Mostrando postagens com marcador Comentários diversos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comentários diversos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pe. Paulo Ricardo libera comunicado sobre fatídicas calúnias

Por John Lennon J. da Silva
Acompanhando os desdobramentos que se seguiram as calúnias que foram orquestradas por clérigos e religiosos, 27 ao total da Arquidiocese de Cuiabá/MT, contra o Revmo. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior, fato que todos sabem foi noticiado aqui em nosso site, venho informar a todos(as) os leitores(as), com um pouco de atraso, me perdoem; que o caríssimo sacerdote liberou em seu site um comunicado a respeito do assunto e de sua postura com relação as acusações que foram levantas contra sua pessoa, e os trabalhos que por eles são organizados. Abaixo repasso na integra o texto do comunicado dado pelo Pe. Paulo Ricardo aos seus amigos e leitores.
Continuemos a rezar incansavelmente por este digníssimo sacerdote para que tudo se encaminhe para paz e conforme os desejos de Deus. Exultemos no Senhor pela participação de mais de 13 mil católicos(as) que assinaram a petição pública de apoio ao Padre Paulo Ricardo.

Queridos irmãos,
Após as recentes manifestações ao redor de minha pregação no dia 20 de fevereiro de 2012, durante o 26º Vinde e Vede, pedi ao senhor Arcebispo para me ausentar de Cuiabá durante esta semana e procurar conselho espiritual e assistência jurídica.
Agora que o senhor Arcebispo se manifestou super partes no sentido de paz e de reconciliação, sinto o dever de comunicar o seguinte:
1) Lamento que as minhas palavras tenham sido mal interpretadas;
2) Penso que seja esclarecedor que as pessoas levem em consideração as circunstâncias da pregação. Aquele dia do encontro era voltado para a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano, fundado em 1972 pelo Padre Stefano Gobbi. O áudio de toda a pregação foi postado na internet, link aqui, e nele se pode notar o contexto em que aquelas palavras foram pronunciadas. Note-se, por exemplo, que me incluo sempre entre os padres pecadores e que a finalidade daquelas palavras era levar as pessoas à oração pela santificação dos sacerdotes. É sabido que um dos principais carismas do Movimento Sacerdotal Mariano é a oração pela santificação dos sacerdotes;
3) Sem querer acrescentar uma ferida àquelas já abertas, mas também sem dissimular minha posição, devo atestar que não me reconheço na imagem que foi apresentada de minha pessoa, de meu pensamento e de meu ministério;
4) Reconheço que as pessoas têm o direito de questionar a prudência e a oportunidade de uma pregação como aquela. Não tenho pretensão de estar sempre certo em minhas decisões práticas. Mas continua sendo minha opinião, aberta ao questionamento e à revisão, que seja uma verdadeira caridade para com os fiéis adverti-los para o fato de que a Igreja luta atualmente contra uma crise do clero. Sou da posição que, neste caso, o escândalo do silêncio seria muito maior do que a sincera e honesta admissão do problema, por doloroso que isto seja;
5) Que esta crise do clero não atinja todos os padres, com ou sem batina, me parecia uma coisa tão óbvia, que não achei necessário comentar. Mas prometo ser mais cauteloso no futuro. É evidente que eu não tinha pretensão de expor naquela breve palestra toda minha visão a repeito do atual estado do clero católico. Creio que os numerosos fiéis que me acompanharam nestes 20 anos de ministério viram em mim um padre que, reconhecendo os próprios pecados, procura amar a Igreja em geral e o sacerdócio em particular. Foi à formação de irmãos no sacerdócio que dediquei as melhores energias de minha vida;
6) É importante também ressaltar que de minha parte não pretendo divulgar os nomes dos 27 signatários da carta. Cumpre porém ressaltar o seguinte: não é verdade que o clero incardinado em Cuiabá se revoltou em massa contra minhas posições. Para uma mais exata avaliação da realidade divulgo apenas que são 5 padres diocesanos incardinados em Cuiabá, 5 em outras circunscrições e 17 religiosos;
7) Quanto à reconciliação e à restauração da justiça, serão dados passos pastorais e, se necessário, jurídicos. Mas não creio que a internet seja o lugar apropriado para este caminho de reparação. Sei que nos tempos do Big Brother, do Twitter e do Facebook minha visão pode parecer antiquada. Peço, no entanto, que compreendam minha opção de silêncio, ao menos até a solução final que, uma vez alcançada, comunicarei aos amigos;
8) Esta comunicação não seria completa sem que terminasse num agradecimento de coração pelos inúmeros e variados sinais de amizade, confiança e solidariedade que recebi. A todos um sincero e comovido “Deus lhes pague!”
Nestes dias, o nosso site recebeu um número imenso de mensagens oferecendo apoio de toda espécie: orações, jejuns, sacrifícios e provas sinceras de amor e estima. Meu celular não parava de tocar e de receber SMS. Foram literalmente milhares de fiéis, centenas de sacerdotes, alguns bispos e amigos de várias proveniências (um bispo anglicano, vários pastores evangélicos, cristãos em geral e até agnósticos!).
Uma palavra especial para os inúmeros blogs e páginas da internet que manifestaram o seu apoio. Com toda sinceridade não sei como expressar o peso da gratidão a não ser reconhecendo que lhes sou muito obrigado.
Agradeço ao meu Arcebispo pela paciência e o carinho paterno manifestado a ambas as partes envolvidas neste triste episódio.
Quanto a meus pais e minha família… não tenho palavras. No céu vocês verão o meu coração.
Espero poder corresponder, com a graça de Deus, a toda esta expectativa. Asseguro que todos estão muito presentes em minha Eucaristia diária. Continuemos unidos na gratidão a Deus, à Virgem Maria, aos anjos e aos santos de nossa devoção. Continuem a interceder por esta nossa luta e que Deus abençoe a todos.
Várzea Grande, 11 de março de 2012.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

terça-feira, 6 de março de 2012

Padre Paulo Ricardo enfrenta perseguição!

Por John Lennon J. da Silva.

