticavam adultérios, tinham acentuação para a poligamia, até que no século IV, no Concílio Ecumênico de Nicéia em 325, entre as afirmações doutrinarias, pastorais e de organização é declarado o celibato dos padres e a proibição dos mesmos se relacionarem conjugalmente com mulheres, sabe se que esta afirmação também se apoio nos exemplos a qual a Igreja salvaguardava este que se encontrava também entre os apóstolos de Cristo como o apóstolo dos gentios S. Paulo; entre os cânones conciliares havia a seguinte declaração;

“Nenhum deles deverá ter uma mulher em sua causa, exceto sua mãe, irmã e pessoas totalmente acima de suspeita.”. “O grande Sínodo proíbe rigorosamente qualquer bispo, presbítero, diácono, ou qualquer um do Clero, ter uma "subintroducta" morando com ele, excetuadas apenas a mãe, uma irmã ou tia, ou pessoas assim, desde que sejam acima de quaisquer suspeitas.”. (Os Cânones dos 318 Bispos Participantes; I Concílio Ecumênico de Nicéia; Cânon III:).

“A coabitação de mulheres com bispos, presbíteros e diáconos é proibida por causa do celibato desses. Decretamos que nem bispos nem presbíteros viúvos devem viver com mulheres. Não podem eles acompanhá-las, nem se familiarizarem com elas, nem contemplá-las insistentemente. O mesmo decreto é dado em relação a cada padre em celibato, incluídos os diáconos que não têm esposas. Isto deve ser assim, seja a mulher bonita ou não, seja adolescente ou mulher mais velha, seja de elevado status ou órfã acolhida em caridade com o propósito de ajudá-la; Pois que o demônio faz o mal, com tais armas, aos religiosos, bispos, presbíteros e diáconos, e os incita ao fogo do desejo. Mas se a mulher é de idade avançada, uma irmã ou mãe, ou tia, ou avó, será permitido viverem com elas porque essas pessoas estão livres de qualquer suspeita de escândalo.” (Outros Cânones de Nicéia (segundo a versão Árabe); Cânon III).

Entre os instigadores desta pratica e inspiradores para tal concepção canônica de celibato, estão em principio São Paulo, entre suas palavras encontra se a seguinte admoestação a respeito de seu exemplo de homem celibatário; “Aos solteiros e as viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu” (Cor 7, 8;) um dos seus celebres discípulos que se tornará Bispo, Timóteo imitador de S. Paulo também era celibatário, o mesmo São Paulo nos apresenta prerrogativas a favor de tal modelo de vida sacerdotal, ”o que esta sem mulher, esta cuidadoso das coisas do Senhor, como há de agradar a Deus. Mas o que esta casado, está cuidadoso das coisas que são dos mundo, como há de agradar á sua mulher.” (I Cor 7, 32-33;).que sejam os clérigos cristãos seus imitadores como o mesmo foi de Cristo e afirmou isto.

O Proto-Bispo de Roma a qual exerceu estas funções, S. Pedro, segundo a Sagrada Tradição, tornou-se celibatário, ele mesmo confessa isto em seu abandono por Cristo; “Vê nos abandonamos tudo e te seguimos, Jesus respondeu ‘em verdade vós declaro: ninguém há que tenha abandonado por amor ao Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos, que na receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.” (Lc 18, 28-30.).

Nosso Senhor declara; “Porque há eunucos que são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelos homens e há eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus,”. (Mt 19, 12:).

Sendo assim a Igreja toma parte deste modelo de vida para os sacerdotes, os Presbíteros são sim casados com o altar, e com eles devem exercer seu ministério sem passa tempos humanas, servindo o Senhor a qual foram chamados fazendo-se eunucos por amor ao Reino eterno, devemos lembrar que tal posição instituída por intermédio do Espírito Santo, a Igreja pode ser revista pelo Magistério eclesial, pois a mesma Igreja declara que esta lei eclesial sobre o celibato dos padres não é lei divina e pode ser revista pela mesma autoridade conferida a os sucessores dos apóstolos os Bispos, legislados pelo Papa sucessor de Pedro na cátedra de Roma.

Podemos também ressaltar que certas Igrejas particulares (sui juris) que zelam pela comunhão com Roma como a Igreja Maronita de rito Antioquino, onde em seu direito canônico particular observam que os que são padres solteiros não podem casar, mas os que são casados podem ser padres, objeção e exceção para outros cargos eclesiásticos. Mas o direito da Igreja latina observa a prescrição dada e acrescentada por inspiração do Santo Espírito ao Magistério da Igreja de observar o celibato.

Fonte:
 
http://www.apologeticacatolica.com.br/index2.php?pg=noticia&id=12

sábado, 18 de setembro de 2010

Vaticano II eclesiologia da continuidade ou Ruptura?

Vaticano II eclesiologia da continuidade ou Ruptura?
Introdução

O Concílio Ecumênico Vaticano II fora convocado e presidido pelo Papa João XXIII e posteriormente, pelo Papa Paulo VI com a morte de seu antecessor. (1962-1965) teve a maior participação clérigos e prelados cerca de 2.540 padres conciliares, nem Calcedônia e Trento não tinham registrado este numero, houve pela primeira vez bispos, especialmente da Ásia e Africano, envolvidos de forma crucial. O concílio foi composto de quatro sessões, resultado após um longo e árduo trabalho na elaboração de 16 documentos. Aprovados canonicamente pelo papa Paulo VI .

Os ultratradicionalistas com suas respectivas posições heterodoxas, alimentam grande contradição nos meios católicos principalmente na Internet Brasileira onde estão em constante avanço mantendo influencias sobre diversos jovens, sua contradição maior gira em torno da Tradição Católica, que sempre zelou a todos os Concílios Ecumênicos, sancionados pelo Papa e seu episcopado o revestimento de infalibilidade, constituindo-se parte integrante do Magistério da Igreja tando ordinario como extraordinario. O caráter não dogmático do Concilio Vaticano II, não exclui sua infalibilidade. O Papa Paulo VI falando sobre esta caracteristica dirigida ao concílio disse que o mesmo mesmo sendo pastoral “conferiu a seus ensinamentos a autoridade do Supremo Magistério da Igreja." (Paulo VI, Discurso na audiência de 12 de Janeiro de 1966). Ou (Compêndio do Vaticano II, ed. Vozes, Petrópolis1969, p. 31.).

