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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sequelas da Heresia.


Por. John Lennon J. da Silva

É quase que habitual aos católicos bons de “percepção” como diria o teólogo norte-americano Scott Rahn. Se defrontarem com a proclamação ou propagação de falsas doutrinas recheadas de heresias, ao ligar a televisão ou em conversas informais com não católicos e também na internet. Parece comum lermos ou escutarmos especulações ditas “teológicas” vindas de diversos grupos, movimentos e comunidades sejam protestantes ou não. Estes acontecimentos, digamos que corriqueiros têm encontrado enorme repercussão em nossos dias. Oriundas das sequelas deixadas pelas grandes heresias; a última delas historicamente remonta os tempos da Reforma Protestante do fim do século XVI.

O termo “heresias” provém etimologicamente do latim haerĕsis. Versado do grego αἵρεσις, [escolha, partido ou opção]. Existem várias designações para o que é heresia. Podemos enfim aludir a heresia “como desvio, equivoco e erro teológico oposto a ortodoxia¹ cristã, contrariando aos dogmas e preceitos da Igreja Católica, e que pode ter como centralidade a deturpação, má interpretação e propagação de falsa doutrina não alinhada a sã doutrina como deixada pelos apóstolos e mantida pelos cristãos antigos”.

O Catecismo com uma linguagem mais prática e objetiva diz que “Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou dúvida pertinaz a respeito dessa verdade” (CIC 2089).

O adjetivo “heresia” aparece em citação de São Paulo aos Coríntios; “É necessário que entre vós haja partidos para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos” (I Cor 11,19). Originalmente a palavra “partido” em algumas traduções é versada para o termo “heresias”. O Apostolo Paulo Também enumerara entre as obras da carne a; “idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos²” (Gl 5,20).

As heresias sempre estiveram presentes ao longo dos séculos dentre o Cristianismo, consequentemente todas repelidas pela autoridade da Igreja Católica através de concílios êcumenicos e erforço de Papas, Bispos e teológos. Lembremos os vários movimentos que foram condenados por seus equivôcos, erros e pela promungação de falsas doutrinas como gnosticos, donatistas, arianos e outros. Sem esquecer os pseudo-movimentos encabeçados pelos Valdenses, Albigenses, Anabatistas e Reformadores Protestantes.

Já no I século levantavam-se homens que deturpavam a pregação apostolica e os evangelhos. Ensinavam e pronunciavam doutrinas não ortodoxas, por isto S. Paulo alertava “se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!” (Gl 1,9) constituía umas das primeiras medidas disciplinares da Igreja primitiva. Aos indivíduos que desviavam-se da pregação dos Apóstolos, tarefa mais tarde que será brilhantemente guardada pelos Padres Apostólicos em especial chamo a atenção S. Irineu de Lião.

"Suponhamos que se levante uma questão sobre algum importante ponto entre nós, e não possamos recorrer às mais primitivas comunidades com as quais os apóstolos mantiveram constante relacionamento, as quais aprenderam deles o que é certo e claro a respeito dessa questão. O que aconteceria se os próprios apóstolos não nos tivessem deixado escritos? Não seria necessário (nesse caso) seguir o curso da tradição que transmitiram àqueles aos quais entregaram às Igrejas?" (Irineu de Lião. Contra as Heresias III,4,1).

Ainda nos tempos apostólicos, João o Teólogo como é chamado no Oriente, o autor do quarto evangelho, exorta biblicamente “Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis” (II Jo 1,10) era mais uma atitude pastoral. Na antiguidade cristã, muitos falsos profetas e homens (cf. Jud 1,10-11); afastaram-se da Igreja, separavam-se da comunhão com as primeiras comunidades e fundavam partidos e difundiam suas ideias em algumas regiões causando conflitos com as Igrejas locais, por isto é memorável as palavras de S. João Evangelista “Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos.” I Jo 2,19.

Os padres da Igreja mantiveram papéis essenciais na condenação de vários erros teológicos e heresias durante os VII primeiros séculos da Igreja, por intermédio dos concílios e da autoridade dos primeiros bispos de Roma. Desta forma lembra o historiador francês Geoges Duby “todo herético tornou-se tal por decisão das autoridades ortodoxas.” (DUBY, 1990, p. 177). Mesmo nestas condições as seitas como eram consideradas as correntes que mantinham estas posições, não coerentes com a doutrina católica penduravam-se e desenvolviam-se por longas décadas de forma isolada até que se extinguissem ou não. E outras seitas surgissem; a convivência com as heresias era estreita e vetada, versando as condições religiosas e jurídicas da época. No séc. XIII Tomás de Aquino exortava aos fieis católicos que não mantivessem relações algumas com os hereges, nem mesmo conversas para que não se corrompessem tomando com citação (I Co 15,33).

Atualmente verifica-se que as comunidades eclesiais surgidas da Reforma comungam das doutrinas heréticas dos primeiros reformadores como o heresiarca³ Martinho Lutero no séc. XVI. E ainda mais o neo pentecostalismo têm manifestado outros modismos teológicos nas novas “igrejas”, cercados comumente de aversão aos ensinamentos católicos e alguns outros fenômenos do anticatolicismo. Para enumerarmos existem hoje muitas crenças heréticas como a não consciência dos que já faleceram, o batismo pelos mortos, o milenarismo, o Espirito Santo desprovido de Divindade e etc. Além das crenças originadas na Reforma a solo fides, solo graça, solo escritura, livre exame e assim vai...

Interessante e que em nossos tempos estas doutrinas tem encontrado acessibilidade junto às pessoas como que em um rodízio, existem crenças e “igrejas” para todos os gostos e como é necessidade moderna a “novidade” esta se encontra em alta atualmente. Muitos tem se entregado as sagazes e falaciosas novidades “abandonando a lei santa que lhes foi ensinada” (II Pd 2,21). O Apostolo Pedro profetizou sobre as heresias, dizendo que “Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado” (II Pd 2,2). E como é difícil para os bons católicos hoje cercados de adversidades manterem-se intactos e ortodoxos; apegados a verdade revelada a Igreja “Coluna e sustentáculo da verdade” (II Tm 3,15); perante as atuais e corriqueiras consequências trágicas, reflexo das heresias como salientei no início do artigo. Que tornam os verdadeiros cristãos os personagens caluniados, injuriados e os vilões dos últimos séculos.

Notas:

Ortodoxia¹: Adjetivo povém do grego "orthós" (retos) e "dóxa", (opinião). Resultando na tradução “crença correta” como salientam alguns linguistas.

Partidos²: O termo corresponde a “heresias” como aparente em algumas versões da bíblia. Cf. I Cor 11, 19:

Heresiarca³: Significa mentor, iniciador ao melhor “pai” de uma doutrina ou pensamento herético, o termo pode ser endendido e usado para designar um chefe ou cabeça de uma seita herética.

Referencias;

DUBY, Georges. Heresias e Sociedades na Europa Pré-Industrial, séculos XI-XVIII in Idade Média – Idade dos Homens. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p.175-184 [original: 1988].

IRINEU DE LIÃO. Contra as Heresias III. 4,1.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os Santos e a “inconsciência” dos mortos

Por Eduardo Moreira.