Queridos leitores(as) do nosso site, hoje fiquei a saber pelas redes sociais sobre a divulgação de uma “carta aberta” [confiram] contra o Revmo. Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Junior, a carta foi segundo informações assinada por alguns religiosos e membros do clero arquidiocesano de Cuiabá e integrantes de outras dioceses mato-grossenses, No Estado em que o Pe. Paulo Ricardo exerce suas funções sacerdotais e também seu longo apostolado intelectual, além de também ministrar aulas em diversos seminários de formação de sacerdotes no Mato Grosso.
O conteúdo é absurdamente estarrecedor, são levantadas muitas críticas ao conhecidíssimo Pe. Paulo que têm além de trabalhos de catequese pela internet, também têm participado em diversos momentos de pregações, missas e programas da TV Canção Nova.
Na carta menciona-se o sacerdote como “um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado”, “homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas” e “dono de uma personalidade no mínimo controversa”.
Como querido pelos escritores da carta solicita-se o afastamento do padre e de suas atividades docentes nos seus diversos âmbitos, inclusive entre os “meios de comunicação social”. Pedido segundo os editores da carta fundado na falta de “saúde mental para ser formador de futuros presbíteros”, da parte do Pe. Paulo Ricardo.
O motivo de toda esta raiva é logo inicialmente trazido a tona na carta: Trata-se das palavras sãs e realistas do querido sacerdote durante o evento “Vinde e Vede”, que aconteceu em Cuiabá/MT. Neste ano foi comemorado a 26º edição do mencionado evento, nele estiveram presentes diversos pregadores entre eles, o Pe. Paulo Ricardo que durante a festa realizou uma brilhante e consternadora pregação destinada aos maus filhos da Igreja. Na carta é divulgado um trecho da palestra, que foi proferida pelo Padre. Divulgamos também um vídeo que registrou parte da mesma palestra; sugiro que os leitores assistam clicando aqui:
Abaixo transcrevo um comentário do escritor católico  Everth Queiroz Oliveira, retirado seu site:
“O que há de mais nas palavras de padre Paulo? Bom, qualquer examinador ortodoxo não veria nada absurdo em seu discurso, mas há quem fique incomodado com as verdades proferidas pelo sacerdote. Afinal, padre Paulo fala de “padres [que] foram tomados completamente pelo espírito do mundão”, de “padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina”, de “padre que deixou de ter fé”, de padres que fazem do pecado um apostolado, um modelo de vida. Todos estes exemplos não são coisas fantasiosas, criadas pela imaginação de padre Paulo. Estes exemplos são reais… E as palavras de Nossa Senhora ao Pe. Stefano Gobbi servem para ilustrar a triste situação na qual caíram muitos consagrados do nosso tempo: “Quantas são as vidas sacerdotais e religiosas que se tornaram áridas pelo secularismo que as possui completamente”.

Diante deste episodio ridículo, que não é mais do que um pretenso ataque a figura pública do Pe. Paulo Ricardo no Brasil. Provavelmente o ataque deve vir de simpatizantes da Teologia da Libertação, chamada de “heresia singular”, como disse certa vez o atual papa Bento XVI, quando era cardeal. Fato típico deve também ter sido movimentado, por conta, dos trabalhos e conscientização católica que têm promovido o Pe. Paulo Ricardo entre os fieis católicos. Como não seria diferente o Pe. Paulo Ricardo por sua coragem e ortodoxia quanto à fé católica, esta propenso a críticas das mais variadas e alheias, mas críticas tão descabidas e centradas no argumento “ad hominem”, só podem ter surgido da mentalidade distorcida e de má fé de progressistas.

Sendo assim muitos católicos estão se solidarizando com o trabalho e com a pessoa do Pe. Paulo Ricardo, não só através de suas orações mais também estão organizando-se e assinando uma “petição pública em apoio ao padre Paulo Ricardo”. Convoco todos os leitores(as) e admiradores do Pe. Paulo Ricardo e os bons católicos da rede à assinarem tal petição.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pe. Paulo Ricardo fala sobre o neo-paganismo e a mídia antireligiosa

Por John Lennon J. da Silva

No programa Parresía desta semana chamado de “Rock in Rio e o orgulho dos porcos”o Pe. Paulo Ricardo abordou um tema que parece andar despercebido aos olhos do cristão o neo-paganismo travestido de novas práticas e abordagens. O Pe. Paulo Ricardo parte da parábola do filho prodigo para falar da situação e da realidade que é vivida por milhares de pessoas que andam a recusar a religião e colocar seus olhos no que satisfaz e auto promovem o homem e sua misérias através do que antes era pecado e hoje reesignificou-se em normalidade.

O Pe. Paulo Ricardo traz aos olhos de muito um evento que parece não possuir nenhum risco aos cristãos, mas que na verdade promove o ego humano e a sua vanglória em quer libertinagem, imoralidade e o erro. Também no vídeo ele demonstra como na perspectiva da mídia estas coisas são exaltadas e a religião ficou a margem da margem de tudo.

Então repasso a todos os leitores este vídeo. Espero que tirem bom proveito das sábias palavras do Pe. Paulo Ricardo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cristianismo e Racionalismo

Por G. K. Chesterton.

Um amigo, o Sr. George Haw, pediu-me para expor, em um ou dois artigos, que pudessem ser inseridos no Clarion, minha crença geral na verdade do Cristianismo. Não fingirei nenhuma relutância em fazê-lo; mas eu não deveria fazê-lo antes de oferecer ao Sr. Blatchford nossa gratidão e o que é melhor que isso, nossos parabéns, a respeito do seu gesto tão generoso de ter publicado até mesmo seu periódico nas mãos de seus oponentes religiosos. Ao fazer isto, ele ganhou, numa generosa desinconsciência, um ponto autêntico.

Receio que a maior parte das terríveis revelações sobre o mal Cristão, não o da ignorância, me afetam tão gravemente quanto deveriam. Quando ouço que um professor Alemão encontrou a quadracentésima origem precisa do protoplasma, tento, em vão, sentir entusiasmo; quando leio que os selvagens pintam de verde suas faces para agradar os fantasmas (e assim por diante), não tenho nenhum sentimento além de simpatia e um vago prazer. Ambos o professor e o selvagem de cara verde parecem, para mim, estar fazendo a mesma coisa: caindo na influência desse brilhante impulso que leva os homens a fazer algo grandioso com coisas completamente inúteis.