O Pe. Servigny, explica “pastoral e dogmático não são mutuamente excludentes. Um ensinamento pastoral é um ensinamento teológico, embora não esteja enunciado de forma puramente intelectual e reservada a teólogos. Melhor dizendo, é um ensinamento transmitido ao mundo cotidiano com a finalidade de alimentar espiritualmente os Cristãos e iluminá-los sobre o mistério de Deus. É este ensinamento que orienta os fiéis, dizendo-nos em que crer e o que devemos fazer para crescer em nosso relacionamento com Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Mas, na verdade, é oportuno esclarecer que o Concílio Vaticano II não pretendeu definir uma doutrina ou dogma, ao magistério ordinário. É bom sabermos também que a Infalibilidade fica também evidenciada quando ensinada expressamente pelo concílio, por exemplo, tratando de uma doutrina como definitiva, ou seja, dogmática. Todo católico não é obrigado apenas a aceitar o ensino infalível conciliar ou de ex-catedra, mas também a aceitar o magistério autêntico da Igreja, ou seja, o magistério ordinário, mesmo se ele não primariamente infalível como no caso do magistério ordinário dos papas que são comumente reverenciados e aconselhados pela Igreja.

A Tradição é um processo vivo, um rio que emana dos apóstolos cuja assistência provém do Espírito Santo, neste processo de guarnição a Igreja é a melhor intérprete de si mesmo e um concílio é a atualização e re-interpretação da tradição entre os séculos. Assim, foi o Concílio Vaticano II quando elaborou esforços para uma interpretação da doutrina da Igreja, sob forma de atualizar a tradição no contexto atual. No II discurso do Papa João XXIII de abertura do Concílio Vaticano II: “é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo.” Pois bem o Vaticano II deve ser entendido a luz do concílio de Trento.

Cardeal Ratzinger, dez anos após a conclusão do concílio, em 1975, afirmou: sobre esta continuidade e sobre a autoridade do Vaticano II, herança dos concílios e continuidade co-participante da mesma autoridade dos demais "Devemos deixar claro, em primeiro lugar, que o Vaticano II é apoiado pela mesma autoridade que o Vaticano I e o Concílio de Trento, ou seja, o papa e o colégio dos bispos em comunhão com ele. Quanto ao conteúdo, importa referir que o Vaticano II está em estrita continuidade com os dois concílios anteriores e incorpora sua doutrina, literalmente, pontos de viragem" Informe sobre la fe, capítulo 2, por Cardenal Joseph Ratzinger (O Relatório de Ratzinger, capítulo 2, pelo Cardeal Joseph Ratzinger ).

Legitimidade do concilio do Vaticano II, e garantia zelada pelo Magistério Extraordinário

O Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele. Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos, ver-se isto nos textos cujos concílios anteriores como Trento e Vaticano I, são citados 20 vezes ao longo dos textos conciliares (Congar, Entretiens d'automne, op cit. p. 10.).

“É impossível para um Católico tomar posição pró ou contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, como ele claramente se expressou e se entendeu a si mesmo, ao mesmo tempo aceita a inteira tradição da Igreja Católica, particularmente, os dois concílios anteriores [...] Da mesma forma é impossível decidir a favor de Trento e do Vaticano I mas contra o Vaticano II. Quem quer que negue o Vaticano II nega a autoridade que sustenta os outros concílios e os separa dos seus fundamentos. Isto se aplica ao assim chamado 'tradicionalismo' [...] Uma escolha partidária destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode existir como uma unidade indivisível” (The Ratzinger Report: An Exclusive Interview on the State of the Church by Joseph Cardinal Ratzinger; Ignatius Press, San Francisco, 1985, pgs.28-9).

O Papa Paulo VI, em uma carta redigida em resposta à crítica movimentada a certos textos conciliares pelo depois cismático Arcebispo Lefebvre que duvidava da autoridade dos mesmos textos: disse: “Não se pode invocar a distinção entre dogmático e pastoral com a finalidade de aceitar alguns textos do Concílio e refutar outros”, explica o Santo Padre. “Certamente, tudo o que foi dito no Concílio não demanda um assentimento da mesma natureza; somente o que é afirmado como objeto de fé ou verdade ligada à fé, por atos definitivos, requer um assentimento de fé. Mas o resto é também uma parte do solene magistério da Igreja o qual todos os fiéis devem receber com confiança e aplicar com sinceridade.” (Paulo VI, Carta ao Arcebispo Lefebvre, Nov. 10, 1976).

Com o que foi dito cima pelo Papa Paulo VI, torna-se claro que todos os fieis devem receber ao Vaticano II, como todos os demais concílios não necessitando de distinção ou separação entre dogmatico ou pastora,l como pretexto para aceitar ou rejeitar ou não ser obrigado de observar suas proclamações concíliares. Os tradicionalistas devido as suas posições extremistas e heterodoxas, pois sabemos que o Vaticano II foi sancionado pelo Papa e seu episcopado, constituindo-se parte integrante do Magistério da Igreja. O caráter não dogmático do Concilio Vaticano II, não exclui sua infalibilidade como verificamos desde as primeiras linhas. Essa posição dos tradicionalistas ressalta seu sofisma e inpanse enquanto a comunhão plena com a Igreja. Ao tentarem defender a tradição católica conforme suas concepções particulares, posicionam-se contra o Concílio e consequentemente caíem no grave erro de negar um dos princípios centrais, fundamentais e imutáveis da Fé Católica, a interpretação do Magistério da Igreja que cabe única e exclusivamente ao Romano Pontífice em conjunto com seus Bispos.

Os textos pastorais do Concílio Vaticano II carregam consigo o peso e a autoridade do colegiado de bispos ensinado em comunhão com o Pontífice Romano. Na Pastor Aeternus, a constituição dogmática do Vaticano I, sobre a Igreja, ver-se esta necessidade.

