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sábado, 7 de abril de 2012

Obediência como caminho para renovação da Igreja

Por John Lennon J. da Silva.
O Papa Bento XVI, na homilia da Santa Missa de Crisma na basílica de São Pedro hoje, aludiu de práxis a “situação tantas vezes dramática da Igreja de hoje” (homilia de 05/04/12), que a década é conhecida pelos católicos de boa percepção. Na homilia o sucessor de Pedro,comentou e refletiu as motivações que cercam a recente revelia de um grupo de sacerdotes europeus que publicou um apelo à desobediência, instruindo com a indicação de algumas formas de desobediência, até mesmo quanto às decisões de cunho dogmático, ou seja, que já foram solidamente definidas pelo Magistério Extraordinário da Igreja.
Questões como o veto do Magistério à ordenação de mulheres que como explica Bento XVI, lembrando o seu predecessor: “o beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para o fazer”. (Ibidem). Em seguida o pontífice faz uma pergunta crucial para entender as consequências de tais atos, oriundos em muitas partes do mundo por leigos, teólogos e sacerdotes: “será a desobediência um caminho para renovar a Igreja?” Um caminho que anda e desenrola-se na contramão de uma verdadeira unidade na caridade.
E quantos casos, movimentos e homens não se seguiram e se levantaram contra a obediência na caridade e verdade. Se pusermos os nossos olhos no transito histórico que viveu a Igreja no decorrer os séculos, verificaremos, exemplos notáveis de desobediência como nos séculos XII e XIII. Época de insurgência de grupos e indivíduos nascidos no seio da Igreja não propuseram novos misticismos e espiritualidades que pretendiam purificar o mundo e até mesmo as estruturas da Igreja, que para estes jazia nas trevas.
O Valdismo fundado por Pedro Valdo em 1173. Catarismo, nomeados como albigenses (movimento herético que surgiu ao sul da França). Berengário que foi professor de teologia em Tours. Amaury de Bène professor de teologia na universidade de Paris. Pedro de Bruys era padre, foi considerado por São Bernardo e Pedro o Venerável e Aberlado como o mais perigoso herege da época. Arnaldo de Bréscia fundador do arnaldismo movimento doutrinal anti-eclesial. Além do gnosticismo muito presente nestes círculos de heresias. Sem esquecermos dos séculos XIV ao XVI, com os chamados“pré-reformadores” e sua oposição em matéria eclesiológica, escatológica e doutrinaria João Wycliff, João Huss, Jerônimo Savonarola, João de Wessália e João Wesselus, até chegarmos ao célebre Martinho Lutero que se revoltou contra a Igreja em 1517, e posteriormente impulsionou o surgimento de movimentos encabeçados por João Calvino, Ulrico Zuínglio, Thomas Cranmer, Henrique VIII, John Knox.
E nos séculos XVIII ao XIX com movimentos surgidos no interior da Igreja, talvez impulsionados pelo multi pluralismo teológico eclesial, apoiados no liberalismo e nas primeiras sementes de relativismo, racionalismo que foram sendo gestados nos tempos posteriores a Contra Reforma iniciada em no concílio de Trento (1545-1563). Os véteros-católicos liderados por Johann Joseph Ignaz von Döllinger (1799–1890) que oporram-se as decisções do Concilio Vaticabo II. O Jasenismo que têm origem nas ideias morais, dogmaticas e disciplinares do bispo Cornelius Jansen (1585-1638) desenvolveu-se na Holanda, Bélgica e França. O movimento de Sillon fundado em 1899, sob a direção de Marc Sangnier, movimento que chegou a ser aprovado pelo Papa, mas posteriormente foi condenado por mostra-se cunhado por liberalismo eclesial, social e político. O ultramontanismo corrente fortemente orientada pelo pensamento de Joseph de Maistre, Lamennais, Louis Veuillot, teve muito de seus aspectos condenados pela Igreja.
O modernismo teológico, corrente teológica que defendia a “evolução do dogma” e que Deus só poder ser conhecido “pelo sentimento subjetivo do homem”, encontrou grande ascensão no final do século XIX e inicio do século XX, teve entre seus defensores os teólogos Alfred Loisy, George Tyrell, Ernesto Buonaiuti e Albert Houtin. A“Nova Teologia” inaugurada por Henri de Lubac, e auxiliada pelo pensamento de Blondel, Valensin e Teilhard de chardin, que teve seus aspectos condenados por Pio XII na encíclicaHumani Generis, de 1956. E a revelia de Marcel Lefebvrede após o fim do concílio Vaticano II, este que em 1970 fundou a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, que tem uma situação canônica delicada em relação ao Magistério extraordinário da Igreja.