Mas tais coisas não fazem muita diferença da minha visão a respeito do Cristianismo. Em toda essa controvérsia, senti algo forte, que de fato atingiu o Cristianismo prático; penso ser um bom argumento; acho que é um argumento terrível. Trata-se do fato de esta controvérsia estar sendo conduzida num jornal não Cristão. Certamente é um ponto marcado justamente contra a religião, pois as pessoas que parecem ser mais interessadas nela são justamente as pessoas que acreditam ser ela uma fraude. Portanto, acho que a generosidade do Sr. Blatchford, como toda generosidade, é profundamente filosófica e sábia.

Eu nem o acuso, como alguns fizeram, de discuti-lo prolixamente. Como o assunto é a natureza do Universo, fica necessariamente tão grande quanto o Universo, tão rico quanto o Universo, e, posso acrescentar, tão divertido quanto o Universo.

Na verdade, imagino que deve existir algo como a Imortalidade, para que eu e o Sr. Blatchford simplesmente tenhamos tempo pra discutir se é verdade.

Antes de resumir meu ponto de vista, há algo a dizer no qual não posso evitar uma nota pessoal. Comecei a perceber que meu modo de falar nestes assuntos parece a muita gente uma indicação de que sou leviano ou imperfeitamente sincero. Pois, na realidade, estar mais convicto neles que na existência da lua me deixa pesaroso; mas busco ver a naturalidade do erro e como ele surgiu nas pessoas quando expulsas da atmosfera Cristã. O Cristianismo é em si tão alegre que enche seu possuidor de certa exuberância boba, a qual os tristes e exultantes Racionalistas podem razoavelmente compreender mal, por simples tolice ou blasfêmia; como seus protótipos, os tristes e exultantes Estoicos da velha Roma, eles fizeram da alegria Cristã palhaçada e blasfêmia.

Esta diferença conserva bom todo lugar, desde a fria arquitetura Pagã e as sorridentes gárgulas da Cristandade, até o absurdo multicolorido das Idades Médias e o sujo vestido deste século Racionalista. E se o Sr. Blatchford deseja saber porque deveríamos estar surpresos se o Duque de Devonshire andou com uma perna vermelha e outra amarela (como um nobre também o faria no século XIII), posso obsequiosamente informar-lhe que isto acontece por decadência de nossa fé. Em lugar nenhum na história existiu qualquer brilho popular ou alegria sem religião.

A primeira de todas as dificuldades que tenho em debater com o Sr. Blatchford é simplesmente esta: estarei andando prodigiosamente sobre sua base. Meu compêndio predileto de teologia é “Deus e minha Vizinhança”[2] mas não posso dizê-lo em detalhes. Se dei cada uma das minhas razões pra ser Cristão, elas seriam, em grande número, as mesmas que o Sr. Blatchford tem pra não ser.

Por exemplo, o Sr. Blatchford e sua escola assinalam que existem muitos mitos paralelos aos da estória Cristã; que existiram Cristos Pagãos, Índios Pele-Vermelha, Crucificações Patagonianas, e tudo isso eu conheço e aprecio. Mas o Sr. Blatchford não vê o outro lado deste fato? Se o Deus Cristão realmente gerou a raça humana, não tenderia a raça humana a divulgar os boatos e depravações do Deus Cristão? Se o centro de nossa vida é um fato, não estariam as pessoas longe do centro tendo uma versão confusa de tal fato? Se em nossa condição precisamos de que nos livre o Filho de Deus, seria estranho que os Patagônicos devessem sonhar com um Filho de Deus?

A posição Blatchfordiana na verdade equivale a isto: algo vem impressionando, como provável ou necessário, milhões de pessoas diferentes, logo, isto não pode ser verdadeiro. E depois, este tímido ser, ocultando seus próprios talentos, acusa o miserável G. K. C. de paradoxo! Gosto do paradoxo, mas não estou preparado pra dançar segundo o Nunquam ou encantar a quem aponta para a humanidade a clamar por algo - para ela apontando desde tempos imemoriais - como uma prova de que o objeto apontado não deve estar lá.

A estória de um Messias é muito comum em lendas e na literatura. Assim é a estória de dois amantes separados pelo Destino. Assim é a estória de dois amigos se matando por uma mulher. Mas isto seria mantido seriamente pelo fato de serem essas duas estórias comuns como lendas, embora nenhum dos dois amigos estivessem separados pelo amor ou nenhum dos dois amantes pelas circunstâncias? Certamente, é razoavelmente natural que estas duas estórias sejam comuns, pois nelas a situação é humana e intensamente provável e nossa natureza é feita como que para torná-las quase inevitáveis.

Por que não seria nossa natureza criada como que para para tornar certos eventos espirituais inevitáveis? Em todo o caso, é claramente ridículo tentar refutar o Cristianismo pela quantidade e variedade dos Cristos Pagãos. Você pode também pegar o número e variedade de esquemas ideais de sociedade, d'A República' de Platão ao 'Novas de lugar nenhum' de Morris, da 'Utopia' de More à 'Merrie England' de Blatchford, e depois tentar provar partindo delas que a humanidade nunca pode alcançar uma condição social melhor. Se fazem algo, é claro, trata-se do oposto disso; sugerem uma tendência humana que se dirige a um mundo melhor.

Assim, em primeira instância, quando os céticos estudados vem dizendo, “tem certeza de que os Kaffirs tem uma estória de Incarnação?” Devo replicar: “Falando como um leigo, não posso saber. Mas falando como um Cristão, devo estar muito impressionado se não tiverem.”

Tomemos um segundo exemplo. O Secularista diz que o Cristianismo foi ascético e sombrio, e aponta para a procissão de santos austeros e ferozes que abandonaram seus lares e sua felicidade e largaram a saúde e o sexo. Mas nunca parece ocorrer a ele que a esquisitice e plena sujeição deles muito faz parecer que houvesse realmente algo real e sólido naquilo pelo qual se doaram. Cederam à todas as experiências humanas por uma sobre-humana. Eles podem ter sido perversos, mas parece que aquela experiência ocorreu.