Varias dissidências do Protestantismo arriscam-se por caminhos nem sempre corretos ao interpretar a vida após a morte com base nas Escrituras. E eles nem deveriam interpretá-las ou tem o direito de fazê-la, isto é o papel do Magistério da Igreja. Sua interpretação não representa a realidade, pois seu Cânon bíblico¹ é incompleto, o que dificulta uma justa compreensão e interpretação do assunto, além é claro de que os protestantes não têm e recusam a Sagrada Tradição o que exerce um fator importante no auxilio a exegese bíblica.

A interpretação protestante da vida após a morte não faz, por consequência, referência ou se quer entende o valor da intercessão dos santos. Por falta desta percepção teológica, frequentemente os protestantes chamam os católicos de idólatras, por invocarem os Santos e a Maria. Ou seja, como eles não entendem que os santos podem interceder por nós, eles acham que se pedimos as orações dos que estão com Deus, estamos adorando-os ou invocando os mortos [existem também uma confusão quanto ao termo que eles correlacionam a “evocação de mortos” que é proibida biblicamente].

Primeiramente é conveniente fazer uma pequena correção tendo em vista a realidade semântica da língua portuguesa. De fato se procurarmos em um dicionário de português moderno, veremos que a palavra venerar e a palavra adorar são sinônimos. Entretanto, duas considerações devem ser feitas:

I - Em qualquer idioma que se preze, não há sinônimo perfeito de forma tal que nenhuma palavra substitui outra integralmente. Se assim não fosse, duas palavras não existiriam para designar a mesma coisa, afinal, no decorrer dos anos uma expressão tenderia a se dissolver e a outra tenderia a se perpetuar é o que acontece com as línguas modernas que estão em mutação continua como dizem os linguistas. Nesses termos, as palavras venerar e adorar não são sinônimos no catolicismo, mas certamente o são no protestantismo, a língua latina soube preservar termos e adjetivos, o que não se verifica nas línguas contemporâneas. Dessa forma, para que não haja confusões, é melhor tratar não de adoração e veneração, mas de dúlia e latria.

Latria é o culto que se presta a uma divindade, verdadeira ou não, oferecendo-lhe orações de reconhecimento de sua divindade e inclusive oferecendo sacrifícios. Na latria existe um conjunto de símbolos externos visando reconhecer, no caso do monoteísmo, uma entidade que é em tudo ato e perfeição.

Na dúlia, existe um conjunto de ações feitas em reverência a alguma pessoa que foi ou que é mais santa, visando pedir orações e buscando naquela pessoa um modelo das virtudes que ela possui. Que existem pessoas mais santas que outras é lógico. Daí nasce a devoção de dúlia. Por exemplo, os protestantes podem se ajoelhar para que um pastor ore por eles e isso não será idolatria. Da mesma forma, nós católicos podemos nos ajoelhar para receber a bênção de um Padre que isso não vai ser idolatria. Nesses atos estaremos apenas reconhecendo nossa pequenez e assim nos mostraremos humildes para sermos menos indignos de receber as bênçãos que Deus quer derramar sobre nós a partir daquele irmão que ora. Diferentemente é a idolatria.

A idolatria é uma palavra formada por dois radicais, ido, que provém de ídolo e latria, que significa culto a uma divindade. Ora, qualquer um, seja ele católico ou protestante, sabe que uma pessoa não pode ser um “deus” por diversos motivos. Outra consideração é que um ídolo é, na letra, algo equivocadamente chamado de divindade porque nunca existiu de fato, afinal só existe um Deus em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Portanto, em Apocalipse 22, 8-9, quando São João prostra-se diante do anjo aí sim foi um ato de adoração equivocada do Apóstolo e por isso ele foi repreendido. Dessa maneira a adoração é algo que parte de dentro, da intenção de se reconhecer o ser adorado como Senhor, Criador, Salvador, Causa das Causas. Várias passagens da Bíblia mostram o ato de prostrar-se como sendo não adoração, mas expressão de profundo respeito, amor ou devoção não idólatra (cf. Sm 28, 14, Gn 18, 2, Gn 19, 1, Gn 33, 1-3, Gn 47, 31, Gn 48, 12, Ex 18, 7, At 10, 25)

II - Uma mesma palavra significa várias coisas, sendo que grandes conjuntos de pessoas podem dar a uma palavra um significado diferente do significado em ato. Por tal, se algum dia uma Igreja quiser chamar uma mesa de altar, não haverá, em princípio problema nenhum nisso. Assim, na visão dos católicos as palavras Ecclesia e Cátedra significam na letra, Igreja e cadeira onde se sentam os bispos, respectivamente. Entretanto, essas são palavras latinas e no latim essas palavras têm tomando sua configuração e emprego pelo Magistério um único sentido. Logo, discutir se adorar e venerar são a mesma coisa é algo que não levará a lugar algum, pois os católicos e a Igreja tem uma noção diferente do verbo venerar. Os católicos constantemente dizem que venerar é amor, dedicação, imitação e etc. os protestantes contra argumentam dizendo simplesmente que é adorar. Se os dois pontos de vista forem aceitos de forma recíproca, de imediato isso fará que o protestante admita que não pode amar ninguém senão a Deus, pois amar seria o mesmo que venerar e venerar seria o mesmo que adorar. De forma igual isso levaria os católicos a extinguirem um costume que a Tradição Apostólica, validada desde os tempos apostólicos. Santo Inácio de Antioquia era um bispo da Igreja de Antioquia no fim do I século e início do II século. Como é sabido, é em suas cartas que aparece pela primeira vez o termo “Igreja Católica” na sua carta aos (Tralianos 13, 3) Santo Inácio próximo ao martírio promete orar pelos que continuariam vivos mesmo depois de morto, pois estaria junto de Deus.

Certamente as crenças da inconsciência dos mortos como professadas pelas Testemunhas de Jeová e pelos Adventistas do Sétimo Dia que creem que a alma não sobrevive à morte. Quando confrontadas, com testemunhos como a carta de Santo Inácio de Antioquia aos Tralianos (que é parte do Tesouro da fé Católica da Sagrada Tradição) quanto pelas Sagradas Escrituras fica claro que isso é falso.

Nosso Senhor Jesus Cristo é visitado no Monte Tabor por Moisés e Elias. Nesse episódio, Jesus transfigura-se em sua divindade na presença desses dois e de alguns apóstolos (cf. Mt 17, 1-8, Mc 9, 2-8 e Lc 9, 28-36). Elias estava vivo, pois acendeu de corpo e alma ao céu (cf. II Rs 2, 11), mas Elias não estava na alegria do céu, pois essa realidade será inaugurada com a descida de Cristo aos infernos. Entretanto, Moisés estava morto (cf. Dt 34, 5 e Js 1, 2) e por isso seguramente compareceu no Tabor só em espírito. Em outras ocasiões nas Escrituras temos conclusões que nos ajudam no entendimento do assunto, em Rs 17, 22 vemos que a alma de um menino voltou a ele e ele recobrou a vida. Se corpo e alma fossem inseparáveis, então a alma do menino não teria voltado a ele, pois nada que não saiu pode voltar. Por todos esses argumentos, vemos que mesmo que muitos não aceitem, a alma e o corpo não são inseparáveis, exceto quando falamos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Terminando essa primeira reflexão sobre almas, iniciamos uma segunda. Por vários lugares na Bíblia vemos que Jesus morreu para nos salvar. Ora, se Jesus morreu para nos salvar, então é certo que estamos salvos pelo batismo que nos sepulta com Cristo e nos faz nascer novamente como Cristo ressurgiu dos mortos (cf. Rm 6,4 e Cl 2, 12). Jesus não disse em lugar algum na Bíblia que o Batismo é só para os adultos, Ele apenas deixou que o Batismo deve ser feito Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cf. Mt 28, 19). Através do batismo somos parte do Corpo de Cristo que vive (I Cor 12, 27). Ora, se Cristo vive e se somos parte do Corpo de Cristo, somos então vivos e não mortos, a menos que morramos por nossos pecados. Assim, todo aquele que crê em Cristo ainda que morto vive (cf. Jo 6, 47 e Jo 11, 25).