“[...] que o mesmo Pontífice Romano é o sucessor de S. Pedro, o príncipe dos Apóstolos, é o verdadeiro vigário de Cristo, o chefe de toda a Igreja e o pai e doutor de todos os cristãos; e que a ele entregou Nosso Senhor Jesus Cristo todo o poder de apascentar, reger e governar a Igreja universal, conforme também se lê nas atas dos Concílios Ecumênicos e nos sagrados cânones(...)devem-se sujeitar, por dever de subordinação hierárquica e verdadeira obediência, os pastores e os fiéis de qualquer rito e dignidade, tanto cada um em particular, como todos em conjunto, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao regime da Igreja, espalhada por todo o mundo,[...]”

Por fim, a Tradição Católica sustenta que devemos nos submeter ao Pontífice Romano em questões de disciplina e governo, o que engloba a aplicação pastoral da doutrina, e não meramente nas questões de fé e moral. Será que poderíamos ser católicos, a exemplo de Martinho Lutero, que, na Dieta de Worms, durante a Reforma no séc. XVI alegava e afirmava “Eu não aceito a autoridade dos papas e concílios porque eles se contradizem mutuamente”.

Hermenêutica da descontinuidade sobre o concílio.

Os tradicionalista possuem um conceito semantico equivocado sobre “Tradição” segundo eles a tradição é algo petrificado e imutável, confundem radicalmente Tradição com tradicionalismo. A verdadeiramente concepção católica de Tradição se expressa no Magistério Vivo da Igreja que conservando as verdades doutrinárias e essenciais da Fé, se adapta aos tempos, locais e costumes é obvio, sem se diluir com o humano mais em conformidade com o sagrado e tradicional com a solida doutrina, de modo a melhor transmitir estas verdades aos homens ensinando-os e santificandoos.

Por isto asseguram os tradicionalistas que o concílio foi uma Obra de Satanas, penetração do modernismo e relativismo, foi uma verdadeira ruptura com os concílios anterios, A Cont. Dogmatica Lumen Gentium, afirma, em nota anexa, que “tendo em conta a praxe conciliar e o fim pastoral do presente Concílio este sagrado Concilio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé”. Para os tradicionalistas, não houve nenhuma declaração de fé aberta deste tipo o é uma prova da intepretação dos mesmo sobre o concílio.

O Papa Bento XVI, em 2005 sobre este contexto especificou uma "justa hermenêutica" (ou interpretação), em oposição à hermenêutica tradicionalista ou neo-modernista, esta consiste na "justa [...] leitura e [...] aplicação" dos documentos conciliares pelo Papa, o Chefe da Igreja Católica. Ainda segundo Bento XVI, os católicos devem manter-se fiéis ao Magistério do Papa e à Igreja de hoje, que está precisamente expressa nos documentos deste Concílio. (The Ratzinger Report, San Francisco: Ignatius, 1985, 28-29, 31) com o passado, na criação de uma nova Igreja" (Dom Agostino Marchetto; Secretário do Pontifício

O Papa João Paulo II, em 1995, afirma que não há ruptura:

“Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o património da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. À distância de trinta anos [do Concílio], é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça” (Papa João Paulo II - L’Osservatore Romano, 15/10/95).

Bento XVI em 2005 em discurso ao clero.

“Quarenta anos depois do Concílio podemos realçar que o positivo é muito maior e mais vivo do que não podia parecer na agitação por volta do ano de 1968. Hoje vemos que a boa semente, mesmo desenvolvendo-se lentamente, cresce todavia, e cresce também assim a nossa profunda gratidão pela obra realizada pelo Concílio. [...] Assim podemos hoje, com gratidão, dirigir o nosso olhar ao Concílio Vaticano II: se o lemos e recebemos guiados por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja” ( Discurso de Bento XVI, no dia 22 de Dezembro de 2005).

“O Concílio Vaticano II foi um grande evento, síntese entre a tradição e a renovação que não é uma ruptura com o passado, na criação de uma nova Igreja" (Dom Agostino Marchetto; Secretário do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Roma 10 de Novembro de 2007).

A ‘crise na Igreja’ e os Papas pós-concíliares

O Papa Paulo VI lamentou as ambigüidades assim como João Paulo II que surgiram na Igreja, após o Concílio, perturbando a consciência de muitos fiéis e extenuando o vigor da Fé, invertendo e distorcendo os valores católicos e inacerbando a doutrina da Igreja. Em um de seus discurso ele disse:

"Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, sermos nós os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz [...]". "Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso ? Confiamos-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo" (Paulo VI, Discurso em 29 de Junho de 1972)

Como vemos alertou o Papa contra as nuvens, de tempestade, de escuridão causada pelas más inclinações de muitos membros da Igreja, sobre este tempo de relativização da fé, e da influencia e intervenção do Diabo em seu plano para destruir a Igreja. Podemos ver nessa constatação um efeito da "fumaça de Satanás", que poluiu os ambientes eclesiásticos, e um dos meios de autodemolição da Igreja, ou seja, de uma destruição por elementos que nEla se encontram instalados.

Discurso que Paulo VI fez a 7 de Dezembro de 1968:

"A igreja atravessa, hoje, um momento de inquietação. Alguns se exercem na auto crítica, dir-se-ia que até na auto demolição. É como se houvesse um revolvimento interior agudo e complexo, que ninguém teria esperado depois do Concílio. Pensava-se que haveria um florescimento, uma expansão serena dos conceitos amadurecidos na grande assembléia conciliar. Existe também esse aspeto na Igreja, existe o florescimento, mas... nota-se mais ainda o aspeto doloroso. A Igreja é golpeada também por quem faz parte dela".

Papa Paulo VI (Em entrevista ao filósofo francês, seu amigo, Jean Guittton):

"Neste momento, existe um abalo gravíssimo em questão de fé. Quando o filho do homem voltar, por ventura ainda encontrará fé sobre a Terra? Está acontecendo que se publicam livros onde a fé é amesquinhada em pontos importantes. E o episcopado cala-se, e não acha nada de estranho nestes livros. Isto é estranho para mim."

Papa Paulo VI (Ao mesmo amigo, Jean Guittto 08/09/1977):

"Neste momento há na igreja uma grande inquietação. O que está em questão é a fé! O que me perturba quando considero o mundo católico, é que, dentro do catolicismo, algumas vezes, parece predominar o pensamento não católico; pode acontecer que este pensamento não católico, dentro do catolicismo, amanhã seja uma força maior na Igreja".