O que todos estes exemplos históricos refletem? Podemos dizer unicamente com maestria: revolta, incompatibilidade e a falta de caridade e fidelidade com o anuncio querigmático da Igreja, nesta mesma direção. O pontífice esclarece fundamentalmente: “Todo o nosso anúncio se deve confrontar com esta palavra de Jesus Cristo: «A minha doutrina não é minha» (Jo 7, 16). Não anunciamos teorias nem opiniões privadas, mas a fé da Igreja da qual somos servidores” (Ibidem). Ou seja, o serviço que presta a Igreja unicamente aos desígnios de Deus; não obedece a “nossa vontade”, nem mesmo, às “nossas doutrinas”. Mas a doutrina e a vontade de Deus que foram estabelecidas no decorrer da história através da Revelação. No caso, destes muitos homens que se levantaram contra o Magistério da Igreja, de formas múltiplas sejam elas teologicamente ou eclesiologicamente. Deixaram eles, ao melhor, abandonaram eles a resposta a unidade que pede Deus ao seu Corpo Místico a Igreja.
Mostra o papa que não é por uma via subjetiva ou individualista ou “um impulso desesperado de fazer qualquer coisa, de transformar a Igreja segundo os nossos desejos e as nossas ideias” que irá ajudar verdadeiramente a renovação da Igreja. Mas “Os Santos indicam-nos como funciona a renovação e como podemos servi-la. E fazem-nos compreender também que Deus não olha para os grandes números nem para os êxitos exteriores, mas consegue as suas vitórias sob o sinal humilde do grão de mostarda”. E não foram exemplos salutares como o de São Francisco de Assis, que fizeram um caminho em contramão, sempre mais edificante e eficaz. Que é a “verdadeira vontade de Deus, à sua palavra sempre válida” (Ibidem).
Falando no mesmo sentido Bento XVI, esclarece: “Não será que, com tais considerações, o que na realidade se defende é o imobilismo, a rigidez da tradição? Não!” (Ibidem). Como o argumento da“rigidez” é utilizado, por propostas teológicas e novas metodologias espiritualistas: “rígida hierarquia eclesial” ou “rígido ritualismo litúrgico”são argumentos vivos no paladar intelectual dos defensores da “Teologia da Libertação”, movimento latino-americano iniciada nos fins da década de 1950 e desenvolvida através das décadas de 1960 e 1970 pelo padre Gustavo Gutiérrez, José Comblin, Leonardo Boff, Jon Sobrino, Juan Luis Segundo, corrente politico-social-teologica de aspiração marxista. Considerada como “heresia singular” pelo papa Bento XVI quando ainda era cardeal.
Obteve condenação a maioria de suas preposições nos documentos da Congregação para a Doutrina da Fé: Libertatisnuntius (1984) e Libertatis Conscientia (1986). Que entre algumas coisas, limitava o evangelho a uma dimensão social, além de simplificar a pregação do evangelho e o engajamento eclesial ao “imanente”, destroçando em matéria catequética a teologia da “transcendência” católica, além de propor ao homem uma hermenêutica marxista da função da Igreja, no campo da “luta de classes”,da dominação do “homem pelo homem”, da desapropriação da “propriedade privada”,ou seja, dando uma roupagem “cristã” às premissas e terminologias presentes no marxismo-socialismo teórico e cientifico. O que é contraditório a um bom católico como disse o papa Pio XI: “Ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista”.
É verdade que ao longo dos mais de 500 anos, principalmente no ocidente têm a Igreja em seu orbe. Enfrentado desafios tremendos, quanto, a se manter unida pela ação do Espírito Santo, ao anúncio que foi conferido pelo próprio Senhor Jesus e fundamentada na natureza de seu ministério. Não se deixando desviar pela pluralidade de novidades e vontades humanas que têm sido levantadas pelo Inimigo contra a Igreja que se perpetuará até o “fim dos tempos”, como mencionado nos evangelhos. Bento XVI resume o ônus do ministério da Igreja dizendo em sua homilia: “Todo o nosso anúncio se deve confrontar com esta palavra de Jesus Cristo: «A minha doutrina não é minha» (Jo 7, 16)” (Ibidem).
Continuemos então unidos ao Corpo do Senhor, erguido com seu próprio sangue e levado a frente pelos seus apóstolos, os de outrora e os atuais que se encontram unicamente na Igreja Católica. Que o “zelo das almas” (animarum zelus), que segundo o Bento XVI, é “uma expressão fora de moda, que hoje já quase não se usa” (Ibidem), movimente nossos corações e nossa resposta de servos, à vontade e obediência que solicita Deus, para com sua Igreja.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pe. Paulo Ricardo fala sobre o neo-paganismo e a mídia antireligiosa