Jesus também prometeu ao bom ladrão que "hoje estarás comigo no Paraíso" (cf. Lc 23, 43), o que mostra que depois da morte de Cristo não há mais o Sheol (Mansão dos mortos) como dizem os Salmos, pois tudo o que era velho passou (cf. II Cor 5, 17).

A Bíblia também leva os protestantes a crerem que os mortos são inconscientes. Quanto à inconsciência dos mortos, vemos que Samuel não estava nada inconsciente quando encontrou Saul (cf. I Sm 28, 11-20). Também Moisés não estava inconsciente no Monte Tabor (cf. Mt 17, 1-8, Mc 9, 2-8 e Lc 9, 28-36). Também os mártires de Apocalipse não estavam nem um pouco inconscientes, pois até pediram vingança (cf. Ap 6, 9-10). Lázaro e o Rico estavam tão cientes no seio de Abraão que até dialogaram (Lc 16, 20-27). Aqui há mais um detalhe. No seio de Abraão não só não há inconsciência, como já é claro que cada um tem o que merece após a morte.

A morada dos mortos não era lugar de inconscientes, mas sim lugar onde não se tinha a ciência da existência de Deus, pois Deus não estava com os mortos até Cristo morrer na Cruz e nos redimir do pecado de Adão. Se não fosse assim Jesus não teria prometido ao ladrão "hoje estarás comigo no paraíso".

Quanto ao fato da confusão que se faz no que diz respeito às Escrituras, Jesus mesmo explica em Mt 22, 29-32 que nem todos (em especial os Saduceus) compreenderam as Sagradas Letras. Ele diz que os saduceus, que não acreditavam na ressurreição (cf. Mt 22, 23), não compreenderam as Escrituras, ou seja, naquela época, Escrituras ainda eram o Antigo Testamento que não foi entendido pelos judeus. Assim, concluímos que mesmo na Antiga Aliança já existia alguma ressurreição, ainda que imperfeita pela ausência de Deus. Jesus também disse que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó não é o Deus dos mortos, mas o Deus dos vivos. Logo, se o Deus de Abraão, Isaac e Jacó (todos mortos no corpo), não é o Deus dos mortos, mas dos vivos (vivos no espírito), há vida após a morte.

Jesus ainda prossegue dizendo que na Ressurreição seremos como os Anjos de Deus no céu. Os anjos não são inconscientes e mais, os anjos intercedem pelos vivos oferecendo nossas orações (cf. Ap 8, 3-5), rogando a Deus por nós (Zc 1, 12-13), se relacionando com a nossa salvação (Hb 1, 14), cumprindo missões especiais (Lc 1, 19-38, At 10, 22) e cumprindo missões habituais (Mt 18, 10 e Hb 1, 14).

De forma análoga, as Sagradas Escrituras mostram Jeremias intercedendo pelos vivos, mesmo depois de morto quanto ao corpo (cf. II Macabeus 15, 13-16). De certa forma mesmo não tendo o contato com Deus no Sheol, é possível deduzir que os mortos tinham como orar a Deus. Mesmo Jeremias presenciou Deus dizendo que nem se Moisés e Samuel se voltassem a Ele, Seu olhar se volveria para os israelitas (cf. Jr 15, 1).

Compreendendo então, podemos ver pela Bíblia que tudo o que era velho passou com a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Dessa maneira temos uma oração muito antiga no cristianismo, o Credo que diz: ...[Jesus] foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos. As Sagradas Escrituras também falam disso (cf. I Pd 3, 19).

Ora, Jesus então morreu e foi ao seio de Abraão, mas fazer o que? Pregar aos espíritos que lá jaziam, seguramente para que fossem salvos (cf. I Pd 3, 19). Os espíritos dos mortos já tinham consciência, conforme te mostrei e é falso que a palavra Ruah significa espírito inconsciente de noções gerais, pois se assim fosse, a Bíblia estaria errada em vários lugares. Se assim fosse também, o próprio Espírito Santo de Deus seria inconsciente, pois Ele é também tratado como Ruah. Os anjos, sendo seres puramente espirituais também deveriam ser inconscientes por esse viés.

Desde o pecado de Adão, entretanto, nós nos encontramos em estado de desgraça, até que Jesus morreu por nós. Assim, Jesus é a Árvore da Vida (Ap 2, 7, Ap 22, 14) que Deus nos proibiu quando Adão pecou selando o paraíso com uma espada flamejante segurada por um anjo (cf. Gn 2, 9, Gn 3, 22 e Gn 3, 24). A árvore da vida era quem dava a vida eterna, conforme narra (Gn 3, 22).

Dessa maneira, Deus quando Adão pecou nos fechou a Salvação, pois fomos filhos desobedientes, mas como vimos na passagem de Lázaro e do Rico, mesmo no seio de Abraão já há a separação entre bons e maus, onde os maus recebem o castigo e os bons recebem consolo.

Quando Jesus morreu na cruz, o sacrifício infinito Dele nos libertou das sombras da morte e do pecado. Ele venceu a morte e nos ganhou a Salvação Eterna. Dessa forma, depois de Sua morte, Jesus que desceu aos infernos e livrou os mortos do Sheol e os mortos viveram. Como pela morte de Cristo somos mortos para o pecado e inseridos no seu corpo, certamente após a morte estaremos onde está Cristo. Se estaremos onde está Cristo, estaremos no Céu, pois Cristo está no Céu. Se somos parte do Corpo de Cristo na terra, também seremos após a morte e assim somos parte de Cristo sempre, pois o sacrifício de Cristo foi de uma vez por todas, tendo Ele entrado no Santuário e adquirindo-nos a redenção eterna (cf. Hb 9, 12). Dessa maneira, como vimos somos o Corpo de Cristo e Cristo está no Santuário. Porque então essa realidade deveria mudar após a morte?

A Bíblia fala que podemos orar uns pelos outros em várias partes, vivos podem orar pelos vivos (cf. Êx. 32, 30-35). Se nessa terra podemos nós orar pelos que vivem junto de nós, mesmo sendo nós cheios de pecado, o que então não será a oração dos que estão de uma vez por todas unidos a Deus e que são como os Anjos de Deus nos céus?

Esses estão uma vez por todas inseridos no Corpo de Cristo e como Ele é o único mediador de nossa salvação, eles são mediadores junto a Cristo, pois vivem n’Ele (cf. I Tm 2, 1-7). Se não fosse assim, de nada valeria rezarmos uns pelos outros.