Veja a confissão parece predominar “o pensamento não católico” como notar-se este pensamento, como o atual papa destacou é nada menos que a má interpretação sobre a fé que muitos cultivam como sendo pensamento católico, cabe ao Papa revigorar o catolicismo e alinhá-lo a uma justa interpretação não só do Vaticano II, mais de sua fé em nossos tempos. Como abaixo veremos o Papa João Paulo II também deu-nos pistas sobre “idéias contrárias as verdades reveladas” tão espalhadas hoje como se fossem testificadas de ortodoxia.

Papa João Paulo II em 1981

"É necessário admitir com realismo e sensibilidade, dolorosa e profunda, que hoje uma grande maioria dos cristãos, sente-se desnorteada, confusa, perplexa, e desiludida. A mãos cheias estão sendo espalhadas idéias contrárias as verdades reveladas, e ensinadas desde sempre. Estão sendo espalhadas heresias verdadeiras contra o credo e a moral, provocando confusão e revoltas solapando a liturgia, afundando num relativismo, intelectual e moral; na permissividade; caindo na tentação do ateísmo; agnosticismo, do iluminismo, de uma moral indeterminada, de um cristianismo sociológico, sem dogmas definidos e moral objetiva." ( 07/02/1981 - Oss. Rom)

Papa João Paulo II em 1980

"Queria pedir perdão em meu nome e no de todos vós, no episcopado, por qualquer motivo, por fraqueza humana [...] que possa ter provocado escândalo e mau estar, acerca da interpretação da doutrina e da veneração de vida para este grande sacramento, a santíssima eucaristia".(Quinta-feira Santa de 1980). Se, estão a interpretar a Eucaristia desta forma pensemos nos textos do Concílio.

Mas sobre a Igreja paira a promessa de Seu Divino Fundador: “As portas do Inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Mesmo com a apostasia, e confusão que fora utilizada pelo Tentador para destruir a Igreja.

A ‘justa hermenêutica da continuidade’ do Magistério, exortada por Bento XVI

A essa altura, é especialmente útil olhar para a tentativa de aplicação da doutrina do Concílio Vaticano II na prática pastoral e doutrinaria de forma coerente e continuada com o ensino da Igreja nos concílios passados como vem propondo Bento XVI a primeira constatação desta necessidade na Igreja aconteceu;

No Sínodo dos Bispos de 1985, que alarmou uma "ignorância não pequena de grande parte dos cristãos para com os conteúdos conciliares". Este sínodo também "afirmou que em muitos contextos o Concílio estava sendo usado de forma manipulada, conforme as necessidades das situações, ou seja, estaria sendo esvaziado de seu sentido original, perigo este não desprezível".

Logo, na Carta Apostólica; Tertio milennio adveniente de 1994, o Papa João Paulo II convidou a Igreja a "um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as componentes da Igreja, [e que] não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem conciliar passou para a vida, as instituições e o estilo da Igreja?".

O Papa João Paulo II, também em 1995, acrescentou também que o Concílio "não marcou a ruptura com o passado" e até "soube valorizar o património da inteira" Tradição católica. No ano 2000, ele disse ainda que "interpretar o Concílio pensando que ele comporta uma ruptura com o passado, enquanto na realidade ele se põe na linha da fé de sempre, é decididamente desviar-se do caminho" (Discurso do Papa João Paulo II no encerramento d congresso internacional sobre a atuação dos ensinamentos conciliares, 27 de Fevereiro de 2000).

Nesta mesma linha O Papa Bento XVI, em 2005, acrescentou também que "se [...] lemos e recebemos [o Concílio Vaticano II] guiados por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja". E esta "justa hermenêutica" (ou interpretação), em oposição à hermenêutica tradicionalista ou neo-modernista, consiste na "justa [...] leitura e [...] aplicação" dos documentos conciliares pelo Papa, o Chefe da Igreja Católica. Ainda segundo o atual papa, os católicos devem manter-se fiéis ao Magistério do Papa e à Igreja de hoje, que está precisamente expressa nos documentos deste Concílio. (The Ratzinger Report, San Francisco: Ignatius, 1985, 28-29, 31).

Nesta Indole, o Papa Bento em 8 de setembro de 2006 fundou canonicamente o Instituto Bom Pastor, como sociedade de vida apostólica de Direito Pontifício, conferindo a ele a missão primaria e carinhosa da recepção da Forma extraordinária do rito Latino, e promoção desta rica tradição litúrgica entre os fieis e também como caminho especial para os que voltarem a comunhão com Roma, e instituir paróquias pessoais para celebrar o rito Gregoriano seu rito próprio.

Além de conferir a missão a IBP segundo as palavras do Superior Geral do Instituto Bom Pastor, Pe. Philippe Laguérie, transcritas abaixo: de “sob a condução do Papa, pois somente ele pode fazer isso, de restabelecer a autenticidade da doutrina católica” ou seja o restabelecimento da “autêntica interpretação desse Concílio [Vaticano II]” em meio “Há questões teológicas pontiagudas, em particular aquelas concernentes ao Concílio Vaticano II”. Abaixo alguns trechos do discurso do Pe. Philippe no dia 10 de setembro de 2006. Alguns tradicionalistas salientam que bento XVI deu liberdade de se fazer criticas construtivas ao Vaticano II, mais pelo que podemos notar, não trata-se de criticas dadas a qualquer um, pois nem missão nossa é sim do Papa, que esta conduzindo a IBP como ajudante, para auxiliar em uma justa, e “autêntica interpretação” do Vaticano II.