Por John Lennon J. da Silva

No programa Parresía desta semana chamado de “Rock in Rio e o orgulho dos porcos”o Pe. Paulo Ricardo abordou um tema que parece andar despercebido aos olhos do cristão o neo-paganismo travestido de novas práticas e abordagens. O Pe. Paulo Ricardo parte da parábola do filho prodigo para falar da situação e da realidade que é vivida por milhares de pessoas que andam a recusar a religião e colocar seus olhos no que satisfaz e auto promovem o homem e sua misérias através do que antes era pecado e hoje reesignificou-se em normalidade.

O Pe. Paulo Ricardo traz aos olhos de muito um evento que parece não possuir nenhum risco aos cristãos, mas que na verdade promove o ego humano e a sua vanglória em quer libertinagem, imoralidade e o erro. Também no vídeo ele demonstra como na perspectiva da mídia estas coisas são exaltadas e a religião ficou a margem da margem de tudo.

Então repasso a todos os leitores este vídeo. Espero que tirem bom proveito das sábias palavras do Pe. Paulo Ricardo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Breves considerações sobre o ateísmo

A existência de Deus não é um dado apenas da fé, pois Ele é cognoscível naturalmente, ou seja, sua existência pode ser verificada por meio de provas racionais. Dessa forma, como explicar que haja ateus? Será verdade que existem? E, se existem, quais são as causas e conseqüências do ateísmo?

Ateu é o que não crê na existência de Deus.

Desta definição se vê que não devemos incluir no número dos ateus:

a) Os indiferentes, que põem de parte o problema da origem do mundo e da alma, e vivem sem preocupações acerca de seu destino. Ainda que esta disposição de espírito conduza ao ateísmo, os indiferentes não são ateus propriamente ditos.

b) Os agnósticos, para os quais Deus pertence ao domínio do incognoscível. Esta atitude equivale a um cepticismo religioso.

c) Muito menos devem ser tidos por ateus aqueles que ignoram quase por completo a religião e professam exteriormente o ateísmo, porque julgam essa atitude própria dos espíritos fortes, ou porque têm interesse de seguir a corrente do favoritismo oficial.

Portanto, devemos somente considerar como ateus os homens de ciência e os filósofos que, depois de ponderar maduramente as razões, pró e contra, da existência de Deus, optam pela negativa. Embora pouco numerosos proporcionalmente, os ateus têm um número crescente e geralmente atuam em conjunto com agnósticos.

As causas do ateísmo podem ser intelectuais, morais e sociais.

Causas intelectuais

a) A incredulidade dos homens de ciência, deve atribuir-se ordinariamente a preconceitos e ao emprego de um método falso. É evidente que nunca poderão ultrapassar os fenômenos e atingir as substâncias, se nesta matéria empregam o método experimental, que só admite o que pode ser objeto da experiência e ser observado pelos sentidos. Notemos ainda que algumas fórmulas, por eles usadas, não são verdadeiras, pelo menos no sentido em que tomam. Por exemplo, quando alegam que a matéria é necessária e não contingente, invocam para o demonstrar a necessidade da energia e das leis. Ora, é bem claro que a palavra necessária neste caso é equívoca. A necessidade pode ser absoluta ou relativa. É absoluta, quando a não-existência encerra contradição; relativa quando a coisa em questão, na hipótese de existir, deve possuir tal ou tal essência, esta ou aquela qualidade, por exemplo: uma ave deve ter asas, sem elas já não seria ave.Como a energia e as leis são necessárias somente no sentido relativo, os materialistas erram em concluir que a matéria é o “Ser necessário no sentido absoluto”.

b) O ateísmo dos filósofos contemporâneos tem a sua origem no criticismo de Kant e no positivismo de Conte. Segundo os criticistas e os positivistas, a razão não pode chegar à certeza objetiva, nem conhecer as substâncias que se ocultam sob os fenômenos. Diminuindo assim o valor da razão, rejeitam todos os argumentos tradicionais da existência de Deus. Pode pois dizer-se que a crise de fé, na maioria dos filósofos contemporâneos, é de fato uma crise da razão. Mas há de acontecer a esta o que acontece aos que estão injustamente detidos: será um dia reabilitada e retomará os seus direitos.