É perfeitamente defensável que esta experiência, tanto quanto a bebida, é perigosa e egoísta. Um sem-teto que anda maltrapilho, disposto a ter visões, pode ser tão repugnante e imoral quanto um sem-teto que anda maltrapilho, disposto a beber conhaque. É uma postura bastante razoável. Mas dizer que o que não é claramente uma postura razoável não estaria muito longe, na verdade, de ser uma postura insana, seria dizer que o desleixo, a indigência e o penoso aviltamento do homem provaram que não existia conhaque.

É precisamente o que tenta afirmar o Secularista. Tenta provar que não há como pensar na experiência sobrenatural como algo pelo qual as pessoas doaram tudo. Tenta provar que isso não existe demonstrando que existem pessoas que vivem desmotivadas.

De novo, posso docilmente perguntar: “De quem é o paradoxo?” O frenético rigor desses homens pode, é claro, mostrar que aquelas foram pessoas excêntricas que amaram a infelicidade pra seu próprio bem. Mas parece mais de acordo com o bom senso supor que eles tinha realmente descoberto o segredo de algum poder ou experiência real a qual foi, como vinho, uma terrível consolação e uma alegria solitária.

Assim, em seguida, num segundo exemplo, quando o cético culto diz pra mim: “Santos Cristãos deixaram amor e liberdade por tal êxtase do Cristianismo," eu deveria replicar: "Foi um grande erro deles. Mas, tendo alguma noção do êxtase do Cristianismo, eu deveria estar surpreso se não houvessem deixado.”

Tomemos um terceiro caso. O Secularista diz que o Cristianismo fomentou desordem e crueldade. Ele parece sugerir que isto prova ser mal o Cristianismo. Mas eles podem provar o contrário. Homens cometem crimes não somente por coisa más, mas frequentemente por coisas boas. As coisas ruins podem ser desejadas tão apaixonada e persistentemente quanto as boas, mas apenas homens muito excepcionais desejam coisas muito anormais e más.

A maior parte do crime é cometida porque, devido a alguma complicação peculiar, muitas coisas belas e essenciais residem nalgum perigo. Por exemplo, se quisermos acabar com o roubo e com a burla com apenas um golpe, a melhor coisa a fazer seria acabar com as criancinhas. As criancinhas, que são a coisa mais linda do mundo, têm sido o subterfúgio da selvageria e a origem da crise financeira da terra. Se pudéssemos abolir o amor romântico ou monogâmico, novamente o país seria dotado de assizes[3] de donzelas. E se em alguma parte da história massas de homens comuns e amáveis se tornaram cruéis, isto, quase com certeza, não significa que eles estão servindo a algo tirânico em si mesmo (por que deveriam?), mas que, quase com certeza, aquilo que racionalmente valorizam está em perigo, como o alimento de seus filhos, a pureza de suas mulheres ou a independência de seus países. E quando algo se coloca diante deles que não só seja extremamente valioso, mas suficientemente novo, o súbito pressentimento, a chance de ganhar ou perder, guia sua loucura. Isso tem, na vida moral, o mesmo efeito que tem a descoberta do ouro na economia do mundo. Isso inverte os valores e cria uma espécie de ímpeto cruel.

No caso dos exemplos religiosos não precisamos ir tão longe. Quando as doutrinas modernas de irmandade e liberdade foram pregadas na França no século XVIII, o tempo era oportuno a elas, em todo lugar as classes cultas a elas aderiram, de modo considerável o mundo as acolheu. E mesmo com todo aquele aparato e aquela abertura foram incapazes de prevenir o rebento da raiva e a agonia que cumprimentam tudo o que é bom. E se o lerdo e cortês pregador da fraternidade racional numa era racional acabou nos massacres de Setembro, que grande a fortiori temos aqui, não? Qual seria, provavelmente, o resultado da queda brusca de uma verdade terrivelmente perfeita num século terrivelmente mal? O que aconteceria se um mundo tão simples quanto o de Sade[4] fosse confrontado com um evangelho tão puro quanto o de Rousseau?

O mero arremesso do seixo polido da República Idealista no lago artificial da Europa do século XVIII produziu um borrifo que parecia respingar os céus, produziu também a tempestade que afogou dez mil homens. O que aconteceria se uma estrela realmente caísse do céu na sangrenta e pegajosa piscina de uma humanidade decaída e desesperada? Os homens varreriam uma cidade com a guilhotina e um continente com o sabre, porque a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade foram preciosas demais pra ser perdidas. Como aconteceria com o Cristianismo, então, quando este era ainda mais enlouquecedor pelo simples fato de ser ainda mais precioso?

Mas por que deveríamos relembrar o momento em que Aquele que conheceu a natureza humana como ela realmente pode ser conhecida, desde pescadores e mulheres a pessoas naturais, viu, da sua pacata vila, o caminho desta verdade através da história, e, ao dizer que Ele veio trazer não a paz mas a espada, colocou eternamente Seu colossal realismo contra o eterno sentimentalismo do Secularista?

Assim, já no terceiro caso, quando o cultíssimo cético dissesse: “O Cristianismo produziu guerras e perseguições,” deveríamos responder: “Naturalmente.”

E, por fim, permita-me tomar um exemplo que me leva diretamente ao assunto geral que desejo discutir até o fim do percurso dos artigos pelos quais sou responsável. O Secularista constantemente assinala que as religiões Hebraica e Cristã surgiram como problemas locais; que seu deus era um deus tribal; que elas deram a ele forma material e o anexaram a lugares específicos.

Este é um exemplo excelente das coisas que eu deveria usar pra salientar a validade da experiência Bíblica, se estivesse conduzindo uma campanha detalhada. Pois se existem realmente seres mais elevados que nós e se eles, de algum modo estranho, nalguma crise emocional, realmente revelaram-se a rústicos poetas ou sonhadores de tempos singelos, então aquele povo rústico deveria realmente considerar provinciana a revelação e ligá-la a colina específica ou ao rio específico onde ocorreu, e me parece que isso é o que qualquer ser humano racional esperaria. Isso tem uma aparência muito mais verossímil do que se eles houvessem falado de filosofia cósmica desde o início. Se houvessem, eu deveria ter desconfiado do “sacerdócio,” das falsificações e do Gnosticismo do século III.