“Há questões teológicas pontiagudas, em particular aquelas concernentes ao Concílio Vaticano II. Sobre este ponto nós temos a obrigação, também, o que é inesperado, de trabalhar, sob a condução do Papa, pois somente ele pode fazer isso, de restabelecer a autenticidade da doutrina católica”. (Superior Geral do Instituto Bom Pastor, Pe. Philippe Laguérie, em seu discurso proferido na igreja de Saint Eloi, dia 10 de setembro de 2006,)

“Quero dizer com essas palavras que tudo o que há de ambíguo, e até de falso, deve ser restabelecido por nós, tendo em vista dar por fim uma autêntica interpretação desse Concílio. O que supõe de outro lado que essa interpretação não existe totalmente ainda, e vou dar alguns exemplos: a liberdade religiosa fez escorrer muita tinta, vós o sabeis, e efetivamente, há coisas aparentemente e textualmente contraditórias com o Magistério precedente. O Papa Bento XVI, quando era ainda o Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, retificou essa doutrina, quando esteve na Argentina em 1988, por ocasião das sagrações feitas por Monsenhor Lefebvre”. (Superior Geral do Instituto Bom Pastor, Pe. Philippe Laguérie, em seu discurso proferido na igreja de Saint Eloi, dia 10 de setembro de 2006,)

“Eu não desejaria aqui entrar nos pormenores da Teologia, mas, enfim, eu vos citarei ainda um outro exemplo, o famoso, ‘subsistit in’. Está dito, no Concílio Vaticano II que a Igreja fundada por Cristo subsiste na Igreja Católica. Enquanto que a doutrina tradicional é evidentemente que a Igreja fundada por Cristo, é a Igreja Católica”.( Superior Geral do Instituto Bom Pastor, Pe. Philippe Laguérie, em seu discurso proferido na igreja de Saint Eloi, dia 10 de setembro de 2006,)

Código de Direito Canônico, aceitar ou rejeitar o concilio mesmo com seu caráter pastoral e doutrinal?

Por fim queremos ressaltar alguns dados do (CDC), pois dizem os Tradicionalistas que os documentos do Concílio ensinam erros que, nós mesmos não encontrados e que pelo fato do Concílio não ter sido dogmático, alega-se que é legítimo recusar seus ensinamentos “meramente pastorais”.

Ensina o Código de Direito Canônico:

Cân. 337 § 1. O Colégio dos Bispos exerce seu poder sobre toda a Igreja, de modo solene, no Concílio Ecumênico. § 2. Exerce esse poder pela ação conjunta dos Bispos espalhados pelo mundo, se essa ação for, como tal, convocada ou livremente aceita pelo Romano Pontífice, de modo a se tornar verdadeiro ato colegial.

Cân. 341 § 1. Os decretos do Concílio Ecumênico não têm força de obrigar, a não ser que, aprovados pelo Romano Pontífice junto com os Padres Conciliares, tenham sido por ele confirmados e por sua ordem promulgados. § 2. Para terem força de obrigar, precisam também dessa confirmação e promulgação os decretos dados pelo Colégio dos Bispos, quando este pratica um ato propriamente colegial, de acordo com outro modo diferente, determinado ou livremente aceito pelo Romano Pontífice.

O Concílio do Vaticano II foi Ecumênico, como explicamos logo, nele a Igreja exerceu seu poder maximo sobre toda Igreja foi convocado pelo Pontífice Romano, João XXIII conforme o cân. 337. Seus decretos foram confirmados e promulgados pelo Papa, logo tem poder de obrigar toda a Igreja, conforme o cân. 341, ao contrário do que ensinam os tradicionalistas. A confirmação de que toda Igreja também deve aceitar os ensinamentos não dogmáticos encontramos no cân. 752.

Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela.

Conclusão

Recordemos o ensinamento do Papa Gregório XVI, na sua encíclica Mirari Vos.

“Reprovável seria, na verdade, e muito alheio à veneração com que se devem acolher as leis da Igreja, condenar, somente por néscio capricho de opinião, a doutrina que foi por ela sancionada, na qual estão contidas a administração das coisas sagradas, a regra dos costumes e dos direitos da Igreja, a ordem e a razão dos seus ministros, ou então acoimá-la de oposicionista a certos princípios de direito natural, julgando-a deficiente e imperfeita, ou ainda sujeitando-a à autoridade civil. Constando, com efeito, como reza o testemunho dos Padres do Concílio de Trento (Sess. 13, dec. de Eucharistia in proem.).

Sobre a autoridade do Concílio Vaticano II, o valor dos seus documentos e a maneira de acolhê-los, assim explicou o Papa Paulo VI e vale mais uma vez repetir: “Dado o caráter pastoral do Concílio, ele evitou pronunciar de uma maneira extraordinária dogmas que comportassem a nota da infalibilidade, mas ele dotou seus ensinamentos da autoridade do magistério ordinário supremo; esse magistério ordinário e manifestamente autêntico deve ser acolhido dócil e sinceramente por todos os fiéis, segundo o espírito do concílio concernente à natureza e os fins de cada documento” (Paulo VI, audiência geral de 12 de janeiro de 1966).

A Congregação para a Doutrina da Fé, na Instrução Donum Veritatis, n. 17, de 24 de maio de 1990, assim nos instrui:

“Deve-se, pois, ter em mente a natureza própria de cada uma das intervenções do Magistério e o modo pelo qual é empenhada sua autoridade, mas também o fato de que todas procedem da mesma Fonte, isto é, de Cristo, que quer que seu povo caminhe na verdade plena. Pelo mesmo motivo, as decisões do Magistério em matéria de disciplina, embora não sejam garantidas pelo carisma da infalibilidade, não deixam de gozar também da assistência divina e exigem a adesão dos fiéis cristãos".

John Lennon J. da Silva
Apostolado S. Clemente Romano

Referencias:

[1] WIKIPEDIA. Concílio Vaticano II. Enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_Vaticano_II Acesso em: 26 julho 2010.

[2] LIMA, Alessandro. Pode um católico negar obediência ao Concílio Ecumênico do Vaticano II? Brasília: Apost. Veritatis Splendor: Disponível em: www.veritatis.com.br Acesso em: 27 junho 2007.

[3] ACIDIGITAL. Concílio Vaticano II não está aberto a interpretações livres, precisa autoridade vaticano. [Noticia do dia 10 de Novembro de 2007]. Disponível em: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=11933 Acesso em: 26 julho 2010.

[4] Arráiz, José Miguel. Apologia do Concílio Vaticano II. [tradução livre por John Lennon J. Da Silva] Disponível em: www.apologeticacatolica.org Acesso em: 10 janeiro 2010.