Causas morais

a) A falta de boa vontade. Se as provas da existência de Deus se estudassem com mais sinceridade e menos espírito de crítica, não haveria tanta resistência à força dos argumentos. Também não se deve exigir dos argumentos mais do que eles podem dar: é evidente que a sua força demonstrativa, ainda que real e absoluta, não nos pode dar evidência matemática.

b) As paixões. A fé é um obstáculo para as paixões. Ora, quando alguma coisa nos incomoda, encontramos sempre motivos para nos afastar. “Há sempre no coração apaixonado, motivos secretos para julgar falso o que é verdadeiro...facilmente se crê o que muito se deseja; e quando o coração se entrega à sedução do prazer, o espírito abraça voluntariamente o erro que lhe dá razão” (Frayssinous, Defense du christianisme. L´ incrédulité dês jeunes gens). P. Bourget (Essai de psychologie contemporaine), refletindo sobre a realidade francesa, numa análise penetrante que faz da incredulidade, escreve as seguintes linhas: “O homem quando abandona a fé, desprende-se, sobretudo, duma cadeia insuportável aos seus prazeres...Nenhum daqueles, que estudaram nos nossos liceus e universidades, ousará negar que a impiedade precoce dos livres pensadores de capa e batina começou por alguma fraqueza da carne, seguida do horror de a confessar. Acode imediatamente a razão a aduzir argumentos (!!!) em defesa duma tese de negação, que já antes admitira por causa das necessidades da vida prática”.

c) Os veículos de comunicação. Não aludimos aos que são claramente imorais, mas aos que atacam disfarçadamente e continuamente os fundamentos da moralidade e, em nome de um pretendido progresso e de uma suposta ciência, querem fazer-nos crer que Deus, a alma e a liberdade são apenas palavras a encobrir quimeras.

Causas sociais

a) A educação. Não é exagero dizer que as escolas neutras são um terreno excepcionalmente próprio para a cultura do ateísmo. A sociedade hodierna em geral caminha para o ateísmo, porque assim o quer.

b) O respeito humano. Muitos têm medo de parecer crentes porque a religião já não é estimada em certos círculos influentes e temem cair no ridículo.

Conseqüências do ateísmo

O ateísmo, pelo fato de negar a existência de Deus, destrói radicalmente o fundamento da moral e dá origem às mais funestas conseqüências para o indivíduo e para a sociedade.

Para o indivíduo:

a) O ateu deixa-se arrastar pelas paixões. Se não há Deus, se não existe um Senhor Supremo, que possa impor a prática do bem e castigar o mal, porque razão não se hão de satisfazer todos os apetites e correr atrás da felicidade terrena, por todos os meios que estiverem ao alcance de cada um?

b) Além disso, o ateísmo priva o homem de toda a consolação, tão necessária nos reveses da vida.

Para a sociedade:

As conseqüências do ateísmo são ainda mais prejudiciais à sociedade. Suprimindo as idéias de justiça e de responsabilidade, o ateísmo leva os Estados ao despotismo e à anarquia, e o direito é substituído pela força. Se os governantes não vêem acima de si um Senhor que lhes pedirá contas da sua administração, governarão a sociedade segundo os seus caprichos. Mais ainda, os homens, na realidade, não são todos iguais nas honras, nas riquezas, nas situações e nas dignidades. Ora, se não existe um Deus para recompensar um dia os mais deserdados da fortuna, que cumprem animosamente o seu dever e aceitam com resignação as provas da vida, porque não haveriam de se revoltar contra um mundo e uma sociedade injusta e reclamar para si, a todo custo, o seu quinhão de felicidade e prazer?

Nota:

*Texto de Thiago Santo de Moraes

Bibliografia:

BOULANGER. Manual de Apologética.