Se esse tal de Deus existe, se pode falar com uma criança, e se, de fato, falasse com uma criança no jardim, é claro que ela iria dizer que Deus morara no jardim. Não posso pensar que isso é pouco provável por esse motivo. Se a criança dissesse: “Deus está em todo canto: uma essência intocável que permeia e apoia todos os componentes do Cosmos de igual modo" – digo que se o infante me falasse isso com os termos acima, eu pensaria que era muito provável que tratava-se mais da governanta do que de Deus.

Se Moisés tinha Deus como uma Energia Infinita, eu estaria certo de que ele não via nada de extraordinário. Se dissesse que Deus era uma Sarça Ardente, penso que aí sim ele viu algo extraordinário. Pois qualquer que seja o Segredo Divino, e se tem ou não quebrado limites às vezes (como acreditam todas as pessoas) ou surgido no nosso trabalho, pelo menos isto está bem longe dos pedantes e suas definições, e mais próximo das almas admiráveis de pessoas sossegadas, de seu amor à região nativa e da beleza dos arbustos.

Então, em última instância (fora as cem que poderiam ser tomadas), chegamos ao mesmo lugar. Quando o cético instruído disser: “As visões do Antigo Testamento foram provincianas, rústicas e grotescas,” diremos: “Claro! Elas foram reais.”

Então, como eu dizia no início, me encontro, pra começar, face a face com uma dificuldade: mencionar as razões pelas quais acredito no Cristianismo é, em muitos casos, o mesmo que repetir aqueles argumentos que o Sr. Blatchford, estranhamente, parece considerar argumentos contra ele. Seu livro é realmente rico e eficaz. Ele sem dúvida levantou essas quatro armas formidáveis das quais falei. Não tenho nada a dizer contra o tamanho e munição dessas armas. Só acho que por algum acidente no arranjo ele apontou a culatra daquelas quatro peças de artilharia para mim, e as bocas para si mesmo. Se eu não fosse tão compassivo, eu devia dizer: “Senhores da Guarda Secularista, o primeiro disparo.”

E digo mais: o Sr. Blatchford, por uma razão ou outra (possivelmente falta de espaço), negou explicar todos os argumentos para o Cristianismo. E, estranhamente, os dois ou três argumentos que ele resolveu ocultar são os realmente essenciais e vitais. Sem eles, mesmo os quatro fatos excelentes, que ele e eu temos, respectivamente, explicado, podem parecer superficiais e ininteligíveis.

Por que muitos de vocês não aceitarão minhas explicações? Obviamente, na simples lógica, elas são tão lógicas quanto as do Sr. Blatchford. É razoável, em suma, que a verdade deveria ser distorcida tanto quanto a mentira; é razoável, suponho, que os homens devem ser mortos por fome e pecado, mas mais por um real benefício que por um benefício inexistente. Você não irá acreditar nisto porque você tá armado até os dentes, e abotoado até o queixo, com a grande Ortodoxia Agnóstica, talvez a mais plácida e perfeita das ortodoxias do meio termo. Você daria mais crédito a um Sócrates que foi um espião Governamental do que a um Sócrates que ouviu a voz de seu Deus. Você poderia pensar mais facilmente ter Cristo assassinado Sua mãe, que ter tido Ele uma energia psíquica da qual nada sabemos. Então eu me achegaria a você reverente e corajoso, como a um tribunal de bispos.
Notas:

[1] Jornal inglês.

[2] Livro de Robert Blatchford.

[3] Processos judiciários.

[4] Donatien Alphonse François de Sade, o Marquês de Sade, foi um aristocrata francês e escritor libertino.

Fonte:

CHESTERTON, G. K. Cristianismo e racionalismo. [título original: Christianity and Rationalism, tradução de Wendy A. Carvalho]. Site Chesterton Brasil. Disponível em: http://chestertonbrasil.blogspot.com/2011/09/cristianismo-e-racionalismo.html Acesso em: 13 Setembro 2011.

domingo, 22 de maio de 2011

Linguagem e Epistemologia em São Tomás de Aquino

Nas últimas semanas, o Apostolado São Clemente Romano recebeu uma cópia digital do livro Linguagem e Epistemologia em Tomás de Aquino, cuja organização foi realizada pelo filósofo Ivanaldo Santos, professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

O livro apresenta uma pequena coleção de artigos dos principais pesquisadores brasileiros em São Tomás de Aquino, como os professores Paulo Faitanin, da UFF, e Jean Lauand, da USP.

Como o próprio título do livro informa, o foco do trabalho é na linguagem e na epistemologia do Doutor Angélico, temas bastante correntes da atualidade, segundo a introdução da obra.

E é com grande satisfação e com as devidas permissões do organizador que estamos disponibilizando essa obra para nossos leitores aqui no site.

Esperamos que aproveitem a leitura e discutam conosco cada capítulo na comunidade do blog no orkut.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Padre Paulo Ricardo fala sobre a Ira boa.

Por. Eduardo Moreira.

A Igreja Católica defendeu ao longo dos anos que há a Ira como pecado e a Ira como dom de Deus. Sim, a Ira é um dom de Deus e o pecado está em usá-la para coisas ruins. Assim, o Pe. Paulo Ricardo explica o que é a Ira boa e o que é a Ira enquanto pecado capital. Essa palestra é uma resposta postada pelo Apostolado SCR em resposta às hostilidades que alguns pseudo-cristãos relativistas têm nos enviado em uma tentativa de falar que não podemos ficar irados contra os hereges que atacam a verdadeira e única fé. Para esses, que pensam estar apoiados na doutrina da Igreja, deixo algumas frases dos santos padres (padres primitivos) que provam de forma cabal que não devemos ter tolerância e nem devemos ser coniventes com as heresias, o que é bem diferente de odiar o pecador. Devemos odiar as heresias, mas não os hereges. Devemos sim orar por eles e admoestar para que vivam plenamente em Cristo e vida plena em Cristo só existe na Igreja Católica.

"Não combater o erro é corroborar com ele. Não defender a verdade é suprimí-la" - Papa São Félix.