Os que estão vivos no Espírito têm ainda uma oração mais valiosa, pois não podem mais ir para o inferno e não podem mais ofender a Deus com o pecado. Se não podem mais pecar, agora já são puros. Se agora já são puros e se agora vivem junto a Cristo, então estão mais agraciados que nós que ainda podemos pecar e sermos condenados. Assim, esses que estão com Cristo têm uma oração muito mais eficiente que qualquer um de nós aqui na terra.

É evidente que qualquer um de nós vivos pode orar pelos irmãos, pois pelo Espírito Santo somos um só Corpo em Cristo. Assim, nesses termos, os irmãos falecidos quanto à carne, mas vivos no Espírito, podem orar por nós e assim como podemos pedir a um de nossos irmãos vivos, podemos pedir a um dos vivos na glória para que orem por nós.

Se nessa vida estamos vivos em Cristo, não faz sentido morrermos e nos separarmos de Cristo após a morte. Jesus mesmo prometeu ao ladrão que ainda naquele dia estaria com Ele no Paraíso.

Um ponto que pode levar objeção é que ninguém vai ao Pai senão por Cristo. De fato, mas (1) essa passagem se refere à Salvação e só o sacrifício de Cristo é que pôde nos salvar e (2) Cristo nos fez parte de seu Corpo. Se ninguém vai ao Pai senão por Cristo significa que os irmãos vivos em alma não podem orar por nós, então significa também que os vivos em corpo não podem orar, pois ninguém vai ao Pai senão por Cristo. Entretanto, podemos sim orar e os vivos na alma também, pois são parte de Cristo e estão todos vivos por Cristo.

Entretanto, é errado também se invocarmos os mortos. Não devemos tomar parte dos rituais espíritas que pedem aos mortos para que voltem a esse mundo. Não que o retorno não seja possível, pois Moisés voltou a esse mundo depois de morto assim como Samuel e Lázaro, irmão de Marta e Maria. Basta Deus mandar e eles podem vir como mensageiros, pois são como Anjos de Deus no Céu. Mas nós não devemos invocar os mortos, pedindo para que venham a esse mundo em nosso auxilio. Coisa bem diferente é evocar os vivos em Cristo, pedindo para que orem por nós, pois se somos iguais aos anjos de Deus no céu após a morte, é bom saber que os anjos oram por nós (cf. Ap 8, 3-5). Nenhum homem é onipresente, mas Cristo o é. Assim, os que estão em alma em Cristo são, pela unidade do Espírito Santo com Ele, onipresentes².

Concluímos, pois, nossas considerações teológicas dizendo que invocar não é o mesmo que evocar e que adorar não é o mesmo que venerar. Ajoelhar-se perante a algo ou alguém nem sempre é adorar.

Na Bíblia não está escrito "ajoelharás somente perante o Senhor teu Deus". A Bíblia também não proíbe a construção de imagens, mas sim de ídolos. Se imagem é o mesmo que ídolo, então o Evangelho de São Lucas e os Atos dos Apóstolos não servem pra nada, pois os idólatras são árvores más e árvores más não dão bons frutos. Ora, foi o próprio São Lucas quem pintou o primeiro quadro de Nossa Senhora, e se ele era idólatra por ter feito tal, não poderia ter escrito textos inspirados.

A dúlia e o uso de imagens são coisas muito antigas do cristianismo, não há como separá-las da história da fé cristã. Os escritos do período patrístico confirmam a Tradição Apostólica. Lendo essas obras pode ser visto o que era a fé cristã primitiva, ensinada por Cristo a seus Apóstolos e desses para os primeiros presbíteros, diáconos e bispos. Consequência fatal será assumir que a Igreja Católica é a Igreja primitiva.

Não se pode interpretar as Sagradas Escrituras como nosso raciocínio entende. A palavra profecia na Bíblia significa palavra inspirada, e nesse contexto, a passagem em II Pd 1, 20 fala contra o livre exame protestante. Dessa maneira, é evidente que há apenas uma interpretação autêntica, guiada pelo Espírito Santo. Essa interpretação se encontra guardada com as chaves de São Pedro que estão na Santa Igreja Católica.

Notas:

Cânon bíblico¹: Lista ou catálogo dos livros considerados sagrados pela Igreja desde o século III com os concílios regionais de Hipona.

Onipresentes²: O termo aqui é usado para aludir a “Visão Beatífica” dom cujo, os justos na alegria do céu possuem por estarem intimamente unidos a Deus.

Referências:

Idolatria. Site da Catedral Santo Antônio da Jacutinga. Disponível em: http://santoantoniojacutinga.com/index.php/idolatria Acesso em: 22 Novembro 2010.

Santo Inácio de Antioquia. Carta aos Tralianos 13, 3.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que são as seitas protestantes?

O protestantismo negando tanto a Tradição quanto o Magistério sofre desde os seus primórdios uma desintegração doutrinária assombrosa. Onde Cristo fundou a Igreja Católica sobre a Rocha, Lutero e Cia fundaram a igreja Evangélica sobre a areia movediça da sola scriptura e do livre exame. E logo nas primeiras ventanias, pôs-se a casa dos reformadores a desabar fragorosamente: tábuas lançadas aqui e ali, telha lá e acolá, junturas e cacos em todas as direções.

Vejamos como no princípio deste século, o Reverendíssimo Pe. Leonel Franca já chamava a atenção para este fato, descrevendo lucidamente o processo de desagregação doutrinária do protestantismo, baseado no método da sola scriptura e do livre exame: "Na nova seita (protestantismo) não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada sectário recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo evangélico. O vizinho repete na mesma ordem as mesmas operações e chega a conclusões dogmáticas e morais diametralmente opostas. Não importa; são irmãos, são protestantes evangélicos, são cristãos, partiram ambos da Bíblia, ambos forjaram com o mesmo esforço o seu cristianismo" ( In I.R.C. Pg. 212 , 7ª ed.).

Vejamos alguns exemplos práticos: um fiel evangélico quer mudar de seita? Precisa-se rebatizar? Umas igrejas dizem sim, outras não. Umas admitem o batismo de crianças, outras só de adultos, umas admitem a aspersão, infusão e imersão. Aquela outra só imersão, e mesmo há grupelho que só admite batismo em água corrente e sem cloro! Aqui e ali as fórmulas de batismo são tão variadas como as cores do arco-íris. Quer o sincero evangélico participar da Santa Ceia? Há seitas que consideram o pão apenas pão (pentecostais) outras que o pão é realmente o corpo de Cristo (Luteranos, Episcopais e outros). Uns a praticam com pão ázimo, outras com pão comum, aqui com vinho, lá com vinho e água, acolá com suco de uva. A Santa Ceia pode ser praticada diariamente, mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou não ser praticada nunca. Trata-se de ministérios ordenados? Esta seita constitui Bispos, presbíteros e diáconos. Àquela só presbíteros e pastores, alí pastores e anciãos, lá Bispos e anciãos, acolá presbíteros e diáconos, outras não admitem ministro nenhum. Umas igrejas ordenam mulheres, outras não. E por aí, atiram os evangélicos em todas as solfas quando o assunto é ministério ordenado.