Fonte:

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por uma correta e sagrada Liturgia!


Por John Lennon J. da Silva.

Na semana passada publiquei artigo leia aqui, sobre as deformações que são encontradas em meio a Sagrada Liturgia no Brasil. Esta semana encontrei alguns bons vídeos sobre o mesmo tema. É interessante aos leitores conhecê-los. Já que é importantíssimo buscarmos uma justa compreensão do assunto, e zelosamente nos mantermos fieis ao que a Igreja ensina e crer que dever ser professado e aceito na liturgia católica.

Ontem descobri pela internet, alguns bons vídeos que contêm considerações eficazes e oportunas sobre a noção de “sacrifício”. Já que a liturgia é o próprio calvário onde o Senhor Jesus é imolado em petição pelos nossos pecados, sentimentos e assentimento que devem marcar não só ideologicamente, mas se enraizar nos católicos transpassando a ideologia e vindo a torna-se presentes na prática catequética, estes devem orientar-se sobre alguns princípios de compreensão para que ajudem em uma justo e edificante comportamento interno na celebração dos mistérios cristãos.

O primeiro destes vídeos que quero trazer aos olhos dos leitor(e)s é um parte da participação que fez Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju no programa “Escola da Fé” do Prof. Felipe de Aquino. Ele fala muito bem sobre a liturgia e sobre os problemas que ela vêm enfrentando no Brasil.



O segundo vídeo que quero trazer é do Revmo. Pe. Paulo Ricard de Azevedo Junior que em um de seus projetos no site que mantêm, falou recentemente sobre “Música e Liturgia” na sua série de vídeos intitulada “ A Resposta Católica”. É brilhante as considerações sobre a teologia da missa que traz o padre aos que assitem, assim como ao polêmico assunto das músicas, e estilos que podem esta presentes na Santa Missa. Assistam.



O próximo vídeo também é do Padre Paulo Ricardo como é mais conhecido este ortodoxo sacerdote. Neste a uma pequena exposição do que significa o princípio da “inculturação” para a Igreja. É bom salientar que a “inculturação” é usada de forma equivoca para introduzir na liturgia várias formas de aberrações e moldes típicamnete humanos que entram em confronto com os ritos e com a realidade liturgica, como vocês veram o Pe. Paulo Ricardo exclarecer qualquer forma de “inculturação” na liturgia só pode ser feita com autorização especial da Santa Sé. No vídeo também trata-se das ilegitimas “missas-shows”, “missas-afro”, e demais denominações genericas para estas escandalosas celebrações que são verdadeiros abusos liturgicos.



Por último quero presentia-los com um vídeo [legendado] do Cardeal Francis Arinze que de 2002 até 2008 era Prefeito da Congregação para o Culto Divino, congregação a qual compete a missão de orientar e zelar pela aplicação justa do missal romano, exortando as diversas Igrejas locais sobre questões referentes a liturgia católica.



No vídeo que se passa em um evento em que o mesmo cardeal esta á responder algumas perguntas sobre “dança liturgica” [palavra por demais heterodoxa]. E sobre música sécular. Quero deixar registrado uma das frases do Cardeal Arinze que alude muito bem o princípio central, que deve ser divisor de águas na escolha e uso de certas canções durante a Santa Missa, "porque aquilo que cantamos deve manifestar aquilo que acreditamos e não obscurecer nossa fé". O que lembra o tradicional ditado católico em latim “lex orandi, lex credendi.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

As arbitrariedades contra a Sagrada Liturgia

Por John Lennon J. da Silva.

Uma das maiores feridas deixadas pela crise que enfrenta a Igreja nestas últimas décadas, sem dúvida alguma se trata das “chagas visíveis” que podem ser verificadas na má aplicação da Sagrada Liturgia. Nas últimas décadas as noções de sacrifício que deveriam permear as celebrações de muitas paróquias principalmente no Brasil, parecem ter desaparecido e dado lugar a arbitrarias compreensões de culto.

Que na maioria das vezes não sublinham a presença de Cristo crucificado e sua redenção, deram lugar a picadeiros onde os expectadores aguardam ansiosos por apresentações recheadas de movimentos e emoções; onde não mais o sacerdote faz às vezes de Jesus, mas é o signo do humano. Fato que fazer “Missas” mais atraentes e recheadas de novidades para alguns soam como o melhor atalho para encher os templos de gente.