"Eis por que se devem escutar os presbíteros que estão na igreja, que são os sucessores dos apóstolos, como o demonstramos, e que com a sucessão no episcopado receberam o carisma seguro da verdade segundo o beneplácito do Pai. Quanto a todos os que se separam da sucessão principal e em qualquer lugar que se reúnam devem ser vistos com desconfiança, como hereges e de má fé, como cismáticos cheios de orgulho e de suficiência, ou ainda, como hipócritas que fazem isso à procura de lucro ou vanglória. Todos eles se afastaram da verdade e os hereges que oferecem sobre o altar de Deus um fogo estranho, isto é, doutrinas estranhas, serão queimados pelo fogo celeste como Nadab e Abiú. Os que se insurgem contra a verdade e excitam os outros contra a Igreja de Deus, tragados pelos abismos da terra, terão sua morada nos infernos de Coré, Datã, Abiram e todos os que estavam com eles. Os que rompem e dividem a unidade da Igreja receberão de Deus o mesmo castigo de Jeroboão." (S. Ireneu de Lião, Adversus Haereses, IV Livro, 26,2).

"Muitos hereges, que em nome de Cristo seduzem as almas, padecem tais coisas [perseguiçoes], mas são excluídos da recompensa; porque não disse simplesmente: Bem aventurados os que sofrem perseguição,mas se acrescentou: por amor da justiça; e onde não há fé integral não pode haver justiça,porque o justo viverá na sua fé (Habac II,4; Rom., 1,17). Tampouco esperem receber esta recompensa os cismáticos; porque onde não há caridade não pode haver justiça, uma vez que o amor do próximo não faz o mal (Rom., XIII,10), e porque, se tivessem eles este amor, não lacerariam o Corpo de Cristo, que é a Igreja(Col. I, 24). (S. Agostinho, Sobre o Sermão do Senhor na montanha, I,V, 13).

"Não é seguidor de Cristo aquele que não é chamado cristão segundo a fé verdadeira e o ensinamento católico" (S. Agostinho, Sobre o Sermão do Senhor na montanha, I,V, 13)

“Basta responder que nunca poupei os heréticos e que empreguei todo meu zelo para fazer dos inimigos da Igreja meus inimigos pessoais.” (S. Jerônimo, Dial. c. Pelag., Prolg., 2; PG 23, 519B).

 

sábado, 14 de maio de 2011

Provas da existência de Deus em São Tomás de Aquino


Pequeno texto contendo síntese sobre as provas da existência de Deus segundo o grande escolástico e doutor da Igreja São Tomás de Aquino. É um bom texto, em anexo também um vídeo explicativo, sugiro aos leitores ambos. Como estou ocupado por esses dias e me deparei através de meu twitter oficial com o assunto que já conhecia, é proveitoso aos visitantes deste site tomarem também conhecimento dos sólidos argumentos de Tomás.




I – Prova do movimento


Todas as coisas existentes estão passiveis de mudança, porem elas não podem mudar por si próprias, um objetos pode ter seu estado “frio”, e permanecerá assim até que algo com o estado “quente” o aqueça, como o fogo.

Ou seja, para que algo adquira uma qualidade ou perfeição, é preciso a existência de outro para que o mude

Tudo o que muda é mudado por outro.

Tudo o que se move é movido por outro.

É preciso então a existem de algo/alguém que tenha em si todas as qualidades e perfeições, e que a partir dele se desenvolveu todas as mudanças, a esse 1º motor que deu origem a todos os movimentos e mudanças, nós chamamos de Deus

II – Prova da causalidade eficiente

Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes.

A primeira causa, as intermediárias e estas causam a última.

Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.

Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo: “Causa das causas, tem pena de mim”. A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

III – Prova da contingência

Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua essência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.

Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existisse, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo.

Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário – que tem a existência necessariamente – tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este ser necessário é Deus.

IV – Prova Dos graus de perfeição dos entes

Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba. Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.

V – Prova pelo governo do mundo

Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.

Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus.

Fonte:

Provas da Existência de Deus - São Tomás de Aquino. Blog A Fé Explicada. Disponível: http://afeexplicada.wordpress.com/2011/05/08/provas-da-existencia-de-deus-sao-tomas-de-aquino/ Acesso em: 14 Maio 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Resposta ao comentário de um protestante.


Comentário (veja ao final desse texto):

Boa Tarde, me chamo Ismael Rodrigues, moro em Fortaleza, não sou participante de nenhuma denominação, nen evangélica e nen católica, mas estudo bastante a bíblia e eis uma curiosidade... De onde surgiu o culto mariano? quem deu a ordem ou a quem foi revelado isso? se O próprio cristo disse ser o único caminho que leva ao pai e seu espírito é o que intercede unicamente por nós, pq na igreja católica existem tantos "santos" a quem o povo é levado a adorar como deus?
se a bíblia diz que Deus não divide sua glória com ninguém, quem recebeu a autoridade de fazer tronos no céu? e pq a bíblia diz que ninguém ainda subiu ao céus, senão aquele que desceu de lá? mas que todos dormem no senhor? A igreja que serve a Deus ou Deus é que serve a igreja católica? agindo conforme suas leis criadas aqui?
Padres não pregam o evangelho, não precisam viajar gastar com passagens aéreas, ficam dentro de uma igreja sendo sustentado por uma paróquia e pelo governo estadual e recebe regalias do governo federal e ainda existe pessoas que dizem que vivemos em um pais com pluralidade religiosa. Pra que se preocupar com qualquer que seja o pastor, preocupem-se com suas almas, com o evangelho que estão seguindo....e a quem seu pecado de idolátria e adoração desvirtuada estão sustentando o luxo de quem?

Prezado senhor Ismael Rodrigues, Salve Maria, mãe do meu Senhor (Lc. I, 43).

Da saudação acima o senhor pode ver que o culto Mariano tem bases bíblicas. Veja, por exemplo, que de Gênesis ao Apocalipse nunca um anjo saúda alguma pessoa, só Maria em Lc I. E veja que não é qualquer saudação, ele diz Ave, graça em plenitude, o Senhor (Deus) é contigo (Lc. 1, 28). Ora, Maria na hora não sabia porque recebia tamanha saudação porque na verdade ela é tão agraciada e virtuosa que seu coração evitou a soberba. Graça em plenitude significa aquela que era, que é e que sempre será cheia de graça. Se um anjo a saudou, quem sou eu para negar-lhe os méritos que lhe são devidos? Até um anjo reconheceu a pureza de Maria e o senhor a coloca em dúvida, senhor Ismael. O Anjo Gabriel se maravilha e a saúda, o que indica que a grandeza da Mãe de Deus (Lc. I, 43) é superior à dos anjos. Isso tanto é verdade que Deus quis que Maria e não um anjo, trouxesse Jesus ao mundo.