Após a morte, o que espera o cristão? Pode um crente questionar seu pastor sobre isto? E as respostas colhidas entre as denominações seria tão rica e variada quanto a fauna e a flora. Há Pastor que prega que todos estarão inconscientes até a vinda de Cristo quando serão julgados; outros pregam o "arrebatamento" sem julgamento; outros, uma vida bem-aventurada aqui mesmo na terra; aqueles lá doutrinam que após a morte já vem o céu e o inferno; no outro quarteirão, se ensina que o inferno é temporário; opinam alguns que ele não existe; e tantas são as doutrinas sobre os novíssimos quanto os pastores que as pregam. Está cansado o fiel da esposa da sua juventude? Não tem importância, sempre encontrará uma seita a lhe abrir risonhamente as portas para um novo matrimônio. E de vez em quando não aparece um maluco aqui e ali aprovando a poligamia?

Lutero mesmo admitiu tal possibilidade: "Confesso, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras; não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos" ( Luthers M.., Briefe, Sendschreiben (...) De Wette, Berlin, 1825-1828, II. 259 ). Não há uma pesquisa nos Estados Unidos que demonstra que entre os critérios para um evangélico escolher sua nova igreja está o tamanho do estacionamento? Eis o que é hoje o protestantismo.

Vejamos neste passo a afirmação de Krogh Tonning famoso teólogo protestante norueguês, convertido ao catolicismo, que no século passado já afirmava: "Quem trará à nossa presença uma comunidade protestante que está de acordo sobre um corpo de doutrina bem determinado ? Portanto uma confusão (é a regra ) mesmo dentre as matérias mais essenciais" ( Le protest. Contemp., Ruine constitutionalle, p. 43 In I.R.C., Franca, L., pg 255. 7ª ed, 1953)

Mas o próprio Lutero que saiu-se no mundo com esta novidade da sola scriptura viveu o suficiente para testemunhar e confessar os malefícios que estas doutrinas iriam causar pelos séculos afora: "Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças" (Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l ). Um outro trecho selecionado, prova que o Patriarca da Reforma tinha também de quando em quando uns momentos de bom senso: "Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm" ( Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289).

Fonte:

CORREIA, Dr. Udson Rubens. O que são as seitas protestantes. Apostolado Veritatis Splendor. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/983-o-que-sao-as-seitas-protestantes Acesso em: 23 Fevereiro 2011.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cinco perguntas que os protestantes não conseguem responder


Confiram um pequeno e edificante texto apologético do Prof. Carlos Ramalhete.

1 - Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Corão inspirado por Deus.

R - Os católicos aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), diz que a Bíblia é Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho, "creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles".

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Escatologia errônea das Seitas

Ao passar dos séculos, diversas civilizações, indivíduos e seitas quiseram julgar, interpretar e catalogar a data especifica em que ocorrerá o “fim dos tempos”. Os maias, civilização indígena da América Central, por exemplo, antes mesmo de Cristianismo chegar as Américas, elaborando uma previsão do fim. Ao que consta e demonstra a História, várias seitas e hereges tentaram ao longo de anos preverem quando seria e se daria o advento de Cristo, mas falharam.

Não é um típico fenômeno de nossa época, existir estes grupos. Se estudarmos de forma exegética as Sagradas Escrituras perceberemos que já na segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses (3, 10-12). Registra-se a existência de pessoas desordeiras que davam ouvidos a aqueles que diziam que o fim estava próximo e por isso deixaram seus afazeres civis, esperando o retorno de Jesus Cristo para eles “imediato”. Entretanto, São Paulo os corrige duramente dizendo que se não trabalhassem não teriam também o direito de comer.

Não só temos um exemplo, como demonstrado nas Escrituras. Há cerca de mil e novecentos anos atrás. Nos últimos 50 anos cresceram os grupos, movimento, seitas e comunidades “cristãs” que disseminam de forma literal e como eminente a volta de Jesus.

Na edição de 15 de novembro de 1984, as Testemunhas de Jeová publicaram material em sua revista intitulada “A Sentinela” dizendo que a geração de 1914 não passaria. Menciona ainda que ao menos parte dessa geração conseguiria se manter viva, para desfrutar da concretização das profecias sobre a vinda de Jesus.

Mas não foram somente as TJs que quiseram predizer o que nem Jesus sabia como disse aos apóstolos. (cf. Mt 24, 36). Os adventistas também quiseram marcar a volta de Cristo para o ano de 1843, mas não tiveram êxito. Nos dias atuais, os adventistas costumam dizer que o fim será “em breve”.

Curioso é o arranjo dessas seitas. Os adventistas, por exemplo, não parecem, ao menos em princípio, ter um estudo profundamente exegético e escatológico das Sagradas Escrituras. Seus teólogos inventaram que o Papa seria a besta do apocalipse, não conseguindo provar com sólidos argumentos esta falácia. Exemplo disto é o suposto título que assimilam como nome de cargo [no caso o Papa] “Vigário do Filho de Deus”, os adventistas concluem que a soma dessa frase em latim (Vicarivs Filli Dei) resulta em no total de 666, o número da besta. Entretanto, a soma correta resulta em 664 e não em 666.

Outro problema para esta interpretação truncada é o fato de o Novo Testamento ter sido escrito em grego, e não em latim; seria mais lógico que a soma resultasse 666 em grego ou hebraico, que são as línguas bíblicas, mas jamais em latim [pois os autores desconheciam primariamente e língua latina]. Existe outro obstáculo, o Papa jamais foi chamado canonicamente de “Vigário do Filho de Deus” se existe algum registro histórico é provável que sua utilização fora excepcional, É comum utilizar os termos “Vigário de Cristo” como verificado nos últimos séculos. A exegese católica sugere que a besta narrada no Apocalipse tenha sido um imperador romano, como César Nero, perseguidor de cristãos, assim como a outras alusões.

Os adventistas por várias vezes também foram acusados de plágios e mentirosos dentre eles, ex-membros da seita. Além de tudo isso, os adventistas demonstram um apego exagerado à lei dos judeus. Essa lei consistia em uma série de dietas alimentares, hábitos de lavar as mãos, guardar o sábado, circuncidar os fiéis e vários outros preceitos. A lei antiga foi, todavia, abolida por Jesus no Novo Testamento da Bíblia, especificamente “levada à perfeição” (cf. Lc 6, 5; Gl 4, 4-5; Rm 10, 4; Gl 4, 10-11, Gl 5, 4; Mt 15, 1-11; At 15, 1-30).

O Senhor Jesus ensinou-nos que toda a planta que o Pai não plantou será arrancada pela raiz (cf. Mt 15, 13) e certamente, esta erva daninha, assim como outras que infiltraram-se no que o Pai plantou,será extirpada. São Paulo também alerta que a lei é o ministério da morte e que o ministério de Cristo é algo muito superior a lei (cf. II Cor 3, 7-8).

Há muitos equívocos e erros oriundos das “hermenêuticas” que orientam estas seitas como as Testemunhas de Jeová, que por sua vez condenam a doação de sangue, a política e a submissão ao estado. Ora, a submissão ao estado é claramente recomendada por São Paulo (cf. Rm 13, 1-7).

Essas duas seitas teimaram, conforme já visto, em prever o fim dos tempos e tendo em comum algumas similaridades. As TJs têm, entretanto, um ponto extremamente diferente quanto a uma das pessoas da Trindade, pois negam a divindade de Cristo, o que é dito as claras São João (cf. Jo 1, 1-18) Já os Adventistas até alguns anos atrás, negavam a S.S. Trindade como entendida desde a antiguidade cristã pela Igreja Católica.