Há vale salientar que alguns destes preferem fugir de uma boa catequese que converta a alma e coração dos fieis que andam distantes da Igreja, para que sejam estes introduzidos verdadeiramente na fé e prática católica, limitam-se a badalação e a numero expressivo de corações que se animam com os “frutos da terra” (cf. Gn 4,3) que oferece Caim, mas batem em retirada e deparam-se no mundo com seus corações vazios da Palavra de Deus e das orientações eficazes da Igreja.

Do outro lado também se encontra bispos e padres que apoiam e dão aparato para celebrações que na verdade são shows, ao melhor, torna-se o “sacrifício de Caim”. Existe também o modernismo teológico que vigora na ideologia eclesial destes sujeitos, que usam de forma grossa o Concílio Vaticano II para apoiar suas copiosas aberrações; tentam esconder eles que o concílio freia seus erros e proíbe as suas arbitrariedades. Alguns podem alegar que estou sendo duro nas palavras. Mas no momento em que vivemos quando predominam os covardes devem aparecer os duros e zelosos junto à verdade, como profetas que não têm medo de perder sua cabeça por amor ao reino de Deus.

Desde o início a Igreja procurou prestar a Deus um “oficio” puro e perfeito aos moldes dos louvores que prestam continuadamente na eternidade os anjos que ministram na Igreja triunfante composta pelos querubins, serafins, arcanjos, anjos e santos na alegria celeste. Dentre os séculos homens prudentes e iluminados se levantaram a fim de aperfeiçoar e corrigir os erros na liturgia. Para fazer dela um sacrifício perfeito como o de Abel que fora abençoada por Deus. A liturgia sempre foi um misto composto pelas suas raízes hebraicas e legislação dada por Javé á Moisés, que encontra ápice no aprimoramento cristão trazido na encarnação de Cristo e seu sacrifício em expiação de nossos pecados.

As Mentes frívolas de nossos tempos esquecem suas origens e perderam sua identidade. Já não mais fazem para glória de Deus, o sagrado oficio. Mais se gloriam no homem. Em nossos dias os inimigos da religião infiltrados na Igreja vêm a “profanar o santuário, a fortaleza” e como profetiza Daniel, tentam “cessar o holocausto perpétuo” e lutam para instaurar “a abominação do devastador” (cf. Daniel 11,31).

Por isto tomam lugar às arbitrariedades nos movimentos, [exemplo, dança, pulos e gritos]. Sem contar na composição das músicas e nos etilos musicais. Na falta dos paramentos e objetos de uso litúrgico. Mesmo quando os Papas continuam a exortam que cessem os abusos e desregramentos litúrgicos. O Inimigo, a antiga serpente (cf. Ap 20,2) continua e querer ludibriar e atrapalhar o verdadeiro culto a Deus trazendo confusão a Noiva de Cristo. Onde deveria existir o maior de todos os zelos, pois que da Sagrada Liturgia depende a nossa vida de adoração, os livros litúrgicos que deveriam ser luzes; são nestas ocasiões figurantes, as rubricas litúrgicas que deveriam ser sinais nas mãos dos sacerdotes, são negligenciadas. Estes são alguns dos reflexos da “crise na liturgia” que são vistos em muitas celebrações artífices que contribuem para tornar a “Santa Missa” mais humana e menos divina. Quando busco as celebrações ordinárias em minha cidade busco ortodoxia litúrgica, mas o que enxergo e presencio são as palmas de quem não entende nada do que se passa no altar!

Sempre me vêm à memória a Santíssima Virgem, e o apostolo amado e me interpelo como se sentiram vocês “aos pés da Cruz” (cf. Jo 19,25-26). Tinham seus corações repletos de sofrimento, modéstia, espera e silêncio. Estes são os sentimentos que deveriam ser nutridos pelos fieis hoje, são modelos de comportamento ante a realidade da Cruz que na Santa Missa realiza-se o mistério pascal para nossa salvação.

Rezemos para que Deus suscite nos corações dos clérigos e fieis a nuvem de sentimentos e comportamento que detinham os que estavam no Calvário. Que possamos pelejar para que os não católicos ou os que ainda se mantenham longe da sã doutrina vejam com seus olhos que prestamos a Deus um verdadeiro culto e nutrimos e cremos que a Santa Missa é a renovação incruenta do Sacrifício Redentor de Cristo.