[5] Patrick Madrid e Pete Vere. O Vaticano II foi um concílio “meramente pastoral? [tradução Maite Tosta] Disponível em: http://sobrearochadepedro.blogspot.com/2010/03/o-vaticano-ii-foi-um-concilio-meramente.html Acesso em: 24 julho 2010.

[6] BRODBECK, Rafael Vitola. Algumas questões sobre o Instituto Bom Pastor. Disponível em: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0179 Acesso em: 22 julho 2010.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Os 7 Primeiros Concílios Ecumenicos da Igreja católica (I parte)

Concílios:



6.1 Sete Primeiros Concilios

Um dos acontecimentos mais sublimes na historia da Igreja católica é o acontecimento universal que liga todos os cristãos, os concílios, onde as lideranças da Igreja se reuniam, sempre velados pelo Papa de Roma chefe da Igreja cristã católica, e os demais Patriarcas orientais e Bispos, que sob o governo e luz, inpiração do Espirito Santo, tratavam de assuntos relacionados a aréa da fé cristã, sua prática seja ela Moral, Pastoral, Espiritual, ou Missiolaria, dentre os 21 Concílios realizados até agora nestes Dois Mil anos de cristianismo temos que destacar o 7 primeiros Concílios Ecumenicos, de grande inportacia para a Igreja cristã;

Estes foram os concilios que dogmatizarão, solidificaram e sistematizaram a Sã Doutrina de Deus revelada no Novo Testamento e acegurada pelos sucessores do apostolos os conhecido Pais da Igreja, guardas do deposito de fé a Tradição apostólica outro importante fato é que o desenvolvimento destes conseitos e primarias verdades da fé católica, aconteceram e foram enriquecidadas pelos Padres da Igreja que sempre estavam apoiando e doutrinando em geral corrigindo os ensinamentos pro-vindos do verbo de Deus Salvador por meio de seus Escritos, Obras e sua Reflexão seja ela lógica, espiritual, racionalista em geral filosófica,

Eles foram de bastante inportancia para as doutrinas que os cristãos católicos hoje seguem e práticam e sua Igreja prega e ensina devemos ir as raizes do cristianismo e esta nos braços daqueles que provaram, encararão e morreram pela Igreja de Cristo e por amor a Ele, Os Santos Padres da Igreja ou Pais da Igreja a qual tiveram grande atividade nestes Concílios até o fim do século VII.

Niceia I (325)


Assunto:condenar a heresia Ariana do presbítero Ário de Alexandria. Afirmava que o Filho é criatura do Pai, a primeira e a mais digna de todas, destinada a ser instrumentos para a criação de outros seres. Em virtude da sua perfeição, o Filho ou Logos poderia ser chamado “Filho de Deus”, O Bispo Alexandre de Alexandria reuniu um Sínodo local, contando cerca de cem Bispos, que condenaram a doutrina de Ário e dos seus seguidores em 318. A decisão foi comunicada a outros Bispos, inclusive ao Papa S. Silvestre. Ário, porém, conseguiu novos defensores para a sua causa o que tornou mais árdua a controvérsia. Diante dos fatos e acontecimentos o imperador Constantino, que em 324 vencera Licínio, tornando-se O único senhor do Império, resolveu intervir: tinha como assessor teológico o santo Bispo Ósio de Córdoba (Espanha).
Que Constantino enviou a Alexandria para aproximar Ário do Bispo Alexandre; a missão, porém, fracassou. Então Constantino resolveu convocar conjuntamente com o Papa de Romão concilio de Nicéia em 325, ao qual compareceram cerca de 300 Bispos, provenientes de todas as partes do mundo cristão; o Papa S. Silvestre, de idade avançada, mandou dois presbíteros seus representantes.
As discussões foram longas e agitadas. Por fim, os padres conciliares redigiram o Símbolo de Fé de Nicéia, que afirmava ser o Filho “Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, consubstancial (homoousios) ao Pai; por Ele foram feitas todas as coisas”. A palavra homoousios torna-se, de então por diante, a entrada fundamental para reta doutrina. Significava que o Filho é da mesma natureza (= Divindade) que o Pai; não saiu do nada como as criaturas, mas desde toda a eternidade foi gerado sem dividir a natureza divina. O Imperador Constantino tomou aos seus cuidados a defesa do Concílio ecumênico de Nicéia. Exilou Ário e quatro Bispos que não queriam aceitar, na íntegra, definição do Concílio. Condenou às chamas os escritos de Ário; seria punido quem os guardasse às ocultas e exilou-o junto a mais quatro Bispos que não queriam aceitar, na íntegra, definição do Concílio. Mais ainda não o levo-u extinção a heresia do mesmo, que a expandirá para outras regiões do oriente nestas que entraram em decadência e se extinguiram quase completamente.
Condenou-se a heresia que negava a dividade de JesusCristo, O Arianismo do presbítero Ário de Alexandria foi mais longe do que os pensadores anteriores: Noeto de Esmirna, e Sabélio.


Destaque: Santo Atanásio que escrareu e exprico a reta doutrina. E o Papa Libério.

Constantinopla I (381)

Assunto: Condenação da Heresia de Macedônio que negava a igualdade do Espirito Santo com o Pai e o Filho. Ele dizia; que o espirito era criatura de Deus, pois que acreditava que o Filho criatura do Pai tinha o Espírito Santo na conta de criatura do Filho; seria um dos espíritos servidores (cf. Hb 1,14), diferente da função Angelical apenas por gradação. S. Atanásio, ao combater o arianismo, defendeu também a divindade e a consubstancialidade do Espírito Santo. Por isto, um sínodo realizado em Alexandria em 362 reconheceu e confirmou a Divindade do Espírito Santo. Isto, porém, não bastou para dissipar os erros: de Macedônio, Bispo ariano de Constantinopla deposto em 360, era ferrenho adversário da Divindade do Espírito e sua divindade, reunindo, em torno de si um bom número de discípulos, que se chamavam macedonianos ou pneumatômacos (pneuma = espírito; máchomai = combater). Vários outros Sínodos rejeitaram a doutrina de Macedônio; o mesmo foi feito pelos padres capadócios. Mas o pronunciamento definitivo se deve ao Concílio de Constantinopla I realizado em 381: 150 padres, orientais e ocidentais, depois do afastamento de 36 macedonianos, condenaram o macedonianismo e, para explicitar claramente à fé católica, retomaram o artigo 32 do Símbolo de fé Niceno, que rezava apenas: “Cremos no Espírito Santo”; foram-lhe acrescentadas as palavras: “Senhor e Fonte de Vida, que procede do Pai, (mais tarde se definirá “e do filho”) adorado e glorificado juntamente com o Pai e o Filho, e falou pelos Profetas”.