Para a exacerbada preocupação dessas duas seitas com os “tempos do Fim”, entretanto, Jesus deixa uma mensagem reveladora. Segundo a qual ninguém siga; as pessoas que pregam que o fim está próximo (cf. Lc 21, 8). Essas duas seitas, todavia, fazem mais que pregar o fim dos tempos. Pregam com terror que são as únicas igrejas de Cristo, ameaçando as pessoas a uma destruição eterna se não as seguirem, tendo em vista que nem uma e nem outra acreditam na existência do inferno.

Jesus não disse necessariamente que devemos nos preocupar exageradamente com o fim dos dias. Antes é melhor nós preocuparmos com o nosso fim, praticando o amor, que é a maior das virtudes (cf. 1 Cor 13). É triste ver como comunidades e movimentos que se intitulam cristãos possuem essa filosofia terrorista e pregação do medo, aspecto principal do fundamentalismo religioso ameaça as pessoas e defendem que apenas 144.000 pessoas serão salvas como dizem as TJs ou que é a igreja remanescente do Apocalipse, consta nos Adventistas, parece que seus adeptos pelo Mundo já superam os dados de 144.000.

Que possamos enraizados em Deus, tratar na caridade estes homens e mulheres que não alcançaram a verdade plenamente. Rezemos para amadurecimento e consumação de nossa missão. Em viver os ensinamentos contidos nos Evangelhos e não a usá-los com a finalidade de ameaças, sim com apego a verdade. O senhor não veio para condenar, mas para salvar os que estavam perdidos (cf. Lc 19, 10).

Por fim não podemos usar o Evangelho para pregar um Reino de Deus através do medo e condenação como fazem os fundamentalistas, que possamos junto aos nossos pastores na fé proclamar o evangelho unidos a única e verdadeira Igreja fundada por Cristo e entregue a Pedro (cf. Mt 16, 18). Portanto é incoerente crer nos adventistas e nas testemunhas de Jeová, bem como outros grupos, e conceder alguma confiança a estas fundações humanas e falhas. Não podemos pensar que Jesus tardou mais de 1800 anos para fundar sua Igreja, o que significa um erro crasso. Na concepção ideológica dessas comunidades, isso significa automaticamente que por mais de 1800 anos as almas se perderam, já que ninguém se salvará fora delas. Não é isso, entretanto, que Jesus pregou, fundando sobre São Pedro a sua única Igreja, que se manterá até “o fim do mundo” cf. Mt 28, 20.

Por: Eduardo M. Moreira e John L. J. da Silva

Notas:

TJ; siglas que significam abreviadamente “Testemunhas de Jeová”

Referências:

EX TESTEMUNHAS DE JEOVA. 1914 A geração que não passará, profetizou a Torre. Disponível em: http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=46&t=3700 Acesso em: 14 novembro 2010.

DE CASTRO, F. C. O Apocalipse hoje. Editora Santuário, Aparecida, São Paulo. 1989, p. 123-132.

REA, P. W. T. A mentira branca. Edições eletrônicas. Disponível em: http://www.scribd.com/doc/3288026/A-Mentira-Branca-Walter-T-Rea Acesso em: 14 novembro 2010.

ARAÚJO, U. T. A Igreja de vidro. Edições eletrônicas, disponível em: http://www.veritatis.com.br/ebooks/a_igreja_vidro.pdf Acesso em: 14 novembro de 2010.

DE MELO, F. R. Religião e religiões: perguntas que muita gente faz. Editora Santuário, Aparecida, São Paulo. 1997, p. 79-83; 85-90.

sábado, 11 de setembro de 2010

Igreja Católica ou a Seita dos Testemunhas?


Alguns pontos distintos a destacar sobre a única Igreja de Cristo e os Testemunhas de Jeová, breve e superficial comparação sobre alguns aspectos da história dos Tjs e da fundação da Igreja de Cristo.

Igreja Católica

Sobre a fundação da Igreja católica única Igreja Fundada a mando de Cristo e entregue a Pedro, disse o próprio Jesus “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Mt 18,19, posteriormente Pedro fundou a Igreja em Roma, passou o governo a Lino seu Sucessor e Segundo Papa, de “Apascentar as ovelhas” Jo 21,17 que Jesus tinha passado unicamente a Pedro após a Ressurreição, de lá para cá fora 265 papas em sucessão guardando os mandamentos de Cristo e com a Missão de “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” diga a ela: “que há uma só fé, um só batismo,e um só Senhor” Efésios 4,5. Veja o que Cristo disse que aconteceria após a sua partida junto para Deus pai At 20.29.

Atualmente existem vários grupos, e comunidades religiosas e as tidas “Igrejas” é um sinal da volta de Cristo, escatologicamente profetizada.

“Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição” II Tess 2,3: Apostasia significa: deserção da fé verdadeira, mudança ou abandono de Religião explique a ela, Na Escritura há inúmeras exortações contra os falsos profetas dos últimos dias cf. I Jo 4,1; “Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina” II Pd 2, 1: um destes falsos profetas é Charles T. Russell - O profeta e fundador dos Testemunhas de Jeová. Que não o seguem são caluniados, pois a verdade é caluniada “Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado” II Pd 2, 2:

“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.” II Tm 4,3

A Igreja católica é a verdadeira “Coluna e sustentáculo da Verdade” (ITm 3,15) não mente não ensina o erro, e não fora fundada por homens mais sim por ordem do Deus Filho! Ela é a arvore boa que dá bom frutos veja . Mt VII, 15 a 20.

A Seita dos Testemunhas

Enquanto a seita dos Testemunhas, que não acreditam na Divindade do Senhor Jesus, negam a pessoa e divindade do Espírito Santo, e nem muito menos acreditam no dogma da Trindade, dizem que Jesus é o arcanjo Miguel, só o grupo deles serão salvos, o céu será na terra, creem na inconsciência dos mortos, que Jesus não vira novamente em Pessoa, e tampouco ressuscitou em pessoa física, que o homem não possui alma. E muitas outras abobrinhas e heresias.



Sobre sua fundação os testemunhas surgiram nos Estados Unidos em 1874 com Charles Taze Russel que antes tinham pertencido a Igreja Congregacional americana, teve graves problemas psicológicos já na adolescência, depois de uma conversa com um ateu durante este período deixou de acreditar na existência do inferno, posteriormente o pastor Russel fundou os “Testemunhas” ainda mantinha estas crenças na não existência do inferno mesmo com a Bíblia na mão, é tido como um especialista bíblico pelos seus seguidores, “mas frente a um Tribunal no Canadá, jurou a todos conhecer o grego, a língua do Novo Testamento, fato que fora trazido um texto em grego, e assim foi obrigado a confessar que não conhecia esta língua, sendo assim cometeu o pecado de perjúrio, pois jurou em nome de Deus.” (BATTISTINI, Frei. 1991, p. 137,138.).

Extorquiu muito dinheiro do povo com seu estilo de pregador, em 1897 foi acusado de adultério pela sua esposa, a mesma acabou separando-se, sob a acusação de adultério do mesmo com duas mulheres seus atuais seguidores, não mencionam muito seus dados bibliográficos não! O grande propagador de suas doutrinas e outras invenções foi Joseph Franklin Rutherford, esse deu o nome “Testemunhas dc Jeová” esse por fim depois de alguns fatos e muitas profecias não compridas, morreu riquíssimo em 1942.