Tomemos como palavras para nos guiar em uma melhor postura que devemos alimentar internamente e externamente na Santa Missa, lugar onde Cristo oferece-se de um modo sacramental, debaixo das aparências do Pão e do Vinho. As palavras de São Leonardo de Porto-Maurício.

“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto a Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício. Tesouro Oculto).

Que possamos ir à missa e estarmos nela, semelhante aos que assistiram no calvário Jesus Cristo oferece-se de um modo sangrento pelos pecados do homem.

sábado, 18 de junho de 2011

Pe. Paulo Ricardo explica “o poder paralelo dentro da Igreja”

Por. John Lennon J. da Silva

Caríssimos leitor(a)s passo a vocês este vídeo do Revmo. Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Junior. Que em um de seus últimos programas de seu site, trabalho que ele chama de “parresia”. Manifestou-se com notáveis observações sobre uma das obras que a meu ver, é uma das que mais prejudicaram a fé católica e a Igreja no século XX.

Trata-se da Obra “Igreja: Carisma e poder” publicada em julho 1981, época em que Leonardo Boff ainda era Frei franciscano. Na obra o então frei desenvolve uma dialética de dualidade entre uma Igreja opressora e vilã e uma Igreja oprimida e escondida nos porões do mundo, esta última é mais inteiramente ligadas às questões sociais e têm seu núcleo central composto por leigos.

Pois, que o sistema hierárquico da Igreja é corruptor da verdade, ultrapassado antidemocratico. Sem mencionar também análise recheada de terminologias marxistas com roupagem católica, exemplo, “meios de produção religiosa”. Bem é missão do livro é nitidamente relativizar as funções docentes e discentes, conceito e relações na Igreja.

No Livro o autor entre as linhas da obra, começa pouco a pouco a induzir os que lêem uma transformação radical da Igreja, ao melhor, faz uma petição aos leigos para mudar este quadro, típica perspectiva do pensamento revolucionário. Tais posições ajudaram e muito a Teologia da Libertação que já em sua doutrinação, ou seja, em sua tentativa de contra-ataque a Igreja vilã detinha tais opções e mentalidade. A obra representou a visibilidade do pensamento esquerdista infiltrado na Igreja.

Na obra o Leonardo Boff o termo “eclesiogênese” para elaborar em sentido estrito uma “reinvenção da Igreja”, já que segundo ele a Instituição atual, esta malfada pelo tempo e pelas manipulações políticas e eclesiais ao longo dos séculos, Assim deve aparecer a “Igreja Carismática” em oposição a “Igreja Dominante”.

Em 1985 o então cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI, que na época era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Depois de examinar atentamente o livro a mesma Congregação o condenou. Chamou o Frei Leonardo Boff a Roma.

Por ocasião dos 30 anos desta obra, que traz a visão eclesiológica do Sr. Leonardo Boff seu estilo linguístico podemos dizer que é autoritário, caricatural, sarcástica. O Pe. Paulo Ricardo resolve abordá-la em um vídeo de mais de 30 minutos.

No vídeo abaixo intitulado “O poder paralelo dentro da Igreja” vocês poderão ter em vista alguns dos erros crassos e equívocos da análise rebuscada de marxismo e heresia que o Sr. Leonardo Boff apresenta nesta condenável obra.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novos cruzados e a suscitação de Deus entre os leigos pelo bem da Igreja: Resistam bravos, resistam!

O novo pentecostes é agora! Essa afirmação choca? Certamente, mas é a verdade. Os hereges tentaram destruir a Igreja bombardeando por fora através das três Revoluções e por dentro, através do modernismo e da Teologia da Libertação. Só se esqueceram de uma coisa. Não é contra os Papas, contra os Santos, contra os leigos que estão lutando, mas sim contra Deus. É Deus que quer a Igreja na terra, não são os homens. Se dependesse desses, a Igreja teria sido exterminada ainda nos tempos apostólicos. Quantas vezes não fomos atribulados? Quantas vezes não pensamos: Estamos liquidados? Todavia, a mão caridosa de Deus e seu olhar bondoso nos castigou pelos nossos erros, que foram muitos, mas nunca se separou de nós, sua Nação Santa, o povo da Nova Aliança comprado com o Sangue do Cordeiro.