O Bispo Apolinário de Laodicéia (Síria), 310-390, afirmava que em Cristo a natureza humana carecia de alma humana; tomava ao pé da letra as palavras de S. João 1,14: “O Lógos se fez carne”, entendendo carne no sentido estrito, com exclusão de alma. O Lógos de Deus faria às vezes de alma humana em Jesus, isto é, seria responsável pelas funções vitais da natureza humana assumida pelo Lógos.

Apolinário expôs suas idéias no livro “Encarnação do Verbo de Deus”, que ele apresentou ao Imperador Joviano e que os seus discípulos difundiram. Foram condenadas num sínodo de Alexandria em 362; depois, pelo Papa S. Dâmaso em 377 e 382 e, especialmente, por este Concílio de Constantinopla I (381).


S. Gregório de Nissa († 394) e outros autores da época lhe responderam mediante belo princípio: “O que não foi assumido pelo Verbo, não foi redimido” o que quer dizer: Deus quer santificar e salvar a natureza humana pelo próprio mistério da Encarnação ou pela união da Divindade com a humanidade (hipóstatica); se pois, a humanidade estava mutilada em Jesus, ela não foi inteiramente salva.

Assim teve origem o Símbolo de fé Niceno-Constantinopolitano, que refuta tanto a heresia Ariana quanto a Macedônia. Restava, porém, dirimir ainda uma dúvida: se o Espírito procede do Pai, como se relaciona com o Filho? A resposta foi vinda do Ocidente; todavia consistindo na formulação da própria doutrina. A qual os gregos, desde o século IV afirmam e ensinavam que o Espírito procede do Pai através do Filho, A Posição da Igreja latina que ensinava que o Espírito procede do Pai e do Filho (Filioque). Prevalece e foi na Espanha inserido ao Credo Niceno-constantinopolitano em 589 para refutação e explicação de fé contra os Heréticos que passará a ser oficialmente recitado, em todas as regiões de língua latina por posição da Autoridade Papal de governo também mais tarde contestada. Os gregos se recusam a aceitar tal inserção, e mais tarde acusam a Igreja de Heresia e ensino, contrario a Reta doutrina da Igreja pelo Patriarca Fócios, causando o cisma no ano de 1054.

Destaque; para os Santos teológos S. Basílio, S. Gregorio de Nissa e S. Gregorio Nazianzeno, Os chamados Padres Capadocios que escrareceram a doutrina da Trindade a qual sistemátizaram durante a vida a expricando-a, no Concílio de Constantinopla: S. Cirilo de Alexandria, S. Ambrósio, S. Hilario e S. Agostinho.


Efeso (431)

Assunto: Condenação da Heresia do Patriarca Nestório, ele Afirmava que o Lógos habitava na humanidade de Jesus como um homem se acha num templo ou numa veste; haveria duas pessoas, em Jesus uma divina e outra humana unidas entre si por um vinculo afetivo ou moral. Por conseguinte, Maria não seria a Mãe de Deus, (Theotókos), pois que em Jesus havia duas pessoas a humana e a divina, assim umas coisas eram feitas por Jesus-Deus e outras por Jesus-Homem. O concílo o refuta dizendo que; há duas naturezas em Jesus Cristo: uma Humana e outra Divina, Pessoas só há uma e não duas como o mesmo afirmava em seus ensinos, também negava-se a maternidade de Maria dizia-se que ela era Mãe de Cristo(Christokós); e Não de Deus ela teria gerado o homem Jesus, ao qual se uniu a segunda pessoa da SS. Trindade com a sua Divindade. foi ele condenado pelo Santo Concílio que definirá com grande penhor dos Padres da Igreja que Maria é Mãe de Deus, (Theotókos), o realizou-se em 431.

São Cirilo de Alexandria; era Bispo ardoroso. Este escreveu em 429 aos bispos e aos monges do Egito, condenando a doutrina de Nestório. As duas correntes se dirigiram ao Papa Celestino I, que rejeitou a doutrina de Nestório num sínodo regional de 430. Deu ordem a S. Cirilo para que intimasse Nestório a retirar suas teorias no prazo de dez dias, sob pena de exílio; Cirilo enviou ao Patriarca de Constantinopla uma lista de doze anatematismos que condenavam o nestorianismo. Nestório não se quis dobrar, pois que podia contar com o apoio do Imperador; Em 431, o Imperador Teodósio II, instado por Nestório, convocou para Éfeso o terceiro Concílio Ecumênico a fim de solucionar a questão discutida. S. Cirilo, como representante e enviado do Papa S. Celestino I abriu a assembléia diante de 153 Bispos. Logo na primeira sessão, foram apresentados os argumentos da literatura antiga favoráveis ao título Theotókos, que acabou sendo solenemente proclamado; daí se seguia que em Jesus havia uma só pessoa (e duas naturezas a Divina e Humana); Maria se tornara Mãe de Deus pelo fato de que Deus quisera assumir a natureza humana no seu seio.

Destaque: São Cirilo de Alexandria;



Calcedônia (451)


Assunto: A luta contra o Nestorianismo, que admitia em Jesus duas naturezas e duas pessoas, deu ocasião ao surto do extremo oposto, que é o monofisismo ou monofisitismo (“em Jesus há uma só natureza e uma só pessoa: a divina”). Desta tese foi Eutiques, Arquimandrita de Constantinopla: reconhecia que Jesus constava originariamente da natureza divina e da humana, mas afirmava que a natureza divina absorveu a humana, divinizando-a; após a Encarnação, só se poderia falar de uma natureza em Jesus: a divina. É como se Jesus não fosse responsável pelos atos humanos mas sua natureza divina. Esta doutrina tornou-se a heresia mais popular e mais poderosa da Antiguidade.