Por fim concluímos que nem digna é esta comparação, não há de forma alguma como comparar A Igreja de Cristo, a vás filosofias, e comunidades fundadas s mãos de homens falhos e poucos dotados de ortodoxia, que tributam vida e concepções errôneas e heréticas. “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Coríntios 11:19)

Referencias:

(BATTISTINI, Frei. A Igreja do Deus Vivo. Curso bíblico popular sobre a Igreja verdadeira. Petrópolis, RJ: Editora Vozes. 1991, p. 137, 138.)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um Golpe no Protestantismo, a volta de Protestantes ao seio da Igreja Católica, nos Estados Unidos.

Foi algo que os protestantes não esperavam. Para eles impossível mais para Deus possível “Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19,26). trata-se da volta e conversão de muitos Protestantes para o catolicismo, fato notável que tem ocorrido nos Estados Unidos, berço do neoprotestantismo.

“Estas conversões aumentam a cada dia, e estão sendo irreversíveis com a passagem do tempo. São conversões de pastores, ministros e leigos, para a Igreja Católica. Sim, antes eles eram fortes pilares do Protestantismo e promotores do anticatolicismo, que agora, voltam à Igreja de Cristo! E com os seus testemunhos atraem como uma avalanche, muitos outros protestantes de todos os continentes.”[2]

Das mais diversas denominações e comunidades eclesiais, luteranos, calvinistas, anglicanos, prebiterianos, testemunhas de Jeová, adventistas, assembleianos, batistas, congregacionais e de varias outras Igrejas.

Dentre os nomes esta: Scott Hann, Paul Thigpen, Marcus Grodi, Steve Wood, Bop Sungenis, Julie Swenson, Dave Amstrong, David B. Currie, Tom Howard, Peter Kreeft, Douglas Bogart. Cada um deles em tempos diferentes e com os meios diferentes, mas todos em comum, unidos agora na Igreja Católica. (Efésios 4, 4-5). tudo isto também dar-se através de uma solida apologética que desde os anos de 1970 vem dando fortes frutos nós EUA.

Estudaram teologia protestante, livros de exegese bíblica, o escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo, a Patrística enfim. E eles ficaram “surpreendidos com a Verdade”. Vários deles eram professores de teologia, escritores, pastores e estudiosos. Começaram a estudar os alicerces da fé católica muitas vezes como forma de se munir contra o próprio catolicismo e foram pegos de surpresa pela verdade que as doutrinas do catolicismo são legitimas, com as praticas da Igreja em seus primórdios como exemplo os sacramentos, a utilização de ícones, a veneração aos santos e a Maria.

Descobriram a sucessão apostólica base e confiança de apostolicidade a Igreja Católica, recordam a entrega da Igreja pelos apóstolos aos seus sucessores (discípulos), Bispos que tiveram outros bispos o sucedendo, que o mesmo Pedro exerceu seu episcopado em Roma, e junto com Paulo fundaram a Comunidade cristã em Roma. Começam a refletir sobre a sola escriptura da Reforma, tendo em mente que fora a Igreja católica em seus concílios que sistematizou o cânon bíblico, com a livros que deveriam ser aceitos ou não no Novo testamento.

Eles andaram em várias estradas percorreram muitos caminhos até chegar a cátedra Romana. Agora estão em comunhão com o Papa dando testemunho em rádios, revistas e televisão no mundo inteiro. Escreveram livros, gravaram cassetes, mantém páginas e sítios na Internet. Desenvolvem apostolados apologéticos em vários países E por meio deles há um forte movimento de protestantes voltando a Casa do Pai. “Coluna e sustentáculo da verdade” I Tm 3,15.

Vejam o perfil de alguns deles:

1) Scott Hann. ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante.

Era um anticatólico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor.

2) Paul Thigpen. ex- editor e escritor de várias revistas protestantes.

Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica.

3) Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia.

Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts.

Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”.

Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele.

4) Steve Wood. ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida

Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts.

Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!... E eu fiz isto”.

5) Bop Sungenis. ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica.

Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”.

Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos.

6) Duglas Bogart. Ex-missionário evangélico na Guatemala.

Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia. Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico.

7) David B. Currie. Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”.

Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor. David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”.

O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo.

8) Alan Stephen Hopes. ex- Pastor e Bispo Anglicano nomeado por João Paulo II

Pastor Anglicano convertido ao Catolicismo. Foi nomeado bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II. Nasceu em Oxford, em 1944. Foi recebido na Igreja Católica em 04 de Dezembro de 1995.

Depois de dois anos como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, de Kensington, foi nomeado Padre da Paróquia de Nosso Redentor, em Chelsea, tornando-se depois, em 2001, vigário geral da arquidiocese.

Monsenhor Hopes é um dos pastores Anglicanos que abandonaram a Igreja da Inglaterra depois que a ordenação sacerdotal de mulheres foi aprovada naquela igreja.

9) Francis Beckwith. Que em 2007 renunciou cargo de Presidente da Sociedade Teológica Evangélica (ETS) que congregava mais de 4 mil pastores nos EUA.

O que levou este homem a se converter? Beckwith relata que começou sua volta à fé em que cresceu, quando decidiu ler a alguns bispos e teólogos dos primeiros séculos da Igreja. "Em janeiro, por sugestão de um amigo querido, comecei a ler aos Padres da Igreja assim como alguns trabalhos mais sofisticados sobre a justificação em autores católicos. Comecei a convencer-me que a Igreja primitiva é mais católica que protestante e que a visão católica da justificação, corretamente compreendida, é bíblica e historicamente defensável".

No dia em 28 de abril do mesmo ano, ele recebeu o sacramento da Confissão. Selando sua volta a Igreja Católica.

Todos eles são agora verdadeiros Católicos. Eles acharam a abundância da vida cristã e o caminho da verdade na única Igreja fundada por Cristo. Rezemos para que este movimento também florença em nosso país e já vemos no Brasil casos em pequenas proporções como por exemplo, o ex-pastor Assebleiano Sidney Alencar Veiga, também ex-pastor Batista Francisco Almeida de Araújo, a ex-prebiteriana e hoje Irmã Themis, o ex-luterano e pentecostal Alessandro Lima, atualmente apologista católico, e o também ex-luterano Marcos Monteiro Grillo e outros.

John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru, 23 de Julho de 2010

Referencias:

[1] ACIDIGITAL. Presidente da Sociedade Teológica Evangélica retorna à Igreja Católica. [noticia dada em Washington DC, 8 maio 2007]. Disponível em: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=9899 Acesso em: 23 maio 2010.

[2] QUINTAL, Janaina. Retorno de Pastores Protestantes à Igreja Católica. Site Universo Católico. Disponível em: http://www.universocatolico.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=12818 Acesso em: 14 julho 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Forma de Governo das “igrejas” evangélicas não é bíblico e nem encontra embasamento nos testemunhos dos Pais da Igreja, nem muito mesmo na Tradição Apostólica.