Certa vez comentava indignado com um amigo: Como pode haver tanto erro entre o clero? Gente que deveria ensinar a doutrina e troca essa por marxismos e por outros erros abertamente condenados pela fé que eles dizem professar? Meu amigo então me disse que na época da Revolução Francesa, Napoleão falou a um cardeal que enfim destruiria a Igreja. O Cardeal então riu-se e disse que nem eles, estando a tanto tempo tentando fazer isso por dentro haviam conseguido, quem dirá então um imperador que agiria por fora. É óbvio que muitos cardeais, espero que a maioria, são a favor da Verdadeira Fé, mas é sabido que sempre houve aqueles que só fizeram mal. De fato, os piores inimigos da Igreja são os lobos disfarçados de cordeiros, são membros do clero que deveriam ensinar a doutrina, mas acabam fazendo alianças com o protestantismo, com o marxismo, com o modernismo e com tudo o que não condiz com nossa fé.

Por um momento quando aderi ao catolicismo sem reservas, pensei que os inimigos só estavam de fora, mas hoje vejo que não. Aliás, os inimigos externos são o menor dos problemas. Poucos são os católicos que ainda querem a ortodoxia e a doutrina da Igreja, mas esses poucos têm se multiplicado e parece que os grãos de mostarda têm aumentado de tal forma que futuramente talvez tomem todo o ambiente católico. Fiquei muito feliz ao ver uma jovem que chegou à cidade de São Carlos com o hábito de usar o véu. Várias jovens passaram a usar o véu na Missa por causa do testemunho dessa irmã. Muito me alegra também ver um irmão de fé que antes atacava a Igreja e que graças à apologética caridosa tem se tornado um fiel cada vez mais ortodoxo e convicto. Esse é o Espírito Santo que acende em nós o fogo dos primeiros séculos do cristianismo, ressuscitando em nós a fé cristã de forma ortodoxa e de acordo com os ensinamentos pios, outrora quase mortos.

Pensei que tudo isso era fruto do trabalho árduo de certa associação ultraconservadora que milita na internet, mas hoje vejo que não. É o próprio Espírito Santo que, vendo o estado de calamidade em que estamos vivendo, tomou providências e suscitou nos leigos de todo o mundo o brado de quem quer a doutrina ortodoxa da Igreja de sempre. Enfim os frutos do Concílio Vaticano II estão aparecendo.

Esse Concílio quis abrir as portas da Igreja para os leigos. Os modernistas e os demais hereges viram nele então um prato cheio. Passaram a ensinar suas heterodoxias e incumbiram os leigos de as propagarem. Com o tempo, devido à grande evasão de fiéis, nós que queríamos permanecer firmes tomamos a postura de estudar para combater as heresias, evitando assim que o rebanho se perdesse. Em resumo, o clero ortodoxo e os leigos estão com a tarefa árdua de resgatar nossa fé, de novamente suscitar na Igreja o Espírito radical de bravura da cavalaria, dos fiéis que dão a vida pela Igreja e por amor a Deus. O amor é assim, radical, sem limites e é imitando a Cristo, que amou-nos a ponto de dar a vida por nós, que agimos assim.

Todavia, o trabalho é árduo, a missão é longa e o resgate da fé custará muito caro. Agora que os modernistas pensam que venceram, eles farão de tudo para destruir os poucos ortodoxos que restaram. Não me espantarei se vir excomunhões injustamente postas, provas plantadas e várias perseguições. Isso é natural, pois assim como o mundo odiou a Cristo, ele nos odeia e o espírito do mundo tem governado a Igreja em várias comunidades. Precisamos de você. Precisamos de mais fiéis que queiram ouvir a doutrina e que queiram ser radicais na santidade e a santidade plena só existe na ortodoxia. Não há amor sem exigência, não há exigência sem compromisso e não há compromisso se não houver a fé autêntica, ensinada pela Sagrada Escritura, pela Sagrada Tradição e guiada pelo Sagrado Magistério. Que ao fim de nossas vidas possamos nos reunir sem uma só perda nos céus e que em nosso julgamento possamos dizer a Deus, combatemos o bom combate, alvejamos nossas vestes no sangue do Cordeiro. Juntem-se a nós todos os que amam nossa Igreja e sua causa. Resistam, bravos, resistam!

Ad majorem Dei gloriam!
Equipe do Apostolado São Clemente Romano