Eutiques foi condenado como herege no Sínodo de Constantinopla em 448, sob o governo do Patriarca Flaviano. Todavia não cedeu e reclamou contra uma pretensa injustiça a sua parte, pois tencionava combater o Nestorianismo, segundo ele. Conseguiu assim ganhar os favores da corte. Solicitado pelo Patriarca Dióscoro de Alexandria, Teodósio II Imperador convocou em 449 um novo Concílio Ecumênico para Éfeso, confiando a presidência do mesmo a Dióscoro, que era partidário de Estiques e dos seus ensinamentos. Dióscoro, tendo aberto o Concílio negou a presidência aos legados papais; não permitiu que fosse lida a Carta do Papa S. Leão Magno, que propunha a reta doutrina: Esse Concílio Herético de Éfeso proclamou a doutrina de Eutiques, mostrado assim que a Igreja sem sua cabeça visível e sem a comunhão eclesial velada pelo Papa, entra em decadência e usufruí de ensinos heréticos longo seja e cai. Exemplo foi este, pois bem;

Todavia os seus decretos foram de curta duração. Os Bispos de diversas regiões o repudiaram e protestaram como ilegítimo ou, segundo a expressão do Papa São Leão Magno, como “latrocínio de Éfeso”; a qual foi procurando e duramente lutou pelo concílio legítimo frente a este que tinha sido proclamado ilegalmente, pedia novo Concílio que de fato foi convocado após a morte de Teodósio II pela Imperatriz Pulquéria (irmã de Teodósio) e pelo general Marcião, sob instrução do Papa Leão Magno, em 450 Marcião foi feito Imperador e se casou com Pulquéria. O novo Concílio, desta vez legítimo, reuniu-se em Calcedônia, perto de Constantinopla, em 451; foi o mais concorrido e acirrado da Antiguidade, pois dele participaram mais de 600 membros, entre os quais três legados e autoridades papais. A assembléia rejeitou o “latrocínio de Éfeso”; depôs Dióscoro e aclamou solenemente a Epístola Dogmática do Papa São Leão a Flaviano; esta serviu de base a uma confissão de fé, que rejeitava os extremos do Nestorianismo e do Monofisismo, propondo em Cristo uma só pessoa e duas naturezas:

“Ensinamos e professamos um Único e idêntico Cristo... em duas naturezas, não confusas e não transformadas, não divididas, não separadas, pois a união das naturezas não suprimiu as diferenças; antes, cada uma das naturezas conservou as suas propriedades e se uniu com a outra numa Única pessoa e numa Única hipóstase”.

Concluindo que “as duas naturezas em Cristo não se misturam nem confundem, mas cada qual exerce a sua atividade própria em comunhão com a outra; assim Cristo teve realmente fome, sede e cansaço, como homem, e pôde ressuscitar, mortos como Deus.”.



Destaque: S. Leão Magno.


Contantinopla II (553)

Assunto: condenação da Imperatriz Teodora e da heresia monofisista que pregava, este concílio realizou-se em 553 essa Heresia já havia sido, condenada anteriormente.

O encerramento do Concílio de Calcedônia não significou a extinção do monofisismo. Além da atração que esta doutrina exercia sobre os fiéis (especialmente os monges), propondo´lhes a humanidade divinizada de Cristo como modelo, motivos políticos explicam essa persistência da heresia; com efeito, na Síria e no Egito certos cristãos viam no Monofisismo a expressão de suas tendências nacionalistas, opostas ao helenismo e à dominação bizantina. Por isto os monofisitas continuaram a lutar contra o Imperador, que havia exilado Dióscoro e Eutiques e ameaçado de punição os adeptos destes: ocuparam sedes episcopais; inclusive a de Jerusalém (ao menos temporariamente).

O Século VII a situação se agravou, pois os muçulmanos ocuparam a Palestina, a Síria e o Egito, impedindo a ação de Bizâncio em prol da ortodoxia nesses países. Em conseqüência, os monofisitas foram constituindo Igrejas nacionais: a Armena, a Síria, a Mesopotâmica, a Egípcia e a Etíope, que subsistem até hoje com cerca de 10 milhões de fiéis. Desta que suas vertentes, negam o monofisismo e hoje têm comunhão com Roma como, por exemplo;

Igreja Greco-Católica Melquita (1726) Igreja Católica Siríaca (1781) Igreja Católica Arménia (1742) Igreja Católica Copta (1741) Igreja Católica Siro-Malabar (1599) Igreja Católica Etíope (1846).



Contantinopla III (680)

Assunto: Condenação da Heresia do Patriarca Sérgio Ele ensinava que em Jesus havia somente a Vontade Divina. E essa Heresia ficou conhecida como; Monotelismo.o que diferencia esta Heresia da anterior é que aqui acredita-se que das duas vontades de Cristo, uma se sobrepunha, extingui-se a vontade Humana quando o verbo encarnou-se, a unica é a Divina;

Extremo oposto, que é o monofisismo ou monofisitismo mais a Igreja por forte posição decrará; o Cocílio poremnegou e ensinou; em Jesus há duas Vontades a divina e a humana. O Concílo realizou-se em 680.




Niceia II (787)

Assunto: Condenação da Herésia Iconoclastas. Que destrui-á Imagens, Ou seja dá condenação das Imagens feitas pelo Imperador Leão III (717 a 741)que a começou-a, e assinou um decreto condenando o uso de Imagens e o culto a Virgem e aos Santos, junto com seu filho, Constantino V fechou conventos, confisscou bens do clero, realizou desfiles rídicularizando Monges e Padres no Hipódromo foi cruel sua perseguição contra a Igreja Oriental.

Isto causou revoltas por todo o Imperio e pela Cristandade Ocidental e Oriental mas também pelo povo. O Concílio aconteceu no ano de 787 e condenou tal herésia formulando a doutrina já usada e confirmada pelo Concílio que designava culto as Imagens. Aos Santos e a Virgem Santíssima, mais tarde tal culto é extendido e restabelecido com a ajuda da Imperatriz Irene. No oriente desenvolve-se e se solidifica a doutrinA Iconográfica dos (Ícones).