Vemos nas Igrejas nascidas da Reforma Protestante no séc. XVI uma forma que podemos dizer “democrática” para eleição de presbíteros, diáconos e pastores, cabe-nos a pergunta onde se encontra nas Sagradas Escrituras que o Senhor Jesus elegeu Pedro ou qualquer outro apostolo como Pastor da Igreja de Jerusalém, ou das demais Igrejas ou para qualquer oficio religioso? O Apostolo Pedro não foi eleito nem muito menos nenhum outro apostolo. Pedro, bem como os outros 12 Apóstolos, foram indicados para o oficio diretamente por Jesus cf. Mt 10, 1-6. Nas Comunidades “evangélicas” os pastores são, na maioria dos casos, eleitos pelo voto da congregação ou assembléia. Qual é a evidência ou prova bíblica para se eleger pastores desta maneira? Não há nenhuma vestígio disto nas Sagradas Escrituras. A Igreja de Jerusalém nomeou diáconos, Pedro presidiu a escolha de Matias para o lugar vago de Judas o Traidor cf. At 1, 15-26.

Não existem nas Escrituras nada semelhante, à eleição de pastores. Depois que os diáconos foram nomeados, foram ainda ordenados pelos apóstolos. Os apóstolos ordenaram sete diáconos através de preces e imposição das mãos sobre eles cf. At 6, 1-6:

O que isto ressalta a sucessão apostólica como conhecida na Igreja católica, que fora sempre repetida desde os apóstolos quando conferiam o diaconato ou o episcopado pela imposição de mãos gesto e ritual que confere poder, pois mão é entendido na bíblia, como poder cf. (Ex 14,31; Sl 19,2; 1Rs 18,46; Ez 3,14; 30,21) assim fizeram os seus discípulos seus sucessores, entre o séculos a exemplo dos Apóstolos comunicando um ministério ou missão (At 6,6; 13,3; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6s).

Como atesta a reflexão de São Cipriano:

"Nosso Senhor, cujos preceitos e recomendações devemos observar, descrevendo a honra de um bispo e a ordem de Sua Igreja, falou no Evangelho, dizendo a Pedro: 'Eu te digo que tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.' Daí, através do passar dos tempos e sucessões, a ordem dos bispos e a hierarquia da Igreja permaneceu, de modo que a Igreja está fundamentada sobre os bispos, e cada ato da Igreja está controlado por aqueles mesmos administradores. Desde então, está fundamentada na lei divina. Eu me admiro de que alguns, com atrevida temeridade, preferiram me escrever como se escrevessem em nome da Igreja; isso quando a Igreja foi estabelecida sobre os bispos e o clero, e todos os que permaneceram firmes na fé" (Cipriano, Epístola 26,33 [aos proscritos]; 250 dC).

Durante suas viagens, Paulo ordenou Tito e Timóteo. Paulo deu a Tito e a Timóteo a autoridade de ordenar anciãos:

"Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei" (Tt 1,5)

"A ninguém imponhas as mãos inconsideradamente, para que não venhas a tornar-te cúmplice dos pecados alheios" (1Tim 5,22).

Como retrata também:

"Nossos apóstolos também sabiam do ofício do episcopado através de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois houve uma discussão a respeito. Por essa razão, portanto, como obtiveram um conhecimento antecipado disso, eles indicaram aqueles [ministros] já mencionados, e posteriormente lhes deram instruções, para que quando algum deles falecesse, os outros aprovassem homens que os pudesse suceder no ministério" (São Clemente de Roma, 1ª Epístola aos Coríntios 44,1-2; ~96 dC).

"O Santo Apóstolo Paulo dando a forma de indicar um bispo e estabelecendo por suas instruções uma inteiramente nova qualidade de membro da Igreja, ensinou com as seguintes palavras o somatório de todas as virtudes que leva alguém à perfeição: 'manter firme a palavra de acordo com a doutrina da fé, ser apto a ensinar a sã doutrina e a preparar mantenedores. Porque há muitos homens desregrados, faladores vãos e enganadores'. Assim ele destaca que as virtudes essenciais de uma boa disposição e de moralidade são as únicas proveitosas para um bom serviço do sacerdócio se, ao mesmo tempo, não faltam as qualidades necessárias para saber como pregar e preservar a fé, porque alguém não é corretamente feito um bom e proveitoso sacerdote simplesmente por uma vida inocente ou por um mero conhecimento da pregação" (Hilário de Poitiers, Sobre a Trindade 8,137; 359 dC).

A ordenação dos anciãos e diáconos está implicitamente indicada.

O Novo Testamento não nos fala em nenhum momento da congregação elegendo seus anciãos “pastores” pais mais velhos “padres” como conhecemos. Ao contrario, os anciãos eram indicados pelos apóstolos ou por aqueles que receberam a autoridade dos apóstolos como visto acima. Esta forma de governo da Igreja é chamada governo episcopal. 1500 anos depois da forma hierárquica da Igreja esta constituída, após a Reforma começaram a utilizar nas comunidades eclesiais “Igrejas Protestantes” governos presbiterais ou congregacionais.

Veja esta narração que mostra como era a hierarquia crista no séc II.

"Hegésipo e os acontecimentos que ele relata - em seu quarto livro de Memórias que chegou até nós - nos deixou um registro completíssimo de sua constatação. Neles, conta que numa viagem para Roma, encontrou um grande número de bispos e que recebeu a mesma doutrina deles. É apropriado ouvir o que ele diz depois de fazer algumas observações sobre a Epístola de Clemente aos Coríntios. Suas palavras são as seguintes: 'E a Igreja de Corinto continuou em sua fé verdadeira até que Primo se tornasse bispo de Corinto. Eu conversei com eles em minha viagem para Roma e permaneci com os Coríntios vários dias, durante os quais nós estivemos mutuamente recordando a verdadeira doutrina. E quando cheguei a Roma permaneci ali até o tempo de Aniceto, cujo diácono era Eleutério. E Aniceto foi sucedido por Sótero, e esse por Eleutério. Em cada sucessão, e em cada cidade se confirmou que foi pregado de acordo com a lei, os profetas e o Senhor'" (Hegesipo, em fragmento na História Eclesiástica de Eusébio 4,22; ~180 dC).

Então se na bíblia nem muito menos na Tradição Apostólica, não consta nada semelhante a este tipo de hierarquia cristã? Faço a pergunta que tanto fazem os protestantes porque vocês obedecem, as suas Igrejas com governos não bíblicos? Que não possuem validação por não serem decorrentes dos apóstolos e não terem Sido ordenados pelos sucessores dos apóstolos?

"Para finalizar, é bom - penso - examinar as altas qualificações em vossa eleição, para que aquele que for indicado para a Presidência possa ser adequado para o posto. [...]”(Gregório de Nissa, Epístola 13 [à Igreja de Nicomédia] ~390 dC).
John Lennon J. da Silva
Apostolado São Clemente Romano
Caruaru 16 de julho de 2010


Referencias:

[1]MORONIKOS. Forma de Governo das Igrejas Evangélicas não é bíblico. [Tradução: Tradução: José Fernandes Vidal] Brasília: Apostolado Veritatis Splendor. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/704-questionando-os-protestantes-viii Acesso 06 julho 2010.

[2] AA.VV. Os padres da Igreja, Sobre a estrutura hierárquica da Igreja. [Tradução: Tradução: José Fernandes Vidal] Brasília: Apostolado Veritatis Splendor. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/patristica/extratos/671-sobre-a-estrutura-hierarquica-da-igreja Acesso 06 julho 2010.