O senhor diz que não é protestante, mas pelas suas palavras e pelo seu fundamentalismo sua afirmação se mostra mentirosa. Apenas o estudo da Bíblia não leva ninguém a ter ódio da Santa Igreja, pois os cristãos primitivos amaram a Igreja Católica, mesmo estudando a Bíblia, mas eles a estudavam com base no que os pais da Igreja ensinaram. O senhor é protestante e ao que parece mentiu que não é por ter vergonha de ser. Porque a vergonha de ser protestante Ismael? É algo tão ruim assim pertencer a uma comunidade do período pós-reforma? O senhor perdeu toda a razão com esse argumento, atirou contra o próprio pé e seguiu ao pai da mentira, satanás. Foi isso que lhe ensinaram na sua Igreja? O senhor atira contra si próprio quando diz que apenas lê a Bíblia, como se a leitura Dela causasse, por imediato todas as conclusões protestantes. Isso já é um princípio protestante, a Sola Scriptura, que prega que só a Bíblia livremente interpretada por inspiração do Espírito Santo é fonte de toda a doutrina. Esse princípio foi formulado por Lutero no século XVI e causou várias conclusões desastrosas para o próprio protestantismo. Leia aqui o que o próprio Lutero diz acerca das interpretações diversas da escritura. Veja o que São Pedro diz acerca disso (II Pd 1, 20-21).

Talvez o senhor saiba me dizer por que vários protestantes tradicionais afirmam que há, logo após a morte, a passagem para a outra vida ao passo que outros protestantes negam essa passagem? Vocês dizem que são a Igreja de Cristo, mas enfrentam problemas graves de doutrina graças à livre interpretação. Vocês sequer têm um consenso nesse e em vários outros assuntos, senhor protestante. Como o senhor quer passar a Igreja Católica por falsa, sendo que há uma só doutrina verdadeira e as várias doutrinas protestantes estão em colapso? Como pode haver um doutrina verdadeira com tantos pontos discrepantes? Entre vocês alguns crêem no sacramento da Eucaristia, outros não. Uns crêem na Santíssima Trindade, outros não. Uns dizem que o batismo é válido para adultos e crianças, outros dizem que só é válido para adultos. Uns batizam em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, outros batizam só em nome de Jesus. Uns dizem que há ressurreição logo após a morte e outros dizem que só há ressurreição no fim dos tempos. Uns crêem que se pode comer sangue, outros proíbem isso. Uns deixam as mulheres andarem como querem, outros só as aceitam de saias e cabelo comprido. Uns chegam a negar a divindade de Cristo, outros a aceitam. Percebe agora o caos da Sola Scriptura, meu caro? Para a correta interpretação da Bíblia, deve haver a Sagrada Tradição e sem ela o que ocorre é a divisão doutrinal que se observa nas seitas protestantes. A proposição de Lutero de que o Espírito Santo guia cada um no momento em que lê a Bíblia é uma farsa, pois todos vocês apoiados apenas na Bíblia discordam profundamente na doutrina.

O senhor com certo tom de superioridade, como se fosse o único que tem a Bíblia em casa cita que Jesus é o único que subiu aos céus. De fato, como afirma São João em Jo 3, 13, de Corpo e Alma, até aquela época em que os Apóstolos escreveram seus livros, somente quem tinha subido era o Cristo. Após isto, afirma a Sagrada Tradição tão esquecida por vocês que temem a verdade da patrística, Nossa Senhora também ascendeu de corpo e alma aos céus.

Seu comentário de que os mortos dormem é simplesmente uma ignorância de quem lê a Bíblia, mas não a entende. O senhor sabe me falar se quem dorme pode dizer alguma coisa? É interessante como sua interpretação literal da Sagrada Escritura atira contra seu próprio pé. Veja bem essas passagens: Mt 17, 1-3; Lc 16, 22-31. Que interessante, aqui os mortos estão falando, mesmo "dormindo", como o senhor mesmo disse. Mais interessante ainda é ver que foi Jesus mesmo quem disse que Dimas estaria com ele ainda hoje no paraíso (Lc 23, 41-43). Então, será que os mortos são mesmo inconscientes? Estariam os mortos literalmente dormindo, ou estariam aguardando a ressurreição da carne, mas já vivendo no paraíso? Veja mais em II Cor 12, 3-4; Ap 6, 9-11. Nesse caso, acho que está mais que provado que os mortos não estão inconscientes e mais, que já estão com Cristo nos céus. Veja bem que mesmo antes da crucificação que nos salvou do pecado, Jesus afirma que Lázaro, o mendigo, já tinha consolo no seio de Abraão.

A doutrina Católica também não ensina a ninguém adorar santos, meu caro doutor protestante. Apenas admiramos profundamente os nossos que deram a vida pela palavra de Deus e pela única Igreja de Cristo, porque todo aquele que crer e for batizado será salvo. Ora, o próprio São Paulo fala que somos membros do Corpo de Cristo (I Cor 2, 27). Se assim o somos, então podemos orar a Cristo uns pelos outros validamente e se somos parte de Cristo que é onipotente e onipresente, então também nós, após a morte, através do Corpo de Cristo somos onipotentes e onipresentes.

O senhor cita erroneamente Jo 14, 6. Esse é o perigo de se isolar um versículo da Bíblia senhor protestante. Cristo é o único que leva ao Pai, pois a Salvação, o Paraíso, é a graça de contemplar a Deus e foi por Cristo que fomos salvos. A passagem que o senhor cita é muito bem interpretada em I Tm 2, 1-5. Nosso Senhor é o único mediador de salvação, pois só pelo sacrifício dele é que pudemos ser salvos, afinal, foi pelo sacrifício de Cristo que veio a salvação (Leia os capítulos de 9 a 13 da Carta aos Hebreus). Nenhum homem que morresse na cruz poderia perdoar nossos pecados e por isso, só um homem Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, pôde lavar nossas manchas e nos abrir as portas da Salvação. Se Cristo já morreu por nós e já apagou nossas culpas, porque então o senhor teima em dizer que o paraíso permanece fechado? Se Cristo já fez o sacrifício infinito que lavou nossas culpas, qual é o sentido do paraíso permanecer fechado? Todavia esperamos em Cristo pelo juízo final, onde todos ressucitaremos na carne eterna e incorruptível como Cristo também ressurgiu.

Assim, pela salvação de Cristo, mesmo mortos viveremos (Jo 5, 25, Jo 6, 57-58, Jo 11, 25) e como vivemos mesmo estando mortos, podemos orar uns pelos outros. Santo Inácio de Antioquia, discípulo de São João Apóstolo, disse que depois de morto continuaria a orar pelos seus (Carta aos Tralianos 13, 3). E então, quem tem maior autoridade, um conjunto de seitas protestantes dos séculos posteriores ao século XVI que nem sequer se entende ou um santo discípulo de um dos 12 apóstolos, bispo de uma das Igrejas Primitivas dos séculos I e II dC?

Você como protestante, em especial protestante pentecostal que afirma ser o retorno da Igreja Primitiva, deveria saber disso. Nós católicos apenas amamos os Santos e Jesus mesmo mandou amarmos uns aos outros (Mt 22, 39). Por esse amor que nos une aos santos, pedimos suas orações, pois como já estão os santos em plena comunhão com Deus, sua oração é mais poderosa. Os Santos já não pecam mais e não estão mais atrelados ao corpo terreno meu caro amigo protestante e por isso não têm as limitações da carne. Agora o senhor entendeu o que é veneração?

O senhor nos acusa de sermos idólatras, é claro, essa acusação nunca pode faltar quando um protestante se refere a um católico, mesmo tendo sido refutado várias vezes. O pior cego é o que não vê e o pior surdo é o que não ouve. Vou mostrar-lhe que essa acusação é completamente infundada. Eu poderia lhe dar mais de dez versículos na Bíblia que mostram que ídolos são deuses falsos, que nunca existiram, e que foram feitos por mãos de homens. Entretanto, vou lhe apresentar apenas um versículo e se o senhor quiser, leia mais a Bíblia e descubra outros que o confirmarão. Para o senhor não falar que o Antigo Testamento caiu com Cristo, vou citar At 19, 26. Nesse caso em específico, vemos que as pessoas usavam os ídolos para obter lucros. Isso não é similar ao que muitos protestantes fazem hoje com coletas milionárias? A Sola Scriputra não seria também um idolatria (costumo chamá-la de bibliolatria)? É correto dar à Bíblia o lugar que é de Deus? Se não, porque vocês abandonaram a Igreja de Cristo, que é seu próprio Corpo, para seguir a livre interpretação da Bíblia? A Igreja Católica não adora, mas apenas ama pessoas, e não deuses, que existiram e que dariam suas vidas por Cristo como muitas o fizeram. Através disso o senhor já pode notar que o culto aos santos não é idolatria, pois não consiste em adoração, não consiste em reconhecimento das imagens como divindades e não consiste em dar mérito a algo que não existe, como os ídolos. Entendeu agora, senhor protestante?

Quanto à acusação de que padres não pregam o evangelho, como é que o senhor acha que o Evangelho se espalhou pelo mundo? Certamente o senhor deve imaginar que do nada sopraram brisas que levaram as páginas da Sagrada Escritura por todo o mundo e as pessoas a interpretaram livremente chegando à mesma fé. Por um acaso não foram os padres quem levaram o Evangelho do Oriente Médio para o mundo? Não sei se o senhor sabe, mas a "Reforma Protestante" só ocorreu no século XVI, quando uma boa parte do mundo já era cristã. Foi a Igreja Católica, senhor protestante, a mesma Igreja de Madre Tereza de Caucutá, que pregava o Evangelho pelo exemplo na Índia e não pela exploração dos pobres, quem levou a Bíblia e a sã doutrina ao mundo. Foi também a Igreja Católica que levou o Evangelho ao Japão, o país com maior número de mártires e mártires católicos, da história. Foram os Jesuítas quem tentaram, mesmo contra a vontade dos portugueses e espanhóis, trazer o Evangelho aos indígenas. Agora por favor, tenha a curiosidade de ler o que fizeram os protestantes puritanos com os índios da América do Norte.

Quanto à sua acusação de luxo, não é um luxo ter jatinho particular? Não é luxo também explorar os pobres para o bem próprio? Será que as seitas que o senhor defende estão pregando o Evangelho para a Maior Glória de Deus, como os Jesuítas fazem até hoje, ou será que é para a maior grandeza do dinheiro? Com certeza, muitos protestantes são sinceros de coração, mas francamente, existem uns por aí dos quais eu desconfio e desconfio mais quando Jesus diz que ninguém serve a Deus e ao dinheiro. E tem mais uma coisa, ao contrário do que o senhor diz, existem padres e missionários católicos que viajam pelo mundo pregando o Evangelho sim, como os Arautos do Evangelho, os Jesuítas, os Dominicanos e outros. Os padres paroquiais por sua vez têm um rebanho já fixado para cuidar e por isso eles ficam em suas Igrejas, ajudando os pobres com campanhas, pregando o Evangelho para os seus e ministrando os sete sacramentos deixados por Cristo em suas Igrejas. Estude mais antes de acusar, senhor protestante. Passe bem!

Ad majorem Dei gloriam!
Eduardo Moreira

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Cordel que deixou o Pedro Bial Injuriado.

Recebi por email este cordel do Revmo. e amigo Pe. Erandi. É uma resenha crítica e constatadora do maléfico Reality Show que muitos dão ouvidos e audiência. O estilo literário além de revelador é muito engraçado para quem já conhece os tradicionais cordéis do Nordeste. O autor chama-se Antonio Barreto, ele é cordelista natural de Santa Bárbara/BA, atualmente morra em Salvador. Espero que os leitores façam uma boa reflexão sobre o conteúdo da mensagem.

 
BIG BROTHER BRASIL
Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.



Há muito tempo não vejo

Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.



Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.



Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.



O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.



Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.



Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.



Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.

 


Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.



A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.



Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.



Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.



É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.



Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.



A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.



E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.



E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.


E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.

A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.



Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.



Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?



Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal…

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal…


E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.